Jornalismo e Publicidade segundo a Folha de São Paulo

Conheça o mercado de trabalho do jornalismo e veja como conseguir emprego

da Folha Online

Quem escolhe a profissão de jornalista deve se preparar, ainda na faculdade, para chegar ao mercado de trabalho com um mínimo de experiência. Durante a graduação, os estudantes devem tirar proveito dos laboratórios em diferentes áreas ou ingressar em programas de trainee mantidos pelas empresas de comunicação.

Reprodução
Livro oferece "caminho das pedras" para quem quer ser jornalista
Livro oferece “caminho das pedras” para quem quer ser um jornalista

O livro “Jornalista”, da “Série Profissões”, da Publifolha, é uma fonte de informação para quem pensa em optar por esse curso.

Veja um capítulo do livro que traz dicas para o estudante colocar em prática a teoria e facilitar o acesso ao primeiro emprego e os dez mandamentos que um futuro jornalista deve saber.

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Portas de entrada para o mercado de trabalho

Para complementar o ensino teórico em sala de aula, as escolas de comunicação social de melhor nível desenvolvem, como meio de acesso à prática do jornalismo, a produção de diferentes produtos jornalísticos, entre os quais periódicos feitos pelos próprios alunos e que, em alguns casos, são distribuídos para a comunidade do campus ou para os moradores do bairro em que atua.

Os veículos mais comuns são jornais e revistas, mas há instituições que também produzem sites e programas de rádio e TV. Esses veículos, estruturados como disciplinas obrigatórias do curso de graduação, têm a função de preparar os alunos para o mercado de trabalho, e os estudantes participam de todas as etapas do desenvolvimento: reunião de pauta, reportagem e edição de textos. “Esses laboratórios são a melhor maneira de preparar o aluno para o mercado de trabalho. Por isso é imprescindível que ele participe ativamente”, afirma Cristiane Finger, coordenadora do curso de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Outra modalidade de prática que vem se tornando comum nas escolas de jornalismo são as empresas juniores. Além de preparar o jovem para o dia-a-dia profissional, representam eficiente meio de acesso ao mercado de trabalho. Muitos dos estudantes que passam por essa etapa acabam sendo contratados por empresas para as quais já prestaram algum tipo de serviço enquanto estagiavam nas juniores.

O ingresso em programas de trainee promovidos por veículos de comunicação também se destaca como um caminho para pôr em prática o que se aprende durante o curso, além de facilitar o acesso ao primeiro emprego. Os estágios independentes, divulgados em anúncios nos murais das escolas, também podem ser uma alternativa, desde que não se transformem em subempregos.

Laboratórios e empresas juniores
Criadas na década de 1980 nas escolas de administração e economia, as empresas juniores funcionaram como um laboratório de prática profissional durante os estudos. O modelo de ensino fez tanto sucesso que foi copiado por outros cursos, e hoje há juniores especializadas nas mais variadas áreas: administração, economia, direito, comunicação etc.

A J Júnior, formada por alunos do curso de jornalismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, foi criada em 2004 pelos próprios alunos. Com pouco tempo de vida, a empresa ainda possui poucos trabalhos em seu currículo, mas alguns significativos, como a produção de conteúdo e o design do site da Pró-reitoria da USP e a cobertura de eventos para a Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo. “A J Júnior atua mais na área de assessoria de imprensa. Essa é uma área que estudamos no curso de jornalismo, mas não havia laboratório para que colocássemos em prática o aprendizado. Por isso, o trabalho na júnior é uma boa oportunidade para chegar a esse estágio”, afirma a editora Cássia Alves, aluna do 1º ano de jornalismo, que estagia na J Júnior desde março de 2005. O trabalho desenvolvido pela J Júnior também envolve a organização de eventos para os alunos do curso de jornalismo, como palestras e workshops.

