87% das pessoas empregadas estão insatisfeitas com seu trabalho.

“Nunca vi ninguém ser rebaixado, demitido ou preterido por causa da falta de competência técnica. Mas tenho visto muitas pessoas serem prejudicadas por causa de precariedade de julgamento e caráter”. – Warren Bennis
Fonte: informesorientando.blogspot.com

Já faz algum tempo que uma das maiores preocupações, no Brasil e em muitos países do mundo, é a possibilidade de demissão. Mesmo assim, estudos mostram que 87% das pessoas empregadas se dizem insatisfeitas com seu trabalho por várias razões: o chefe é um desastre, os colegas são perigosos, não vê seu valor reconhecido, qualificação profissional acima da necessária para a tarefa, etc. As pessoas querem ter liberdade para trabalhar e sentir que o que fazem é importante. Dois terços dos profissionais que se demitem o fazem de seus chefes, não da empresa em que trabalham. Nos últimos anos, saímos de um conjunto de práticas administrativas que tinha como modelo ser paternalista e, ao mesmo tempo, autoritária, mantendo o domínio sobre as pessoas e definindo o que ela achava melhor para elas. Agora, a responsabilidade está cada vez mais nas mãos dos próprios empregados. Antes, submissos, obedientes e disciplinados, hoje devem ser autônomos e empreendedores. Ainda existem dificuldades na consolidação dessa cultura, pois muitas empresas mantêm o papel de definir onde, como e no que o funcionário deve se desenvolver, muitas vezes desconsiderando o plano de carreira e de vida que a pessoa quer seguir. Além disso, milhões de reais investidos em consultoria, treinamento e desenvolvimento para seus funcionários acabam em verdadeiro desperdício de tempo e dinheiro porque apenas 10% das pessoas envolvidas mudam seus comportamentos. Mesmo em programas de qualidade, em que a melhoria dos processos é contínua, poucas pessoas levam esses princípios para a vida pessoal. Nesse contexto, o americano James Hunter – consultor, palestrante e autor do livro O Monge e o Executivo – propõe uma nova forma de liderança – a liderança servidora –, inspirada em Jesus Cristo. O autor define a liderança como a capacidade de influenciar pessoas, em que Jesus era imbatível. As pessoas devem seguir alguém por livre e espontânea vontade. Significa exercer a liderança por meio da autoridade, e não do poder. Usando o poder, obrigamos as pessoas a fazerem a nossa vontade, o que até funciona, mas, com o tempo, deteriora os relacionamentos. Eventualmente, um pai, por exemplo, precisa usar de poder para obrigar seu filho a estudar. Ter poder sobre as pessoas é diferente de ter autoridade sobre elas. Autoridade é a habilidade de conseguir que as outras pessoas aceitem de bom grado a nossa vontade, orientação e até determinação. No mundo corporativo, em que as pessoas buscam seu ganha-pão e, em alguns casos, a realização pessoal e profissional, 1) ninguém mais tolera gerentes ou chefes autoritários; 2) muitas empresas já reconhecem que os antigos métodos de comando e controle, na base do grito e da ameaça, não funcionam mais; e, 3) é preciso ver a liderança de forma diferente. Isso também vale, com muito mais razões, em clubes, igrejas, associações, ongs ou grupos de interesse, onde as pessoas participam porque gostam, para prestar algum serviço voluntário e até para aprender ou desenvolver alguma habilidade. Existem, ainda, pessoas – poucas, é verdade, e em extinção – que, agarradas ao poder contextual, se acham no direito de passar por cima de estatutos, de regulamentos, até de elementares noções de convivência civilizada. É uma das contradições que carregamos: gostamos de ser únicos e originais, mas não toleramos e nos sentimos ofendidos por manifestações, contrárias às nossas. Surpreende que até jovens, inclusive com formação superior, comunguem desse mesmo comportamento. O tempo da Páscoa, além de todas as lembranças e motivos religiosos e espirituais que possa despertar ou renovar em nós, pode permitir também o afastamento daquelas pedras de resistência aos novos valores e paradigmas, fazendo-nos sair da escuridão da tumba, onde deixamos as mágoas, os rancores, os ressentimentos, e tantas outras mazelas, e ressuscitamos para uma nova vida de realizações pessoais, profissionais, financeiras, sociais e espirituais.

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