Mulheres em cargos de chefia ganham 37% a menos do que os homens

Levantamento realizado por docentes do Ibmec São Paulo mostra que diferença salarial entre homens e mulheres em São Paulo é uma das maiores do país O avanço da participação feminina em áreas dominadas pelo universo masculino foi significativo em diversos segmentos do mercado de trabalho, mas a diferença salarial ainda está longe de colocar homens e mulheres em condições de igualdade. O estudo “Diferencial de salário por gêneros”, realizado pelos professores Regina Madalozzo e Sergio Martins, do IBMEC SÃO PAULO, revela que a diferença de salário entre homens e mulheres aumenta quando é maior o grau de escolaridade.

Com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o levantamento mostra que mulheres com especialização ou pós-graduação ganham 37% a menos do que os homens que desempenham a mesma função. Enquanto os homens ganham, em média, R$ 2.911,01 por mês, as mulheres recebem R$ 1.831,25. Neste segmento estão profissionais de ambos os sexos que ocupam cargos de chefia. Já entre homens e mulheres com nível básico de escolaridade, e que desempenham atividades ligadas, por exemplo, à agricultura ou ao setor de serviços, a diferença é de apenas 12,40%.

Outro dado importante do levantamento, que utiliza como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), indica que esta diferença salarial diminuiu nos últimos anos em todos os níveis de instrução. Porém, a queda foi menor justamente entre os profissionais com maior grau de qualificação. A diferença salarial entre homens e mulheres com baixa escolaridade era de 25,11% em 1995, e caiu para 12,40% em 2004. Já entre os profissionais com pós-graduação, a diferença de remuneração em 1995 era de 47% e, em 2004, de 37,09%.

O levantamento por região mostra, ainda, que no Sul e Sudeste estão as maiores diferenças salariais. São Paulo é o quinto estado em que a diferença de salário entre homens e mulheres, na média, é mais acentuada. Os outros estados são Paraná (1º lugar), Espírito Santo (2º), Santa Catarina (3º) e Goiás (4º). A diferença de salários no Sudeste é de 22,62%, enquanto em São Paulo, o percentual chega a 26,62%.

Os pesquisadores também verificaram que o problema é maior entre homens e mulheres brancos em relação aos trabalhadores negros. Preconceito e a própria maternidade estão entre as possíveis causas para a discriminação nos salários pagos.

Mais informações:
Máquina Comunicação Corporativa Integrada
IBMEC SÃO PAULO

Tel. (11) 4504-2300, Ramais 2659 / 2662

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