O quadro de “funcionários” das empresas juniores é composto exclusivamente por estudantes, que estagiam sob a orientação de professores. O dinheiro arrecadado com os trabalhos realizados é investido em equipamentos e manutenção. Os critérios de seleção dos participantes variam de uma instituição para a outra, mas, em todos os casos, prevêem entrevistas e provas práticas.

A modalidade de núcleo de prática mais comum nas escolas de jornalismo, contudo, são os veículos de comunicação estudantis. Trata-se de jornais, revistas, sites, programas de rádio e TV feitos pelos próprios alunos e distribuídos para a comunidade do campus ou para os moradores dos bairros vizinhos à escola. Os cargos dentro das redações são preenchidos pelos alunos, orientados por professores. As matérias são factuais e podem tratar dos mais variados assuntos.

Há 25 anos o Jornal do Campus é distribuído para a comunidade da USP. Com tiragem de 10 mil exemplares, em cores, no formato standard, o semanal trata do cotidiano da maior universidade pública do país. “O objetivo é colocar o aluno em contato com o dia-a-dia profissional que ele vai encontrar quando sair da faculdade”, explica a professora Cristiane Finger.

Algumas escolas possuem núcleos de prática que aproximam o aluno de todos os tipos de veículos de comunicação. Além de um jornal, uma revista, um programa de rádio e um site, os alunos do curso de jornalismo da PUC do Rio Grande do Sul, por exemplo, fazem um programa informativo semanal, o TV Foca, que é transmitido em Porto Alegre pelo canal 15 da Net. “Quando eles vêem o resultado do trabalho que fizeram, há um comprometimento maior de todos”, acredita Finger. Os chamados laboratórios de prática complementam o currículo do curso de jornalismo, por isso é obrigatória a participação do aluno em todas as modalidades.

Estágios e programas de trainee
Dirigidos aos estudantes que ainda estão se graduando, os estágios em empresas de comunicação tornaram-se um caminho natural para o ingresso no mercado de trabalho. O jovem pode aprimorar os conhecimentos adquiridos na escola na vivência diária em uma redação e no contato com profissionais experientes. Quem possui no currículo estágios em empresas renomadas invariavelmente tem mais chances de conseguir uma vaga quando sai da faculdade. Algumas vezes as expectativas correspondem à realidade, e muitos aprendem com os colegas mais experientes e são contratados depois de formados.

No entanto, o mais comum é encontrar subempregos disfarçados de estágio, nos quais jovens estudantes de jornalismo são submetidos a serviços incompatíveis com sua qualificação, em extenuantes jornadas de trabalho, a troco de uma “ajuda de custo”. Para piorar, ao se submeter a esse tipo de estágio na expectativa de assegurar um emprego quando formado, o estudante acaba tirando o trabalho de um profissional experiente. Essa prática se tornou tão comum que, em vez de representar minoria, em algumas redações o número de estagiários supera o de profissionais formados e com experiência.

Por isso, o estágio em jornalismo, apesar de não ser proibido legalmente, sempre foi visto com desconfiança pela classe. “Sou a favor do estágio quando ele acrescenta algo ao repertório do aluno e não atrapalha os estudos. Do contrário, acho que o aluno deve priorizar sua formação”, acredita o professor Coelho Sobrinho, da ECA.

Para evitar que o estudante seja explorado e que os profissionais sofram com essa prática, os sindicatos de jornalistas de alguns estados estabeleceram regras para o estágio. O Programa de Estágio Acadêmico, criado em 2001 pelo Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, prevê que os estágios só podem ser feitos mediante convênio entre a escola e a empresa. As instituições de ensino que participam do programa de estágio devem ter um ou mais professores responsáveis pelo acompanhamento do desenvolvimento dos alunos.

Além disso, os estágios devem ter um período de duração de seis meses, podendo ser renovado, mas obedecendo a uma rotatividade entre os alunos de uma mesma instituição de ensino. A jornada diária para o estagiário não deve ultrapassar cinco horas, e o estudante deve receber uma bolsa-escola equivalente a, no mínimo, 60% do piso salarial da categoria, acordado entre os sindicatos dos profissionais e das empresas.

