Universidade Federal da Fronteira Sul, com sede em Chapecó e campi no Paraná e Rio Grande do Sul, terá 10 mil alunos

UFFS define cursos e projeto pedagógico até o final do mês
Universidade Federal da Fronteira Sul, com sede em Chapecó e campi no Paraná e Rio Grande do Sul, terá 10 mil alunos

Está marcada para o dia 27 de março a definição dos cursos e para o mês de abril a conclusão do projeto pedagógico da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), que terá sede em Chapecó e outros quatro campi nas cidades de Erechim e Cerro Largo, no Rio Grande do Sul, e Laranjeiras do Sul e Realeza, no Paraná. Uma reunião realizada quinta-feira (05/03) no centro Sócio-econômico da UFSC delineou o cronograma inicial de instalação da universidade, que deverá ter 30 cursos e cerca de 10 mil alunos, funcionando a partir de março de 2010.

O presidente da comissão de implantação da UFFS, professor Dilvo Ilvo Ristoff, da Universidade Federal de Santa Catarina, informou que um seminário no dia 26 e uma reunião com o Movimento Pró-universidade, no dia seguinte, em Chapecó, determinarão os cursos que cada campi irá oferecer. Por enquanto, sabe-se que eles fazem parte das áreas agrária, de tecnologia de alimentos, saúde, meio ambiente e licenciaturas. É tido como certo que, embora ainda sem definição de local, estão garantidos os cursos de Engenharia Química, Engenharia de Alimentos, Nutrição e Agronomia.

Comissão deve definir questões ligadas a políticas de acesso

De acordo com Dilvo Ristoff, as reuniões de Chapecó também definirão questões relevantes ligadas às políticas de acesso, estrutura organizacional, acesso e permanência e gestão institucional da nova universidade. Os concursos para admissão de docentes e técnicos também serão objeto de discussão nos encontros do final do mês no oeste do Estado.

Boa receptividade – Presente na reunião de quinta-feira, o reitor da UFSC, Alvaro Toubes Prata, fez um relato muito positivo da visita da comissão a Chapecó, no final de fevereiro. Ele informou que a prefeitura local ofereceu um terreno de 100 hectares – tamanho equivalente ao do campus da sede, em Florianópolis – para a instalação da UFFS e que o prefeito João Rodrigues se dispôs a providenciar toda a infra-estrutura necessária ao funcionamento da futura instituição superior na cidade. Também houve uma boa receptividade na UnoChapecó, universidade ligada ao Sistema Acafe, que deverá auxiliar no processo de implantação da UFFS, com equipamentos, bolsistas e outros itens necessários enquanto as obras físicas não são construídas.

Outro encontro que o reitor considerou importante reuniu a comissão de implantação e lideranças políticas e econômicas de Chapecó. Também representantes de movimentos sociais – Via Campesina, atingidos por barragens, trabalhadores sem-terra, entre outros – e o deputado estadual Pedro Uczai (PT) acompanharam as explanações sobre a futura universidade. “As potencialidades da região, com sua grande vocação agrária, serão levadas em conta na elaboração do projeto pedagógico da universidade”, afirmou o reitor.

Compromisso social – De sua parte, o deputado Pedro Uczai defendeu a criação de uma universidade diferente, comprometida com as características e demandas regionais e que conte, em sua implantação, com a participação de representantes da sociedade local, que já estão engajados no projeto desde o início. “A universidade só vai sair por causa da forte pressão dos movimentos sociais da região”, afirmou o parlamentar. “Eles querem ser sujeitos ativos nesse processo, ajudando a construir um consenso com a comissão de implantação”, ressaltou.

Para embasar sua reivindicação, o deputado disse que as regiões atendidas – oeste de Santa Catarina, sudoeste do Paraná e noroeste do Rio Grande do Sul – apresentam grandes contradições entre a riqueza advinda da produção agropecuária, de perfil exportador, e a pobreza das periferias das cidades. “As últimas décadas registraram uma deterioração das condições sócio-econômicas que a nova universidade precisa combater, ajudando a diminuir a migração de jovens e de famílias inteiras para o litoral”, afirmou Uczai. “Através do debate, a academia e a sociedade podem fazer com que a instituição contribua para garantir a soberania alimentar e energética e o equilíbrio ambiental dessas regiões”, concluiu.

A nova universidade – Atendendo a um universo de 3,8 milhões de habitantes da meso-região da grande fronteira do Mercosul, a Universidade Federal da Fronteira Sul vai suprir a carência de instituições públicas superiores numa grande área que abrange 396 municípios. A comissão responsável pela implantação é presidida pelo professor Dilvo Ristoff, tendo como vice-presidente a professora Bernadete Limongi, do Centro Sócio-econômico da UFSC, que é a instituição tutora da nova universidade. Para o custeio e o pagamento de salários dos 500 professores e 400 técnicos administrativos, estima-se um investimento anual de R$ 194,5 milhões.

Além de Dilvo Ristoff e Bernadete Limongi, compõem a comissão o professor Gelson Luiz Albuquerque (UFSC); Antônio Diomário de Queiroz, presidente da Fapesc; Ricardo Rossatto, da Faculdade Luterana de Santa Maria (RS); Conceição Paludo, da Universidade Federal de Pelotas (RS); Paulo Alves Lima, da Unicit (SP); Antônio Inácio Andreolli, da Universidade de Ijuí (RS); Solange Maria Alves, da UnoChapecó; Marco Aurélio Souza Brito, representando o MEC; e João Carlos de Souza, da Capes.

Mais informações com o professor Dilvo Ristoff nos fones (48) 3721-6646 e 9101-0484.

Por Paulo Clóvis Schmitz/Jornalista na Agecom
Fotos: José Antônio de Souza

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