Aluno escolhe faculdade pelo local e preço

Por: Estadão

O resultado das avaliações das universidades e faculdades do País feitas pelo Ministério da Educação (MEC) foi importante na hora da escolha da instituição para cerca de 4% dos estudantes do ensino superior privado no Estado de São Paulo, segundo pesquisa encomendada pelo Semesp, sindicato das entidades particulares. Os fatores mais levados em conta na escolha foram a localização (24%) e o valor da mensalidade (19%).

Para especialistas, o fato de estudantes darem pouca importância para avaliações pode ser indicativo de que eles ainda não conhecem bem esses dados, o que exigiria maior esforço na sua divulgação. E com a inclusão de novos indicadores nos últimos anos, a leitura dos números ficou mais completa, mas também mais complexa.

“A pesquisa mostra que o estudante busca o ensino superior para aumentar o acesso ao mercado e que ele quer conseguir isso perto de onde ele mora e pelo preço que ele pode pagar”, diz Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp. “O dado mostra que as instituições precisam dialogar melhor com as empresas, para aprimorar sua empregabilidade.”

O levantamento foi feito com uma amostra formada por 1.682 alunos, pais, professores e funcionários de instituições da capital e de nove regiões do interior no primeiro semestre deste ano. O instituto responsável foi o CDN Estudos & Pesquisa.

“As avaliações ainda não chegaram aos alunos. A gente que trabalha com isso, que acompanha, já está acostumado, discute muito e fala muito. Mas,

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no geral, os resultados ainda não foram popularizados”, analisa Mozart Neves, do movimento Todos pela Educação. “Uma vez por ano, os jornais e revistas publicam os dados, eles reverberam por dias e depois ninguém mais toca no assunto. E o jovem, em geral, não lê muito.”

Na avaliação do consultor Carlos Monteiro, da CM Consultoria, outro fator que pode explicar o impacto pequeno das avaliações entre os estudantes é o fato de muitos não estarem dispostos a sair de sua cidade para estudar, no caso de quem mora no interior. “Muitas vezes a escola com conceito ruim é a única que ele tem.” O consultor avalia também que a tendência é que haja mudanças. “No segundo semestre, o ministério adotou ações como a suspensão de vagas em cursos com avaliações ruins. Isso vai influenciar a percepção do aluno.”

No caso de São Paulo, a opção pela comodidade é explicada ela dificuldade de locomoção. Moradora de São Bernardo do Campo, Camila Pfeifer, de 20 anos, escolheu fazer Administração na Universidade Metodista porque era perto de sua casa. “Para ser sincera, eu nem me importei com avaliação.”

Yuri Negov, de 22 anos, escolheu o Centro Universitário Fieo, em Osasco, por ser perto de casa e pelas referências de amigos. “Não olhei avaliações porque não tinha muito conhecimento disso, mas conheço gente que estuda lá e considera a faculdade boa.” André Kenny Curcovezki, de 23 anos, estudante de Administração da Fundação Santo, encaixa-se nos 4% que valorizam os indicadores. “Sabia que era um dos mais bem avaliados.”

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