Por ser ainda estudante, o estagiário não deve se responsabilizar por atividades que não correspondam à sua condição de aprendiz, tais como a responsabilidade pela veiculação de material jornalístico ou outra atividade definida como privativa do jornalista profissional, de acordo com o Decreto no 83.284, de 13 de março de 1979, que regulamenta a profissão.

Entre as atividades que podem ser desenvolvidas pelos estagiários, estão as seguintes:
clipping (pesquisa de material publicado pelos veículos de comunicação);
rádio-escuta (acompanhamento de noticiário divulgado pelos veículos eletrônicos);
mailing/follow up (envio e confirmação de recebimento de material enviado para os veículos pelas assessorias de imprensa);
pesquisa (coleta prévia de material a respeito de determinado assunto, para elaboração da pauta);
agenda (agendamento e confirmação de entrevistas);
paginação eletrônica (aplicação de textos e fotos em sites);
arquivamento (de fotos, vídeos, fitas cassete e textos).

Para obter mais informações sobre estágios, entre em contato com a coordenadoria do curso de jornalismo da escola que você deseja cursar. Os jornalistas recém-formados também podem encontrar boas oportunidades de trabalho nos programas de trainee promovidos por empresas de comunicação. Um dos mais famosos é o Curso Abril de Jornalismo, idealizado pela Editora Abril e aberto a jornalistas recém-formados, designers e fotógrafos do país inteiro. O curso foi criado em 1984, com o objetivo de descobrir novos talentos na área de comunicação, treiná-los e aproveitá-los nas redações da própria editora.

As aulas acontecem durante quatro semanas, nas quais os alunos participam de workshops e palestras e, sob a orientação de profissionais da casa, produzem a Plug, revista-laboratório cuja fonte são as publicações da Abril, como Veja, Playboy, Capricho e Nova. Assim como em outros programas de trainee, os critérios de seleção incluem boa redação, no caso dos jornalistas, e capacidade de trabalhar em grupo. Busque informações sobre datas de inscrição e documentos necessários para se candidatar a um desses programas nos sites das empresas de comunicação (jornais, emissoras de rádio e TV).

Dez mandamentos do futuro jornalista
1. O domínio da língua portuguesa é requisito básico na profissão. Habitue-se a ler diariamente jornais, revistas e livros e a manter-se atualizado com os demais meios de comunicação.
2. Prepare-se para passar alguns sábados e domingos dentro de uma redação ou na rua apurando uma matéria. A notícia não cumpre agenda e precisa ser divulgada todos os dias, sem descanso.
3. Saiba que o trabalho em equipe é importante na profissão. Ouça o que as pessoas têm a dizer, aprenda com os mais velhos e respeite os mais jovens. O jornalismo é uma carreira dinâmica, e nada melhor do que construir uma sólida rede de contatos.
4. Nem o melhor dos jornalistas sabe tudo de todos os assuntos. Seja humilde e, em dúvida, não tenha vergonha de perguntar.
5. Domine as ferramentas básicas de informática e aprenda um ou mais idiomas, em especial o inglês.
6. Descubra “quem é quem” na área; mais do que isso, saiba construir sua rede de relacionamento, sua network, importante em qualquer carreira, principalmente na área de comunicação.
7. Seja curioso, busque novos conhecimentos e amplie seus horizontes. Um bom jornalista tem na bagagem um vasto repertório de informações.
8. Seja ético e honesto em seu trabalho, pois só assim conseguirá o respeito e a credibilidade que o distinguirão na carreira.
9. Procure especializar-se numa área pela qual você tenha interesse genuíno.
10. Valorize a vida acadêmica e desenvolva senso crítico para ingressar e permanecer no mercado de trabalho.

