O IPO do Facebook em números

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14 de fevereiro de 2012, às 19h16min

Entenda por que a operação – uma das mais aguardadas por investidores de todo o mundo – promete ser a maior já vista entre as empresas de tecnologia e internet

Recentemente, a rede social Facebook decidiu dar um passo estratégico em seus negócios e apresentou os documentos para sua oferta inicial de ações na bolsa (IPO, na sigla em inglês) junto à Comissão de Valores e Câmbio dos Estados Unidos – órgão regulador, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários no Brasil.

A operação, uma das mais aguardadas por investidores e acionistas de todo o mundo, promete ser a maior já vista entre as empresas de tecnologia e internet, com uma expectativa de arrecadação inicial da ordem de US$ 5 bilhões. O IPO do Google, por exemplo, realizado em agosto de 2004, rendeu 1,6 bilhões à companhia.

As ações ainda não foram disponibilidades para compra e venda, mas o Facebook teve que revelar muitas informações que antes eram mantidas a sete chaves, como o número de usuários e suas atividades na rede.

Separamos no infográfico abaixo algumas das informações mais importantes sobre o IPO do Facebook.

IPO Facebook
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UFSC colabora com avaliação do estilo de vida dos trabalhadores das indústrias brasileiras

Dezesseis por centos dos trabalhadores da indústria no Brasil têm uma percepção negativa de sua própria saúde; 20% têm também sentimento negativo sobre sua qualidade de sono e 45% não realizam qualquer atividade física no lazer.

Os dados foram obtidos em um estudo sobre estilo de vida e hábitos de lazer entre trabalhadores de indústrias brasileiras. A pesquisa mostra que as mulheres estão mais expostas ao estresse e à inatividade física no lazer. Os homens ao tabagismo, alcoolismo, excesso de peso hábitos alimentares inadequados. O trabalho foi desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Atividade Física e Saúde, ligado ao Centro de Desportos da UFSC.

A coleta de dados realizada entre 2006 e 2007 envolveu 23 estados e o Distrito Federal, abrangendo 2.775 empresas e 47.886 trabalhadores. A pesquisa permite identificar dados por estado, por região e porte da empresa. Um relatório final foi publicado em 2009 e deverá fornecer subsídios para que a indústria invista em ações de promoção da saúde, informando, motivando e criando oportunidades e ambientes favoráveis à adoção de estilos de vida saudáveis.

Foram investigados quesitos como exposição ao fumo e consumo de bebidas alcoólicas; percepção do nível de saúde; percepção de estresse; atividades físicas habituais e práticas de lazer; prevalência de sobrepeso e obesidade, além de hábitos alimentares.

Na análise dos dados a equipe responsável avalia que alguns indicadores são positivos, quando comparados com dados da população brasileira em geral. Entre eles, a baixa prevalência do tabagismo e a percepção positiva de saúde e bem-estar no trabalho e no lar.

O cenário mostra também grande potencial para que as indústrias incentivem a atividade física em atividades de lazer e a melhoria da qualidade da alimentação. “O grande desafio para profissionais e pesquisadores que atuam na promoção da atividade física, visando uma melhor condição de saúde da população, é exatamente promover o que chamamos de lazer ativo numa sociedade que se transformou num verdadeiro paraíso do lazer passivo. Há uma concorrência “desleal” do lazer eletrônico e dos mecanismos poupadores de energia, mas é o nosso trabalho mostrar que dançar, caminhar no parque, jogar bola ou pedalar uma bicicleta, pode ser tão agradável quanto sentar para ver TV ou no computador – e muito mais saudável”, destaca o professor da UFSC Markus Nahas, coordenador do estudo e do Núcleo de Pesquisa em Atividade Física e Saúde.

Por estes e diversos outros trabalhos relacionados à promoção da atividade física e saúde, o professor recebe nesta quarta-feira o prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos.

