49% das vagas do ensino superior do Brasil ficam ociosas, mostra censo

Por: Uol

A cada cem vagas autorizadas no ensino superior brasileiro, 49 ficam ociosas. A informação é do Censo da Educação Superior. Pela definição adotada no censo, o número de vagas ociosas representa a diferença entre a quantidade de vagas com autorização do MEC para funcionar e o número de ingressantes nas instituições de ensino superior.

Ao todo, 1,479 milhão das carteiras que poderiam ser ocupadas em cursos presenciais de universidades, centros universitários e faculdades permaneceram vazias – elas representam 49,6% do total de vagas de ingresso.O número de vagas ociosas teve um crescimento de 11,6% de 2007 para 2008.

O mais expressivo aumento ocorreu na rede federal de ensino, que teve o número de vagas ociosas mais do que duplicado. A taxa, que em 2007 era de 2,19%, chegou a 4,36% em 2008.

A explicação para essa “sobra” no caso das instituições particulares, é o fato de elas adotarem uma estratégia de fazer “estoque” de vagas, segundo Reynaldo Fernandes, presidente do Inep e Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Ensino Superior do MEC. As instituições requerem ao MEC a abertura de um número superior de vagas ao que elas pretendem oferecer.

“O processo de abertura de cursos era muito lento”, explica Maria Paula. E, por isso, havia o interesse em deixar aprovadas vagas antecipando-se à demanda. Na opinião de Maria Paula, esse comportamento tende a mudar: “Tem havido um trabalho muito intenso nos últimos três anos para o novo marco regulatório, que passa por um processo mais preciso [e mais ágil]”.

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Já entre as instituições públicas o problema de ter “sobra” de vagas é bastante grave, uma vez que essas vagas que não utilizadas são financiadas com dinheiro público. As universidades federais, por exemplo, contabilizam 7.387 vagas não preenchidas versus 1,442 milhão de vagas com funcionamento autorizado nas instituições privadas e não preenchidas.

Reynaldo explica que, em instituições públicas, a ociosidade das vagas faz parte de um processo natural de acomodação dos universitários. “Às vezes, o aluno entra em um curso e resolve mudar [de graduação] e essas vagas que sobram vão para os processos de transferência”, disse.

De 2007 para 2008, o número de vagas aumentou 5,7% e o número de calouros nas faculdades subiu bem menos: 1,6%. De acordo com relatório do MEC (Ministério da Educação), ainda é preciso investigar os motivos para o não-preenchimento.

Ao todo, 5.534.689 de candidatos concorreram às vagas de graduação, com maior disputa no sistema federal (8,8 c/v) e nas estaduais (8,1 c/v).

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