“Jornalista”
Editora: Publifolha
Páginas: 144
Quanto: R$ 21,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

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Profissionais dão dicas para estudantes conseguirem vaga no mercado publicitário

da Folha Online

O livro “Publicitário” , da “Série Profissões” da Publifolha, reúne os dados mais atualizados sobre a carreira e fornece todas as indicações para que o estudante faça a escolha certa na hora do vestibular.

Divulgação
Livro aponta os melhores cursos e as especialidades da publicidade
Livro aponta os melhores cursos e as especialidades da publicidade

Veja abaixo um capítulo do livro que reúne dicas para os futuros publicitário:

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COMO CONSEGUIR O PRIMEIRO EMPREGO

Durante muito tempo, as atividades da área de publicidade e propaganda foram exercidas por profissionais que aprenderam o ofício na prática. Em determinado momento, a carência de mão-de-obra qualificada levou as agências a contratar funcionários inexperientes e treiná- los para o trabalho. Finalmente, surgiram as escolas de publicidade e propaganda, que, embora representassem um grande avanço, não evitaram que os alunos tivessem de buscar experiência fora das salas de aula para atender às necessidades de um mercado cada vez mais técnico e mais exigente.

“Hoje, a experiência profissional é imprescindível para o recém-formado que está em busca de um emprego”, afirma o professor Luiz Fernando Garcia, diretor nacional do curso de comunicação social da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo. A consultora de recursos humanos da Catho Online, Camila Alves, que trabalha com recolocação de pessoal, confirma essa idéia: “O mercado precisa de profissionais que já cheguem prontos. Poucas empresas estão dispostas a treinar mão-de-obra”.

Na expectativa de complementar o ensino dado em sala de aula com a prática profissional, boa parte das escolas de comunicação social mantém agências de publicidade experimentais e empresas juniores. Ambas, além de cumprir a função primordial de preparar o aluno para o dia-a-dia da carreira, invariavelmente são a porta de entrada para o mercado de trabalho. “Aqui na ESPM, boa parte dos jovens que estagiam na agência já sai com um emprego”, revela o professor Heraldo Bighetti, coordenador da agência experimental mantida pela faculdade.

Isso acontece porque esses núcleos servem também como vitrine para o talento dos estudantes. Muitos dos alunos que passam pelas agências experimentais são contratados por empresas para as quais já prestaram serviço enquanto estagiavam; outros são indicados por seus orientadores para ocupar vagas no mercado, e um terceiro grupo usa a experiência adquirida e comprovada no currículo para conseguir um emprego. “Hoje, as agências experimentais e as empresas juniores funcionam como um filtro no mercado publicitário. Os empregadores sabem que quem passou por elas teve a oportunidade de errar, acertar e, principalmente, aprender bastante. Por isso está mais apto para o trabalho”, afirma o professor Garcia.

Empresas juniores e agências experimentais
Criadas no fim da década de 1980 nas escolas de administração e economia, as empresas juniores funcionam como um laboratório de prática profissional durante os estudos. O modelo de ensino fez tanto sucesso que foi copiado por outros cursos, e hoje há empresas juniores especializadas nas mais diferentes áreas, entre as quais direito e comunicação.

A agência de comunicações EcaJr., da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, nasceu em 1991, por iniciativa dos próprios alunos. Em seu portfólio consta uma série respeitável de trabalhos realizados, como logomarcas, vídeos institucionais, vinhetas para rádio e TV, layouts de embalagens, anúncios para outdoors e planos completos de comunicação. Na relação de clientes estão empresas de diferentes portes, nacionais e multinacionais. “As responsabilidades e as oportunidades que são dadas aqui dificilmente surgiriam em outro estágio. Com certeza, esse conhecimento ajudará a incrementar o meu currículo”, acredita o diretor de atendimento e planejamento da EcaJr., Marco Sinatura, aluno do 2o ano do curso de publicidade e propaganda na ECA.