Mais informações: markus@cds.ufsc.br /  (48) 3721-7089

Saiba Mais sobre a pesquisa Estilo de Vida e Hábitos de Lazer dos Trabalhadores das Indústrias Brasileiras:

Perfil Geral da Amostra

– Participaram 24 Departamentos Regionais do Sesi

(23 estados e o Distrito Federal)

– Os homens constituem 69,2% da amostra

– 77,1% têm até 39 anos de idade

– 56,3% são casados e 45,1% têm até dois filhos

– 51% têm o ensino médio completo e 14,4% têm curso superior

– 73,5% têm renda familiar mensal de até R$ 1.500,00

Percepção do Nível de Saúde e Bem-Estar
16,2% dos trabalhadores referiram uma percepção de saúde negativa (regular e ruim)

A proporção de trabalhadores que referiram uma percepção negativa da própria saúde foi maior entre:
– Mulheres (18,4%);
– Trabalhadores com 40 anos de idade ou mais (22,5%);

– Trabalhadores casados (17,3%);

– Trabalhadores com menor escolaridade (21,8%);

– Trabalhadores de menor renda familiar mensal (17,8%);

– Trabalhadores de empresas de pequeno porte (17,4%) e,

– Trabalhadores das regiões Nordeste (19,3%) e

Norte (18,9%).

Qualidade do Sono
– 20,9% referiram uma percepção negativa (às vezes e nunca/raramente dormem bem)

Essa percepção foi maior entre:

– Mulheres (23,4%);

– Trabalhadores com até 39 anos de idade (21,7%);

– Trabalhadores não casados (23%);

– Trabalhadores com maior escolaridade (21,9%);

– Trabalhadores com menor renda familiar mensal (21,2%) e,

– Trabalhadores da região Norte (23%).

Percepção do Nível do Estresse

Foi investigada quanto à frequência com que os trabalhadores a

relataram: raramente; às vezes estressado (percepção positiva) e quase sempre; sempre estressado (percepção negativa).

– 13,8% dos trabalhadores relataram percepção negativa

Maior proporção entre:

– Mulheres (17,7%);

–  Trabalhadores com maior renda familiar mensal (14,9%) e,

– Trabalhadores das regiões Nordeste (14,7%) e Norte (14,4%).

Tabagismo

– A prevalência geral de fumantes foi de 13,1%
Sendo maior entre:

– homens (15,2%)
– trabalhadores com 40 anos de idade ou mais (17,6%)
– trabalhadores com menor escolaridade (19,5%)
– o estudo mostra que há mais trabalhadores fumantes na região Norte (15,9%).

Consumo de Álcool
– a proporção de sujeitos que referiu consumo elevado de álcool foi de 33%
Maio prevalência:

– homens (39,1%)
– trabalhadores da região Nordeste (36,3%).

Prática de Exercícios Físicos ou Esportes

– 45% dos trabalhadores relataram não realizar qualquer forma de atividade física no lazer (exercícios físicos, esportes, dança ou artes marciais)

A proporção de trabalhadores classificados como inativos no lazer foi maior entre:

– Mulheres (60,6%);

– Trabalhadores com 40 anos de idade ou mais (50,8%);

– Trabalhadores casados (47,4%);

– Trabalhadores com menor escolaridade (48%);

– Trabalhadores com menor renda familiar mensal (45,8%);

– Trabalhadores das empresas de pequeno porte (49,4%) e,

– Trabalhadores da região Nordeste (48,3%).

Preferência nas atividades físicas de lazer
homens em geral preferem a prática de exercícios físicos e esportes tradicionais (mais vigorosos)
– as mulheres demonstram preferência por atividades de lazer moderadas, como a caminhada.

Excesso de Peso Corporal (calculado com base no Índice de Massa Corporal)

– 40,5% dos trabalhadores apresentaram excesso de peso (incluindo 7,9% com características de obesidade)
Maior proporção foi observada entre:

– Homens (45,7%);

– Trabalhadores com 40 anos de idade ou mais (55,1%);

– Trabalhadores casados (47,8%);

– Trabalhadores com menor escolaridade (42,4%);

– Trabalhadores com maior renda familiar mensal (46,4%);

– Trabalhadores das empresas de grande porte (42,1%) e,

– Trabalhadores da região Nordeste (44,1%).

