De cada 15 pessoas que procuraram emprego em 2007, 14 conseguiram

Segundo Max Gehringer, situação atual é a melhor dos últimos anos. Ele faz quatro recomendações para quem busca trabalho.

Para quem está procurando emprego, as horas passam devagar e as semanas passam depressa. Mas, no Brasil, atualmente, existem duas situações contraditórias. Tem gente que está procurando emprego e não acha. E tem empresas querendo contratar, mas não encontram os candidatos certos.

Porém, no geral, as notícias são positivas. De cada 15 pessoas que procuraram emprego em 2007, 14 conseguiram. Logo, quem está na luta não deve desanimar. Existe emprego e todas as pesquisas recentes mostram isso.

Mas estamos falando da quantidade de vagas, e não da qualidade delas. Existem duas coisas que essas pesquisas não mostram.

A primeira é o grau de satisfação de quem está empregado. Com a função, o ambiente da empresa, as possibilidades de carreira, o mau humor do chefe, ou com o café que não tem cheiro nem gosto. E a segunda coisa é que muitos profissionais não estão atuando na área em que se formaram. É aquela dúvida entre aceitar o que aparece ou esperar pelo emprego perfeito.

Candidato x entrevistador

Apenas como mera sugestão, vou inserir um par de diálogos para serem aproveitados, corrigidos ou descartados. Este é o primeiro. Um candidato e um entrevistador.

Entrevistador: Por que você acha que é o candidato adequado para esta vaga?
Candidato: Bom, veja bem. Eu sou formado em Psicotecnologia, pós-graduado em Administração Atômica, com mestrado em Ciências Monoperiféricas e doutorado em Energização Esquizossomática.
Entrevistador: Mas nós estamos procurando um auxiliar de atendimento ao cliente.
Candidato: Nesse caso, eu também tenho PhD em Relações Internacionais.

Segunda sugestão. Candidato e Entrevistador.

Candidato: Estou aqui para a vaga de assistente do assessor do auxiliar do subchefe.
Entrevistador: Mas o que é isso? Temos uma vaga muito melhor, de gerente.
Candidato: Gerente? Mas eu não tenho estudo.
Entrevistador: Estudo, pra que estudo? O que interessa é a experiência.
Candidato: Mas eu também não tenho experiência em ser gerente.
Entrevistador: Mas terá. Em uma semana você aprende tudo.
Candidato: Que maravilha!
Entrevistador: Qual é a sua pretensão salarial?
Candidato: Sei lá, tipo assim, uns R$ 700.
Entrevistador: Que é isso, meu amigo? Pense grande. Vamos começar com R$ 5 mil.
Candidato: R$ 5 mil?

Entrevistador: US$ 5 mil. Mais carro do ano e mordomias aos montes!
Candidato: E quais serão as minhas obrigações?
Entrevistador: Nem me fale essa palavra que me dá arrepios. Aqui ninguém é obrigado a nada. Você faz o que acha que deve fazer.
Candidato: Mas e se eu não for bem? Porque, sinceramente, eu não entendo nada de nada.
Entrevistador: Bom, aí, você já está demonstrando que pode ser rapidamente promovido a diretor.

Evidentemente, o emprego perfeito não existe. Mas a situação atual, embora não seja a ideal, é a melhor dos últimos anos. Pensando num futuro bem próximo, quando as boas vagas estarão ainda mais disputadas, aqui vão quatro recomendações.

Primeira – Quem é jovem não deve esperar muito para conseguir o primeiro emprego. O ideal é começar a trabalhar entre os 18 e os 20 anos. As empresas dão preferência à combinação de escolaridade com experiência prática.

Segunda – Se não houver uma vaga na área que você deseja, não fique parado. É melhor aceitar uma oportunidade razoável que aparece, do que ficar esperando pela vaga perfeita. No mercado de trabalho, quem espera sempre cansa.

Terceira – Estude. Não importa se você tem 20 ou 40 anos. Um curso superior já foi um diferencial. Atualmente, passou a ser um pré-requisito. Um diploma que parece não fazer falta hoje, fará muita falta amanhã.

Quarta – Acerte no curso. Uma coisa é o que a pessoa gostaria de estudar. Outra coisa é saber se vão existir oportunidades naquela área. Uma das maiores consultorias de recrutamento do Brasil informou que, no ano de 2007, para as vagas que exigem curso superior, os profissionais mais procurados foram os formados em Engenharia, Administração de Empresas e Informática.

Por isso, antes de optar por um curso que tem um nome bonito e atrativo, dê uma pesquisada, para saber qual é o tamanho do mercado para aquela profissão.

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