Marco fala com experiência de quem viu muitos de seus ex-colegas ingressarem em empresas de prestígio no mercado publicitário. “O pessoal que sai da júnior tem mais chances de se dar bem.Tenho amigos que estão na DM9, na Thompson, na McCann Erickson e em empresas multinacionais. Isso acontece porque aqui o aluno também tem a oportunidade de ampliar seu network (rede de contatos)”, conta, mostrando familiaridade com o jargão da profissão.A consultora de carreiras Marisa da Silva concorda, mas observa que o network deve começar desde o primeiro dia do curso, dentro da sala de aula: “No futuro, o jovem que está sentado a seu lado poderá indicá-lo para um trabalho”.

O quadro de integrantes das empresas juniores é composto apenas de estudantes, que estagiam sob a orientação de professores, prestando serviço profissional para diferentes empresas. O dinheiro arrecadado com os trabalhos é investido em equipamentos. Os critérios de seleção diferem de uma instituição para outra, mas, invariavelmente, incluem entrevistas e provas práticas.

Outra modalidade de núcleo de prática existente em algumas escolas de publicidade e propaganda é a agência experimental. Os serviços prestados se assemelham aos desenvolvidos por uma agência profissional, já que todas possuem departamentos de atendimento, planejamento e criação os planos de mídia só são desenvolvidos em casos especiais e com o auxilio de profissionais externos, contratados exclusivamente para a função.

Criada em março de 1995, a agência ESPM mantém em suas dependências também um setor de internet, para a produção de peças de criação e manutenção de sites, além de anúncios para a web. “Aqui eles conhecem os diferentes departamentos de uma agência e são responsáveis por todas as etapas do trabalho, do atendimento à criação. Assim todos têm a oportunidade de exercitar o que aprenderam em sala de aula”, explica o professor Heraldo Bighetti, coordenador da agência ESPM. Assim como ocorre nas juniores, a verba arrecadada nas agências é utilizada para a compra de novos equipamentos. Os critérios de seleção, que variam de uma escola para outra, costumam prever provas práticas e entrevistas.

Estágios
Dirigidos aos estudantes que ainda estão se graduando, os estágios em agências e empresas particulares se tornaram um caminho promissor para o ingresso no mercado de trabalho. Para o empregador, independentemente de sua área de atuação, a contratação temporária dos serviços de um estudante pode apresentar muitas vantagens, pois, além de muita disposição, o estagiário é sinônimo de mão-de-obra de custo baixo. Em São Paulo, por exemplo, a média salarial de um estagiário da área publicitária varia de dois a quatro salários mínimos, mais ajuda de custo para refeições e transporte.

Em Porto Alegre, os valores ficam entre um e dois salários mínimos, mais transporte e alimentação. A mesma média de remuneração se registra em algumas cidades do Nordeste, como Recife. “Em São Paulo os salários são maiores, mas ao fazer os cálculos é preciso levar em consideração o alto custo de vida na cidade”, comenta o professor Garcia.

Para muitos estudantes, estagiar numa grande agência ou numa empresa de renome é uma oportunidade única de aprender com profissionais experientes os segredos da profissão e, de quebra, garantir um emprego. Algumas vezes as expectativas correspondem à realidade, e muitos acabam sendo contratados depois de formados. No entanto, é comum ver jovens estagiários se submetendo a serviços menores, que nada acrescentam ao aprendizado de um estudante de publicidade e propaganda, na esperança de conseguir uma oportunidade melhor na empresa.