Hábitos alimentares (realizada com base na avaliação de hábitos ou consumo de alimentos considerados positivos para a saúde, como café da manhã, frutas e verduras)

– 25% dos trabalhadores referiram que não tomam café da manhã
– Aproximadamente 60% referiram não consumir frutas ou sucos naturais
– Aproximadamente 48% referiram não consumir verduras e saladas verdes em cinco ou mais dias na semana.

Grupos mais expostos a este comportamento negativo:

– Homens
– Trabalhadores mais jovens
– Trabalhadores não casados
– Trabalhadores com menor escolaridade
– Trabalhadores com menor renda e,

– Trabalhadores de empresas de pequeno porte

10 dicas para se dar bem na escola (de uma vez por todas!)

Por: Revista Atrevida – Rita Trevisan

Pode parecer um papo bravo esse de estudar, assim, logo no comecinho do ano, quando você mal se despediu do feriadão de carnaval. Mas olha pelo lado bom: se aproveitar para se organizar desde já e puder manter os compromissos do colégio em dia, vai ficar mais fácil terminar com tudo azul, sem estresse, sem recuperação, sem conselho e sem broncas da galera de casa.

Depois que fizer isso uma vez, você vai ver como vale a pena. Quem sabe, este ano, em pleno mês de novembro, você já não esteja com a vida resolvida na escola, só se preparando para curtir o verão, sem fazer nadinha? Aí vão dez dicas de especialistas no assunto para se tornar uma aluna exemplar, dessas que fecham no terceiro bimestre. Pode acreditar: não é tão difícil quanto parece…1 Lembre-se de que o mundo não vai acabar amanhã

Tudo bem que é muito mais gostoso bater papo no MSN, enquanto ouve seu som preferido, do que pegar nos livros e cadernos da escola. Mas um dos pontos importantes para quem quer se dar bem nos estudos é saber adiar a curtição, em muitos momentos, para cuidar das responsabilidades. “Pense que você vai ter tempo livre depois para fazer aquilo de que gosta. Então, você abre mão agora de um pequeno prazer, para ter um resultado muito satisfatório lá na frente. Está plantando hoje para colher os benefícios em médio e longo prazo”, explica Julio Rubinstein, orientador educacional do Colégio Rio Branco. Então, se não deu para ir ao cinema com a galera esta semana, por conta de um trabalho em grupo superpuxado, deixe para ir na próxima. Pensa bem: você vai ter milhões de oportunidades como essa, certo? Já o trabalho (ou a lição, ou a prova) tem a data certinha para estar nas mãos do professor.

2 Pare de “viajar” durante as aulas

Para você é difícil ficar parada por horas, todos os dias, sem poder fazer mais nada, enquanto observa aquele cara ou aquela mulher que desembestou a falar lá na frente da classe? Pode ter certeza de que todas as adolescentes do planeta sentem exatamente a mesma coisa. Agora, se resolver prestar mais atenção no que o fulano ou a fulana está falando, vai perceber que tem muita coisa interessante para aprender ali. “Muitos conhecimentos que o aluno recebe em sala, vai acabar usando na sua vida prática. O segredo é tentar aplicar aquelas lições fora da realidade da classe”, ensina Rubinstein. O que ele quer dizer é que, se você conseguir enxergar as fórmulas da física nos acontecimentos mais corriqueiros do seu dia a dia, por exemplo, o estudo ficará muito mais interessante. E tem mais: se estiver realmente concentrada na aula, vai acabar estudando menos em casa. Para ajudar, deixe o iPod e o celular desligados e evite ao máximo as conversinhas fora do horário do intervalo.

