O que fazer para não desistir prematuramente do curso que se escolheu?

O que fazer para não desistir prematuramente do curso que se escolheu?

O índice de desistência em alguns cursos universitários, principalmente nas instituições particulares, chega a 50% nos dois primeiros anos.
Isso ocorre por uma série de fatores: não gostar do sistema da universidade, não se entrosar com os colegas de classe, não estar suficientemente amadurecido para seguir uma vida universitária, desencantar-se com o curso e até motivos financeiros.
Vale a pena seguir o quadro de dicas abaixo antes de pensar em desistir de um curso:
1) Procure assistir aulas dos anos seguintes, quando as matérias, normalmente, se tornam mais práticas. Isso porque muitos alunos entram na faculdade imaginando que vão criar pontes, desenhar shoppings, criar uma nova coleção de roupas ou curar um paciente e os primeiros anos em muitas faculdades são mais teóricos, decepcionando suas expectativas.
2) Procure fazer estágios na sua área. Às vezes, o desencanto com o curso escolhido acontece porque o início da faculdade está muito longe da rotina da profissão. O ideal, portanto, é fazer um estágio de pelo menos seis meses em uma empresa, depois mais seis meses em uma outra, procurando vivenciar, na prática, aquela área de atividade que tanto interessou a ponto de motivar uma escolha profissional.
3) Converse com pessoas que trabalham na área. Amigos da faculdade, membros da família, enfim, pessoas que possam lhe dizer quais são as ocupações possíveis dentro desta área, qual é o campo de atuação profissional, abrindo uma nova perspectiva da sua profissão.
4) Converse com o coordenador do seu curso sobre os pontos que estão lhe desmotivando.
5) Observe o que realmente provoca desinteresse: é o curso? Ou são as dificuldades encontradas ao longo do percurso acadêmico, como ter que gerenciar os estudos?
A vontade de sair pode estar motivada pelo medo de não conseguir acompanhar o ritmo de trabalhos e provas, por comodismo ou pelo medo de crescer. Alguns jovens sofrem uma grande surpresa ao entrar em determinadas faculdades pois, ao longo de sua vida escolar, nunca haviam sido cobrados. Aí acaba acontecendo uma grande confusão e o jovem projeta no curso o grande motivo da sua insatisfação. Porém, não é que ele não está fazendo o que gosta; apenas as suas atitudes não estão sendo as mais adequadas.
Lembro muito bem de uma paciente muito querida, de 22 anos, que pensava em mudar do curso de Engenharia Civil no quarto ano da universidade. No fundo, fomos percebendo que ela possuía o perfil daquele curso, mas tinha dificuldades em organizar seus horários e se concentrar. Além disso, também se sentia muito desmotivada com sua vida pessoal e procurava uma grande mudança, que na verdade deveria ser interna –ela precisava se tornar mais responsável, madura e perseverante naquilo que queria. No entanto, mudar a faculdade lhe parecia a saída mais imediata, prática e concreta: era a saída mais simples.
Felizmente, depois de fazer uma sondagem de interesses e aptidões, foi percebendo que aquela era a carreira que tinha mesmo a ver consigo e mudou a sua postura. Em alguns meses, começou a entrar mais em contato com os amigos, a cultivar o lado social na faculdade e organizar-se melhor. Foi amadurecendo e com isso, até suas notas melhoraram. O gosto de ir para a faculdade voltou aos poucos e, hoje, ela já se formou, feliz com aquilo que faz.

Postado por Léo Fraiman
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