Sistemas de Informação x Engenharia da Computação x Ciências da Computação

Sistemas de Informação

Este profisisonal executa a organização, a análise, o projeto e a implementação de sistemas de informação nos mais variados tipos de empresas e instituições. Ele coleta e processa dados considerados importantes para as organizações e cria programas para transmitir e disseminar essas informações para os usuários por meio de redes de computadores. Também elabora e administra bancos de dados, além de responsabilizar-se pela instalação e manutenção de softwares e redes nas empresas. Pode, ainda, especializar-se em webdesign, criando o desenho e a estrutura de navegação de sites para a internet.

O curso

Dia-a-dia

Ao longo dos seus quatro anos de curso, você executará muitas atividades em laboratórios, como os de computação e eletrônica. Neles, você vai realizar experimentos, desenvolver projetos e fazer simulações. Esses trabalhos serão uma boa oportunidade para você desenvolver sua capacidade de relacionamento, já os alunos atuam de forma cooperativa na análise e no desenvolvimento de sistemas. O estágio é obrigatório, assim como o trabalho de conclusão do curso.

Disciplinas

Você vai precisar gostar muito de números para levar bem este curso. O currículo dá muita ênfase à matemática durante toda a graduação. Ou seja, prepare-se para ficar mergulhado em cálculos por muito tempo, mesmo nas matérias profissionalizantes, como linguagem de programação, estrutura de dados, análise e projetos de sistemas, sistemas operacionais, entre outras. Mas sua rotina não vai se limitar a isso. Além das disciplinas específicas da área de computação e matemática, você vai estudar técnicas de administração e temas ligados à ciência da informação.

Ingressando no mercado

Diversas empresas oferecem oportunidades de estágio para os estudantes deste curso. Então, fique atento aos murais da faculdade para conseguir uma vaga. Outras oportunidades de começar a colocar em práticas seus conhecimentos são os projetos de iniciação científíca e as monitorias.

Mercado de Trabalho

O profissional dessa área encontra oportunidades de trabalho com facilidade. Há vagas em bancos, indústrias, consultorias e todo tipo de empresa, mesmo nas menores. Afinal, hoje praticamente todas as organizações estão informatizadas, em menor ou maior grau. As melhores oportunidades estão nos grandes centros urbanos, mas há vagas em todas as regiões.

Arthur

Via: IKWA

Engenharia da computação

A Engenharia de Computação (Engenharia de Sistemas de Computação ou, em Portugal, Engenharia Eletrotécnica e de Computadores) é um curso superior com disciplinas especializadas que combinam a Eletrônica e a Ciência da Computação. Não deve ser confundida com Engenharia Informática

O Profissional

Possui formação plena em Engenharia e uma sólida formação técnico-científica e profissional, que o capacita a especificar, desenvolver, implementar, adaptar, industrializar, instalar e manter sistemas computacionais, bem como perfazer a integração de recursos físicos e lógicos necessários para o atendimento das necessidades informacionais, computacionais e da automação de organizações em geral.

A Formação

O curso de graduação em Engenharia de Computação tem sido adicionado às universidades desde o início dos anos 1990. Algumas universidades como o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts), nos Estados Unidos, optaram por unir os departamentos de engenharia elétrica e de ciência da computação.

Um engenheiro da computação é capaz de projetar e construir roteadores, assim como outros equipamentos de redes.

Uma vez que os Engenheiros de Computação focam-se, essencialmente, em eletrônica e computadores, o conteúdo dos seus cursos terão, tendencialmente, menos disciplinas de ciências naturais como a estática ou a dinâmica do que os cursos tradicionais de engenharia, salvo cursos que possuem Ciclo Básico. Em vez disso, são ministrados cursos sobre os fundamentos da ciência da computação.

No caso do Brasil, a maioria dos cursos de Engenharia de Computação surgiu como uma especialização do curso de Engenharia Elétrica, dando essa diferença do curso de Ciência da Computação. Enquanto em Ciência da Computação existe um foco mais específico em matemática computacional, desenvolvimento de software, complexidade de algorítmos, e bancos de dados, a Engenharia de Computação foca mais em hardware, e tecnologia das ferramentas base da computação, processos, automação, software embarcado, sistemas operacionais e compiladores.