3 Divida bem o seu tempo

Prestar atenção na aula é fundamental. Mas não tem jeito: entender a matéria todinha e ainda memorizar o que é importante, só de ficar atento ao que o professor diz, é coisa pra gênio. Então, se você não for uma superdotada, melhor reservar uma hora por dia para fazer lições, trabalhos ou mesmo para rever a matéria que acabou de aprender. E, antes de dizer que já estamos pedindo demais, considere que será apenas uma horinha entre as 24 do seu dia. Imaginando que você vai dormir oito e passar mais umas cinco ou seis no colégio, vão sobrar pelo menos nove horas para relaxar e curtir. É como um investimento: você vai pagando pouquinho, em várias vezes, e recebe a grana toda de uma vez só. Só que, nesse caso, o prêmio vai ser um fim de ano tranquilo, com as férias antecipadas. Quer lucro melhor que esse?

4 Pegue leve com o prófi

E, por falar em professor, seria bacana fazer um esforço extra para ficar na boa com todos os seus em 2010. Claro que tem um que é mais legal, outro que dá justamente a matéria que você ama. Mas é importante tentar tratar toda a galera com respeito, como gostaria de ser tratada. Pense que, no futuro, você terá um chefe e deverá se submeter a ele, ainda que isso não signifique concordar sempre e nem aceitar tudo sem expressar seu ponto de vista. Só que, até para contrariá-lo e se defender, você vai ter de usar toda a sua calma e educação. Daí, por que não começar a treinar essa habilidade já, na sala de aula?

5 Crie métodos para estudar antes das provas

Existem zilhões de truques para memorizar conteúdos que serão cobrados nas avaliações. Muitos deles podem facilitar a sua vida na hora de se preparar:

– Comece dando uma lidinha rápida em todas as páginas da matéria. Depois, identifique os tópicos mais importantes e, em seguida, com suas próprias palavras, escreva uma explicação ou definição para cada um dos pontos selecionados. Isso ajuda a entender melhor o conteúdo.

– Estude em grupo. Cole naquela galera que sabe tudo da matéria que você detesta e aproveite para tirar todas as suas dúvidas antes de fazer uma última leitura sozinha.

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– Para decorar as fórmulas mais difíceis, faça associações com palavras ou frases que tenham sentido para você. A fórmula da força elétrica, por exemplo, F=QE, pode virar “Fábio=Quem Embaça”. Funciona caso você tenha tido um ficante com esse nome, que marcou pela demora em tomar a iniciativa. Pegou? Daí é só criar de acordo com a sua imaginação!

– Pendurar as fórmulas ou o resumo que você fez – aquele dos conceitos mais importantes, que está no comecinho deste texto – por todo o seu quarto, pode ser uma estratégia para fixar conhecimentos, especialmente se você tem boa memória fotográfica.

– Também vale fazer musiquinhas, com trechos das matérias que quer decorar, e sair cantando por aí. Excelente para guardar! Só periga alguém achar que você anda pirando de tanto estudar..

Engajar-se numa atividade extracurricular pode ser uma forma de descobrir novas habilidades, de se destacar e de ter mais motivação.

6 Escolha bem o seu grupoSuas BFFs podem ser ótimas para bater papo e sair de balada. Mas, se são as maiores folgadas na hora de fazer trabalho, não tem nada de errado em procurar outra turma só para as suas obrigações do colégio. Você pode até mesmo abrir o jogo com as amigas, dizer que continuará curtindo com elas, mas que precisa dar uma levantada nas notas este ano. Diga que seus pais estão no pé ou que só vai fazer intercâmbio (ou ganhar um celular novo ou um computador megamaxiultra) se ficar com o boletim azulzinho o ano todo. Certamente elas vão entender. Daí você fica livre para se dedicar mais na escola e para fazer projetos legais com um pessoal que está realmente comprometido. Conseguindo bons resultados assim, vai depender menos da nota da prova.

