Não há brasileiros qualificados suficientes para o trabalho‏

Falta de mão-de-obra ameaça crescimento do Brasil.

da BBC Brasil

Uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal americano “The New York Times” (“NYT”) afirma que a falta de mão-de-obra qualificada “ameaça” as metas de crescimento econômico do Brasil.
Sob o título “Procuram-se trabalhadores qualificados para uma economia em crescimento no Brasil”, o texto diz ainda que isto poderia afetar “a ascensão política e econômica” do país no cenário internacional.
“Após anos de expansão e contração, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está projetando um período de crescimento sustentado, com o PIB (Produto Interno Bruto) crescendo 5% ao ano de agora até 2010, e cerca de 3% a 4% ao ano na década seguinte”, lembra o jornal.
“Mas muitas empresas e economistas, incluindo alguns do governo, dizem que a escassez de mão-de-obra altamente qualificada, particularmente engenheiros e técnicos profissionais, ameaçará estas metas, assim como a ascensão política e econômica do Brasil.”
A reportagem afirma que a falta de mão-de-obra se espalha “por diversos setores da indústria”.
“A falta de engenheiros civis e de construção ameaça projetos de infra-estrutura; áreas como bancos, fabricação de aviões, petroquímica e metalurgia estão todas competindo pelos melhores graduados; na indústria de petróleo e gás, que experimenta um boom, as empresas estão recorrendo a mão-de-obra estrangeira porque não há brasileiros qualificados suficientes para o trabalho.”
O artigo cita um estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), segundo o qual mais da metade de 1.715 empresas pesquisadas em setembro não conseguia contratar os trabalhadores qualificados de que necessitava.
As soluções de curto prazo têm sido dadas pelas próprias empresas –gigantes como Vale, Petrobras, Ultrapar e Embraer mantêm programas internos de treinamento, diz o “NYT”. Mas no longo prazo “o prognóstico é mais problemático”.
“O sistema educacional do Brasil está em desarranjo. Nos testes de desempenho acadêmico realizados a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) com jovens de 15 anos de 57 países, os estudantes brasileiros ficaram na quarta pior colocação em ciências e na terceira pior em matemática”, afirma a reportagem.
Enquanto as grandes corporações têm recursos para contratar ou treinar os melhores profissionais, empresas médias “não têm a mesma sorte”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s