Como a graduação em Ciência da Computação começou a surgir no país no final da década de 60 – o primeiro curso de Bacharelado em Ciência da Computação foi criado na Unicamp em 1968 – ocorreu que, em várias universidades que já ofereciam aquele curso, a instauração do curso de Engenharia de Computação seguiu o padrão do MIT. Um exemplo disso é a própria Unicamp, que instaurou duas modalidades de curso: um com ênfase em desenvolvimento de software, ministrado pelo Instituto de Computação, e outro com ênfase em hardware e processos, ministrado pela Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação. Mais tarde, ela voltou a oferecer o curso de Bacharelado em Ciência da Computação – apenas no período noturno.

Outros exemplos recentes que seguiram o mesmo modelo é o da Universidade Federal de Pernambuco – que criou a graduação em Engenharia de Computação numa parceria entre o Centro de Informática e o Departamento de Eletrônica e Sistemas – mantendo também o curso original de Bacharelado em Ciência da Computação e a Universidade Federal de ItajubáUNIFEI – que seguindo a mesma tendência do MIT, uniu os institutos de elétrica e ciências da computação para dar origem ao bacharelado em engenharia da computação.

Um caso diferente foi o da Universidade Federal de São Carlos, que possuía duas modalidades do curso de Ciência da Computação: um com ênfase em software e outro com ênfase em hardware. Neste caso, foi mantido o curso original de Bacharelado com ênfase em software, e o curso com ênfase em hardware foi transformado no curso de Engenharia de Computação. Atualmente (2006), uma nova grade curricular foi proposta e hoje o curso consta como uma Engenharia de Computação com ênfase em Controle e Automação

No caso da USP de São Paulo, o curso de Engenharia de Computação foi criado dentro da Escola Politécnica, que já oferecia um curso de Engenharia Eletrônica com ênfase em sistemas, e o curso original de Bacharelado em Ciência da Computação continuou sendo oferecido pelo Instituto de Matemática e Estatística, não havendo qualquer relação entre os dois cursos.

Áreas de Especialização

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Ciências da Computação

De forma geral, cientistas da computação estudam os fundamentos teóricos da computação, de onde outros campos derivam, como as áreas de pesquisa supracitadas. Como o nome implica, a ciência da computação é uma ciência pura, não aplicada. Entretanto, o profissional dessa área pode seguir aplicações mais práticas de seu conhecimento, atuando em áreas como desenvolvimento de software ou consultoria em tecnologia da informação.

Na indústria, um cientista da computação geralmente trabalha na parte de desenvolvimento de software dos sistemas computacionais juntamente com os Analistas de Sistemas (Graduados em Sistemas de Informação), em contraste da parte de hardware que engenheiros da computação costumam focar. Apesar disso, pode haver sobreposição das áreas de atuação.

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Qual a diferença entre os cursos de Sistemas de Informação, Engenharia da
Computação e Ciência da Computação?