7 Saiba que se desempenho na escola vai fazer a diferença na hora de começar a trabalhar

Você é daquelas que acham que ir ao colégio todos os dias é a maneira mais eficiente que inventaram para desperdiçar completamente seu precioso tempo? Ainda bem que está em tempo de rever seus conceitos! “A maioria das empresas não faz análise do histórico escolar na hora de contratar um profissional, mas é comum, em programas de trainees, aplicarem provas que medem conhecimentos gerais. Muitos conceitos aprendidos na escola também serão cobrados na entrevista, como a capacidade de falar corretamente, ler e escrever bem”, garante Jaqueline Silveira Mascarenhas, psicóloga organizacional e coordenadora do IBMEC Carreiras. Então, da próxima vez que estiver achando a sua aula de gramática chatérrima, pense que essa pode ser a sua chance de garantir um diferencial quando estiver frente a frente com outros candidatos, concorrendo à vaga dos seus sonhos.

8 Vença o medo de falar em público

Para você, parece mais simples beijar o Taylor Lautner do que apresentar um trabalho na frente da classe? Pois é bom se preparar para começar a dominar esse medo, que é comum na adolescência. Quer saber por quê? Em primeiro lugar, a vergonha de tirar as dúvidas com o professor e de se expor pode estar prejudicando muito o seu desempenho. Mas a verdade é que essa preocupação excessiva com o julgamento dos outros vai continuar impedindo o seu crescimento, enquanto não conseguir lidar melhor com esse sentimento. “Numa entrevista de emprego, por exemplo, quem se sobressai não é exatamente quem sabe mais, mas quem consegue se expressar bem, que sabe se colocar em público”, avisa Jaqueline.

9 Faça parte dos projetos extracurriculares de seu colégio

Pintou uma feira de ciências? A oportunidade de fazer parte de uma chapa para concorrer ao grêmio estudantil? Ou uma ação voluntária, para ajudar quem precisa? Engajar-se numa dessas atividades pode ser uma forma de descobrir novas habilidades, de se destacar no grupo e até de aumentar a sua motivação para ir ao colégio todos os dias. E tem outra: quando estiver preparando seu currículo, daqui a um tempo, vai poder colocar essas informações lá e elas contarão pontos a seu favor. “A candidata que nunca trabalhou poderá usar esses projetos como um diferencial. Até mesmo na entrevista, vale contar um pouco do que essas experiências lhe ensinaram”, avisa Renato Grinberg, diretor-geral do portal trabalhando.com.br. É também nesse tipo de atividade que você aprende a lidar com pessoas de personalidades bem diferentes, o que é um treino para se dar bem quando tiver de ralar em equipe, para alcançar metas em uma empresa. Tem ainda a questão do network, como os especialistas dizem, que significa “rede de contatos profissionais”. Ainda é cedo para pensar nisso? Que nada! Um garoto que você conheceu durante a campanha do agasalho, por exemplo, antes de terminar o ensino médio, pode ser justamente o que vai abrir as portas de uma grande empresa para você lá na frente. Quem sabe? Então, quanto mais amigos você tiver na escola, melhor.

10 Não deixe tudo para a última hora

Taí outro toque importante, que também tem a ver com o lance de saber organizar seu tempo: se começar o ano acumulando tarefas de casa e trabalhos que não conseguiu finalizar na data correta, é certeza de que vai terminar 2010 ralando dobrado para dar conta de tudo o que deveria ter feito no primeiro semestre e não fez. Então, que tal tentar uma nova estratégia? Se o trabalho é para o dia 20, comece, no mínimo, com uma semana de antecedência. A lição que é para sexta, resolva logo na quarta. Assim, se algo der errado – acabar a tinta da impressora, faltar uma parte da matéria que você se esqueceu de copiar da amiga ou se pintar uma dúvida do tipo cruel -, ainda dá tempo de pedir ajuda e resolver o babado sem queimar o filme com o professor e prejudicar suas notas.

Como começar o treino do Vestibular?

Por: Lucas Nóbrega – Acadêmico Faculdade de Medicina USP.

