Contagem regressiva: é hora de treinar!

Faltando pouco pro vestibular ferver, é a vez de treinar os exercícios

Publicado em 26/10/2006 – 00:01
Do Universia: http://ww1.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=12558

OK, você já está se preparando há um bom tempo. Agora, está chegando a hora! Você já sabe como vai conduzir os últimos dias da sua preparação? Se você é um dos que se inscreveu para o vestibular da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), por exemplo, falta – exatamente – um mês (!!) para a prova da primeira fase. O que fazer nesses trinta dias? Dá para compensar o que não compreendeu? Bom, é difícil. Mas dá para reforçar o que já está de ‘bom’ na cabeça.

“O que tinha que ser feito já foi feito. O vestibular é resultado de uma preparação que vem ao longo da vida e é reforçada em um ano de estudo, amadurecida nesse ano, mas não há muito a fazer um mês antes”, afirma o Mauricio Soares, professor do Anglo Vestibulares. “É hora de cuidar da cabeça, ir ao cinema, se manter atualizado, manter uma rotina equilibrada, sem grandes excessos e mantendo o ritmo de estudo, porque senão a cabeça relaxa demais e ela precisa estar ativa, preparada, funcionando.”

Assim, é hora de colher os resultados do que você fez durante o ano. Se sua preparação foi sólida, é hora de manter o ritmo, treinar com os exercícios e, fundamental, esfriar a cabeça. Se você está inseguro quanto à sua preparação, talvez seja a hora de acertar alguns pontos e pegar firme nos simulados para ‘entrar no clima’ de vez. O que importa é manter o pique e não ser surpreendido na decisão da maratona – com certeza, você não quer perder todo o esforço que dedicou até agora.

“Para o aluno que batalhou e se dedicou ao longo do ano, agora é a hora de estar tranqüilo, que é o que mais importa nesse ultimo mês. É um mês que ele tem que estar no pique de estudos, não para ficar maluco e começar a estudar muito mais do que está acostumado”, alerta Rubens Faria, coordenador do Cursinho da Poli. “Mas não existe fórmula mágica para essa preparação, depende muito do aluno, da forma como estudou, do curso que vai prestar.”

Exercícios, exercícios, exercícios…

“Nossa, falta um mês! Vou refazer todos os exercícios do ano para garantir!”. Não, não. Esqueça essas táticas ‘suicidas’ (quer ver um pouco sobre programação de estudos? Dê uma olhada neste link). Primeiro, revisar “toda” a teoria pode não ser uma escolha adequada nessa reta final. Mas dar pegar firme nos exercícios pode ser uma opção interessante. Primeiro porque não desgastam ainda mais a sua resistência. Segundo porque vão ajudando a dar o clima da prova.

Nesse momento, é mais legal fazer exercícios do que ver teoria. Da mesma forma que ele tem que ler um poema ou um conto, no lugar dos livros todos, ele tem que fazer exercícios. É mais produtivo do que ficar revisando a teoria”, diz Soares. “O que tinha de ser feito em termos de aprendizado, já foi. É hora de pegar alguns pontos importantes, que já tem na cabeça, só para trazê-los a tona e lembrar um pouco. Faltando pouco tempo, tem que fazer mais exercícios do que ver a teoria, em todas as matérias.”

Nesse sentido, outra atividade legal é participar de simulados. O simulado – como o nome indica – é a aplicação de uma prova, no nível dos principais vestibulares, que repete toda a rotina que o estudante terá que encarar. Isso significa ter que se deslocar a um local específico, não fazer os exercícios com consulta aos livros, ter um tempo determinado para entregar a prova… parece banal, mas ajuda, muito, a “quebrar o gelo”.

“Os simulados são fundamentais. É um absurdo ir fazer uma prova como a da Fuvest ou a da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) sendo a primeira vez que faz o vestibular na vida. Não dá”, afirma Soares. “É aconselhável que faça uma revisão geral de tudo e algumas matérias podem ser baseadas em exercícios, mas depende muito do aluno. Ele pode usar os simulados para fazer sua revisão, por exemplo”, complementa Faria.

E, para fazer simulados, não é preciso, obrigatoriamente, ser matriculado em um cursinho. Alguns deles fazem simulados abertos e, em alguns casos, as próprias universidades oferecem esta opção – portanto, procure um para treinar. Outra opção é o Provas Interativas, do Universia. A prova é feita on-line e o resultado sai na hora. Clique na imagem que está no alto dessa matéria, à direita, e vá direto pra lá!

Não li os livros, e agora?

Bom, se você não leu NADA, a situação é complexa (opa! quer dicas de literatura e ainda baixar livros de graça? Clique aqui!). Agora, se você já leu alguma coisa e precisa reforçar, mudar a tática da leitura intensa também pode ser interessante nesse final de preparação. “O aluno tem que ler os livros. Ele até pode usar alguns subterfúgios, como resumos, mas eles não substituem a própria obra”, diz Faria.

“Para o estudante que não se preparou ao longo do ano, melhor do que ler resumos dos livros, pode ser pegar um conto de Sagarana, ler três ou quatro poemas de Drummond, ler “O Auto da Barca do Inferno”, que é uma peça para ser lida em meia hora, fazer um estudo focado ao invés de querer pegar tudo. Porque pelo menos ele garante algumas partes da matéria”, acrescenta Soares.

Tirando o pé

De qualquer forma, fica o recado: é hora de desacelerar. Se concentrar mais nos exercícios, testar seus conhecimentos e, principalmente, manter o ritmo e a confiança. “Principalmente para aquelas pessoas que se prepararam bastante, um grande problema é não deixar se distrair pela cabeça, pela insegurança, pelo medo e pela pressão das pessoas em torno. Qualquer esforço concentrado, exagerado, pode atrapalhar, aumentar o medo e elevar a pressão“, finaliza Soares.

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