A vida dos pais de vestibulando

Por: Estadão

Antes da abertura dos portões até a saída dos alunos, eles estavam lá. Centenas de pais se somaram aos 11.412 candidatos que fizeram o vestibular da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), no prédio da Uninove, na Barra Funda, neste domingo, 8 de novembro. Eles acompanharam os filhos até a entrada e, por vezes, permaneceram até o fim da prova, uma espera que pode ter chegado a até 4 horas.

Cidália Monteiro, de 47 anos, mora em Santo Amaro. Ela e a filha Eduarda, de 18 anos, saíram de casa às 10 horas em direção à Uninove. Deveriam chegar antes das 14 horas, mas às 11 h já estavam lá. “Foi bom porque chegamos cedo e pudemos passear no Memorial da América Latina, tiramos umas fotos para nos distrair e, assim, ela fica menos nervosa”, disse, apontando para Eduarda. Em tom de confidência, falou que estava muito ansiosa pela filha. “Quero que comece logo para acabar logo, daqui para frente ela terá prova todos os finais de semana, pela Unicamp e pela Fuvest.”

Roberto da Silva, de 52, e Jussara, de 51, se despediram do filho Juliano, de 17 anos, na catraca da Uninove. “É o primeiro vestibular dele, queremos dar apoio moral. Temos que estar presentes.”

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Em frente aos portões, Siloni Challupp e Levi de Carvalho Freitas conversavam com o olhar perdido depois que os dois filhos já haviam entrado para fazer a prova. Naquele momento, eles planejavam o futuro da família. “Meu filho está tentando há 4 anos entrar em Medicina. Desta vez, aceitou prestar vestibular para as particulares. Minha filha mais nova também quer ser médica. Torcemos por eles. Se passarem em faculdade particular, vendemos o carro, pedimos crédito. Se passarem em outras cidades, vão embora”, disse Levi.

Siloni, já está com férias marcadas para acompanhar os filhos na maratona de provas que enfrentarão. “Haverá testes até fevereiro, serão mais de 20 provas. Tirei uns dias de licença para poder ficar com eles neste momento.”

Para eles, vida de pai de vestibulando “é uma luta.” “Acompanhamos todos os anos, em todos os vestibulares, são anos de luta”, diz Siloni. “Quero que eles tenham o melhor, tudo o que não tive. Uma boa universidade fará diferença na vida deles”, falou Levi.

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