“Experiência é o que você consegue, quando você não consegue o que você quer.”
Randy Pausch

Existem truques para entrar na faculdade? Existem truques para passar no vestibular? Apesar de tudo que as pessoas falam, acredito que existe sim um truque infalível para entrar na universidade,  o qual consiste em:  realizar provas anteriores.

É natural que neste início de ano e de preparação para o vestibular a questão que passe na mente de todos seja o que pode ser feito de diferente neste ano em relação aos anos anteriores na busca de aumentar as chances de entrar na faculdade.

Realizar listas de exercícios quilométricas, ler os livros da lista de leitura obrigatória, e estudar através de diferentes livros e apostilas aumentam sim as chances de passar nos exames, no entanto, existe uma restrição enorme de tempo que impede os vestibulandos de estudar “tudo de tudo”, ou seja, todos os temas de todas as disciplinas. Isso torna necessária a eleição de prioridades de estudo.

E em termos da eleição de prioridades, talvez a estratégia mais bem sucedida seja encarar durante o treinamento aquilo que iremos encontrar nos exames, ou seja, as provas. Mas isso, apesar de ser o óbvio, normalmente acaba sendo esquecido.

Listas de exercícios e leitura de livros reproduzem o formato dos exames muito precariamente, pois são normalmente compostas por exercícios de vários vestibulares e por textos em formatos diferentes daqueles pequenos trechos cobrados no exame.

Ao invés de ler a biblioteca inteira para estar bem preparado para as provas, sugiro que faça o contrário, leia as provas e esteja preparado para procurar nos livros o que ainda não sabe.

Talvez o método mais eficaz de preparação seja aquele que as pessoas menos pratiquem: resolver as provas anteriores.

Os simulados são um ótimo treinamento, e é por esse motivo que a carga de simulados de cursinhos está usualmente relacionada com sua qualidade. No entanto, a falha dos simulados está

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em cobrir por blocos as matérias exigidas nas provas, acompanhando o ritmo das diversas matérias ministradas no cursinho, e não exigindo do vestibulando nenhuma matéria que ainda não tenha sido abordada.

Resolver provas anteriores é algo muito mais eficaz que os simulados nesse sentido, pois cobrem, naturalmente, a integralidade das matérias e além disso, consistem exatamente no formato de avaliação que será utilizado para colocar as pessoas na universidade.

Como começar? A resposta é: traçando metas. Ou seja, montando um calendário que inclua quantas provas anteriores e em qual período serão realizadas.

No meu caso, por exemplo, que sempre quis entrar na Universidade de São Paulo, tracei que durante meu ano de cursinho teria de fazer ao menos 10 provas de primeira fase dos vestibulares anteriores até o final de outubro. E foi o que fiz.

Onde você encontra as provas anteriores? Você as encontra no site da instituição que faz as provas da universidade pretendida. Gosto muito da USP pois as provas anteriores podem ser facilmente acessadas através do site da FUVEST (www.fuvest.br).

Outro item importante é: reproduza o tempo das provas enquanto as realiza. Ou seja, se a questão terá de ser resolvida em 3 minutos no vestibular de verdade, use esse tempo durante o treinamento, e não esteja contente até que consiga fazer o exame inteiro no tempo estipulado.

E quanto as respostas para as questões, é só procurar nos sites de grandes cursinhos, pois eles disponibilizam a resolução dos vestibulares anteriores gratuitamente.

Se não é a primeira vez que você está fazendo cursinho, e se você já tem todas as suas apostilas e livros com os exercícios respondidos, mude de enfoque: procure as provas anteriores e resolva-as. E se lembre de estipular metas e prazos, pois eles ajudam a verificar se está ocorrendo progressos durante o treino.

Talvez seja um saco utilizar esse método, e mais do que isso, talvez dê muito medo e ansiedade tocar nas provas anteriores. Mas tudo isso é normal, e o que mais motiva é que funciona!