Rotina intensa é apontada como fundamental para sucesso no vestibular

Prepare-se para a maratona de exercícios

Via: Universia

Por Mariana Bevilacqua

Diego diz ter resolvido entre 200 a 300 exercícios por dia.

A pouco mais de um mês do início da seqüência de vestibulares de meio de ano, o estudante Diego Bernardo sabe bem o que está prestes a começar. Ele, que vai concorrer a uma vaga no curso de medicina, enfrentará uma etapa intensa a partir de agora. Basta ver a rotina que o rapaz encara para se ter uma idéia. Ao fim das aulas, ele segue para a biblioteca do cursinho, revisa rapidamente a matéria e se dedica a resolver entre 200 e 300 exercícios para fixar as teorias. Faz isso até aproximadamente 22h40, quando volta para casa. O hábito de resolver as questões das apostilas e de edições anteriores de vestibular se repete todos os dias, inclusive aos sábados e domingos.

Para a coordenadora geral do cursinho do XI, Augusta Aparecida Barbosa Pereira, resolver exercícios referentes à matéria estudada ajuda a aprender. “Os exercícios devem ser priorizados especialmente perto da data dos vestibulares, em que muitos alunos se atentam apenas à leitura da revisão da matéria do ano”, alerta ela. Para Augusta, o aluno só aplica a teoria das aulas se fizer as questões correspondentes, quando é possível perceber se o conteúdo foi entendido e se ainda há dificuldades com o tema. A coordenadora deixa bem claro que a maratona de exercícios é praticamente obrigatória, sob risco do estudante passar por problemas na resolução da prova. “Ao deixar as questões de lado, no momento do vestibular o aluno pode sentir dificuldades e achar que não sabe o suficiente, pois o processo seletivo tem questões mais elaboradas em comparação à teoria apresentada em sala de aula”, explica.

A afirmação é compartilhada pela coordenadora geral do cursinho da Poli, Alessandra Venturi, para quem o conhecimento só é testado com os exercícios. “Ao trabalhar o conceito passado em sala é mais fácil absorver a matéria. Alguns exercícios, como é o caso dos de processos seletivos, pedem mais de um ponto sobre o mesmo assunto. Essa tática permite aos vestibulares avaliar se o aluno domina o tema”, declara ela.

Justamente para testar a absorção do conteúdo e eliminar qualquer dúvida sobre a matéria aprendida, a estudante Letícia Gomes, 19 anos, que vai prestar vestibular para Medicina Veterinária, revisa a matéria vista no mesmo dia. “Faço resumos sobre as aulas e, só após consultar outros livros com assunto relacionado, faço os exercícios da apostila. No caso de matérias que tenho mais dificuldade, pego livros na biblioteca para treinar mais. Já fiz cerca de 200 exercícios para entender uma matéria”, afirma a garota. Ela diz que os exercícios a ajudam compreender como serão as provas de vestibular.

Letícia revisa o conteúdo antes de resolver as questões. No cartel dela, 200 exercícios resolvidos.

Bernardo adota outra estratégia e nunca se restringe apenas às questões das apostilas, mesmo que tenha facilidade no assunto. “Respondo aos exercícios de livros que se aprofundam mais no tema. Isso reforça o aprendizado”, acredita o rapaz, que estuda apenas uma matéria por dia. “Como gosto de me aprofundar nos conteúdos, desmembro em diversas partes o assunto passado em aula. Pesquiso cada parte e faço resumos. Depois respondo a exercícios específicos de cada tópico”, explica ele.

Embora diferentes quanto à quantidade dos exercícios, os métodos de Bernardo e Letícia prevêem que, mesmo às vésperas das provas, o conteúdo seja revisto antes que as questões sejam enfrentadas. O método é aprovado pelo coordenador do Anglo Vestibulares, Alberto Francisco do Nascimento. “Antes de partir para o exercício é preciso entender a matéria. Quando já há domínio sobre o tema, quanto mais exercícios realizar, mais vai fixar o conhecimento. Isso facilita que o aluno não esqueça nenhum conteúdo importante”, diz Nascimento. Para ele, além de estudar os conteúdos passados em aula, é preciso tempo livre para revisar matérias mais antigas e treiná-las com… mais exercícios. “As questões respondidas facilitam a preparação para os próximo processos seletivos porque ao escrever as soluções o candidato lembra melhor de como proceder para solucionar cada pergunta”, acrescenta ele.

O coordenador recomenda que a rotina de estudos seja individual, para evitar distração. Exatamente por isso, mesmo com um grupo de estudos por perto, Bernardo estuda sozinho. “O grupo fica separado e só se une quando há dúvidas. Sempre tem alguém com mais facilidade no assunto para ajudar quem não consegue resolver os exercícios”, conta ele. Já Letícia opta por ficar sozinha e, ao surgir incertezas, recorrer aos plantonistas ou professores. “Tento resolver os exercícios com eles para que me expliquem o que está errado”, afirma ela.

Depois de realizar as tarefas para fixar as matérias estudadas, o coordenador do Anglo Vestibulares aconselha os alunos a procurar provas específicas. “Eles devem checar as provas anteriores de todos os vestibulares que querem prestar e resolver o exame todo. Dessa forma, além de treinar conceitos da matéria, ainda dão direcionamento específico para o processo seletivo”, sugere Nascimento. Alessandra concorda que é necessário priorizar o vestibular que será prestado. “O aluno deve resolver as provas de edições anteriores do vestibular em que se inscreveu para direcionar o assunto a ser estudado”, lembra a coordenadora geral do cursinho da Poli.

Exercícios corrigidos

Mas as toneladas de exercícios não resolvem o problema por completo. De acordo com Augusta, mesmo depois de responder a várias questões, algumas dúvidas podem permanecer. Até porque, mesmo com a rotina de resolução massiva de exercícios para fixar a matéria estudada, o aluno pode perceber que suas respostas estão erradas. “Nesses casos, é importante procurar um plantonista para explicar toda a matéria novamente. Se o aluno deixa as dúvidas passarem não vai entender o conteúdo seguinte”, adverte Alessandra.

Para Nascimento, ter respostas erradas em todos os exercícios significa que o aluno não entendeu a matéria. “O primeiro passo é fazer, individualmente, uma revisão de todos os conceitos da aula. Se mesmo depois da revisão o jovem não entender a matéria, é preciso procurar o professor e pedir que a explique novamente”, aconselha ele.

O problema, de acordo com a coordenadora do cursinho do XI, pode ser mais simples. “Esses erros podem ser provocados pela afobação. Os alunos devem procurar os professores ou plantonistas que olham as questões com calma. Muitas vezes, só de ajudarem a fazer uma leitura mais organizada da proposta o aluno entende as perguntas”, diz Augusta.

Resolver exercícios é a forma de colocar a teoria em prática. Se depois de rever os assuntos as dúvidas persistirem, procure amigos, professores ou plantonistas para esclarecer os conteúdos.
Depois de realizar todos os exercícios que a apostila propõe, procure questões com maior grau de dificuldade em livros.
É aconselhável resolver edições anteriores dos vestibulares para testar os conhecimentos e conhecer o formato da prova.
Leia notícias para se manter informado sobre atualidades.
Cada aluno tem um perfil. Por isso, procure perceber o que é melhor: estudar apenas uma matéria por dia ou várias.
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