A consultora em recursos humanos da Catho On-line, Camila Alves, diz que é muito difícil distinguir os estágios sérios, que oferecem chances reais de aprendizado aos estudantes, dos que transformam o jovem num faz-tudo. De qualquer forma, ela afirma que, “por pior que seja, o estágio é uma etapa muito importante na vida do estudante, e sempre é possível tirar proveito da situação”. Para isso, Camila dá algumas dicas:

– Não fique esperando que o trabalho venha até você. Seja proativo, demonstre interesse em aprender e cave você mesmo as oportunidades. Se for convidado a tirar algumas cópias de documentos para se sentar ao lado do diretor de criação de uma agência e aprender como surgiu a idéia para aquela campanha, não se negue.
– Encare o estágio como uma boa oportunidade para incrementar seu network, faça muitos contatos e seja cordial com seus colegas pode ser que, lá na frente, você os reencontre na hora de buscar um novo emprego.
– Nunca demonstre má vontade diante de seus superiores nem se desligue da empresa de forma brusca. Os chefes são fiéis uns aos outros e, invariavelmente, pedem referências de seus novos contratados.
– Se você desconfiar que está sendo mal aproveitado, antes de desistir faça uma avaliação e veja quais são as suas perspectivas de crescimento dentro da empresa. Se elas forem mínimas, converse com seu superior, agradeça a oportunidade que lhe foi dada e diga que vai partir em busca de novos desafios.

Programas de trainee
Para quem procura uma vaga dentro das empresas, os programas de trainee também representam uma boa opção. “Nesses programas, jovens com boa formação são treinados para desempenhar funções dentro da companhia”, explica o professor Garcia. Um pouco diferentes dos estágios, os programas de trainee se destinam a estudantes que já estão concluindo a graduação e para os que se formaram há menos de dois anos. Por isso os salários costumam ser mais atraentes do que nos estágios, já que, supostamente, se trata de pessoas mais experientes, com bagagem para atuar no mercado de trabalho.

Assim como os estagiários, os trainees também não têm garantia de emprego no fim do treinamento. No entanto, como o termo em inglês sugere, programas de trainee são abertos para que mão-de-obra especializada seja treinada para ocupar postos dentro da empresa. Portanto, as chances de contratação costumam ser boas.

Diferentemente dos estagiários, os jovens recrutados para um desses programas de treinamento têm a oportunidade de passar por vários departamentos e aprender com profissionais tarimbados. “Há empresas que chegam a contemplar seus candidatos com cargos de gerência assim que concluem o estágio.Tudo depende do desempenho de cada um”, explica a consultora Marisa da Silva.

Para ser selecionado num programa de trainee é preciso preencher alguns requisitos e ainda contar com a sorte, pois o nível dos candidatos é parecido. Entre os critérios de seleção estão fluência em um ou mais idiomas e experiência comprovada no currículo, seja nos núcleos de prática da própria escola, seja em estágios em empresas.

Em alguns casos, uma especialização também pode ser o fator de desempate entre os inscritos. “Os currículos são muito parecidos. Todos fizeram faculdade, todos estudaram inglês. Então, a dica é entender o que o mercado procura e, a partir daí, usar a criatividade para buscar um diferencial e conseguir um lugar melhor na fila”, conclui o professor Garcia.

A consultora Marisa da Silva ainda relaciona algumas informações úteis para quem pretende se candidatar a trainee:

– Algumas empresas submetem os jovens a dinâmicas de grupo, em que são obrigados a desenvolver trabalhos propostos pelos avaliadores. Nesse caso, a capacidade de trabalhar em equipe é uma das competências mais importantes. Demonstrar liderança, sem ser arrogante, e conseguir influenciar o grupo com suas idéias também são qualidades que contam pontos.
– Algumas avaliações incluem a apresentação de uma proposta fictícia de projeto, com a utilização de programas gráficos. Por isso é necessário conhecer algumas ferramentas de informática. Nesse tipo de teste, os examinadores levam em consideração a capacidade de organização e de comunicação.
– Por fim, nunca é demais frisar que o conhecimento do inglês é fundamental, já que muitas empresas submetem seus candidatos a uma entrevista nesse idioma.

“Publicitário”
Autor: Publifolha
Editora: Publifolha
Páginas: 120
Quanto: R$ 21,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

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