Prof. Marco Antonio Simões1
Essa é uma pergunta que ocorre com freqüência àqueles que querem seguir uma carreira
na área de informática, e devem escolher entre um desses cursos. Como decidir? O melhor é
entender qual o objetivo de cada um e escolher o que mais estiver de acordo como seu perfil
pessoal e seu projeto profissional.
Inicialmente, os cursos superiores de computação podem ser divididos em duas
categorias: os que têm o computador como atividade meio e os que têm o computador como
atividade fim.
Na primeira categoria estão os cursos que prepararão os profissionais para utilizar
eficazmente as tecnologias computacionais nas organizações. Por isso, o conteúdo desses cursos
deve abordar tanto disciplinas técnicas, como redes de computadores, programação, engenharia
de software, bancos de dados, e outras, como também um conjunto multidisciplinar de conteúdo
administrativo, como empreendedorismo, ciências gerenciais, finanças, comportamento, tomada
de decisões, entre outras. Assim, os que gostam de tecnologia, mas principalmente de encontrar
formas de usar a tecnologia de modo inovador, devem optar por essa carreira. Estima-se que o
mercado necessite que cerca de 50% a 75% dos profissionais de computação se formem nessa
área.
O curso de Sistemas de Informação é um curso que está nessa categoria. Os sistemas de
informação são difundidos por todas as funções organizacionais. Eles são usados por
contabilidade, finanças, vendas, produção e assim por diante. Esse uso generalizado aumenta a
necessidade de profissionais com conhecimento do desenvolvimento e gerenciamento de
sistemas. Profissionais com esses conhecimentos apoiam a inovação, planejamento e
gerenciamento da infra-estrutura de informação e coordenação dos recursos de informação. O
desenvolvimento de sistemas de informação por membros da equipe de SI envolve não apenas
1 O Prof. Marco Antonio Simões é Coordenador do Curso de Sistemas de Informação da Faculdade de Computação e
Informática da FAAP.
sistemas integrados abrangendo toda a organização, mas também apoio para o desenvolvimento
de aplicações departamentais e individuis.
Na segunda categoria, os que têm o computador como atividade fim, estão os cursos que
preparam o profissional que irá construir ou aprimorar computadores e máquinas que usam
tecnologia computacional e programas de computadores. São cursos adequados, portanto, àqueles
que têm um perfil de pesquisador ou desenvolvedor. Como os cursos terão um conteúdo
fortemente técnico e científico, com ênfase em Física, Matemática, Eletricidade, Arquitetura de
Computadores, Engenharia de Software etc, há necessidade que o aluno tenha aptidão para
ciências exatas. Estima-se que o mercado necessite que cerca de 25% a 50% dos profissionais de
computação se formem nessa área.
Um dos principais cursos nessa categoria é o de Engenharia da Computação, que tem
forte ênfase em Matemática e Física, e combina conhecimentos da Engenharia Elétrica. Com esse
embasamento, o profissional pode trabalhar com comunicação de dados e redes, automação
industrial e controle de processos, automação comercial, circuitos e sistemas integrados e
microeletrônica, microprocessadores e suas aplicações, processamento de sinais digitais
(imagens, voz), sistemas embarcados e robótica. O profissional que se forma Engenheiro da
Computação pode especificar, projetar, configurar, instalar, testar e dar manutenção em sistemas
computacionais.
Outro curso importante é o de Ciência da Computação, que aborda em profundidade os
conceitos e teorias da computação, bancos de dados, engenharia de software, criação de
algoritmos, compiladores, linguagens de programação e inteligência artificial. Matemática,
Cálculo e outras disciplinas exatas são reforçadas nesse curso, assim como a formação em
matérias de hardware, como arquitetura e organização de computadores e circuitos lógicos, é
básica. Quem se forma Cientista da Computação está preparado para resolver problemas reais
com soluções de TI, e poderá trabalhar em projetos, desenvolvimento e suporte de sistemas
computacionais variados.
Por último, vai um comentário sobre um curso chamado Ciência da Informação. Ele não
está em nenhuma das duas categorias acima, e é citado aqui porque, em vista do nome, pode ser
confundido com algum dos cursos tratados. O curso de Ciência da Informação não está
diretamente ligado à tecnologia, embora, como tantas outras áreas, faça uso extensivo dela. O
termo Ciência da Informação designa um campo interdisciplinar do conhecimento cujo objetivo é
investigar as características e o comportamento da informação. Muitas instituições alteraram o
nome do curso Biblioteconomia para Ciência da Informação. As diretrizes curriculares do
Ministério da Educação e Cultura incluem a Biblioteconomia, a Arquivologia e a Museologia
como disciplinas da área da Ciência da Informação.
Então, considere essas diferenças, considere o seu perfil, e faça a escolha que lhe parecer
mais adequada. Porém, em qualquer caso, não esqueça: faça seu curso em uma ótima escola.

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CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

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