As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

Publicado Walmar Andrade em 25/02/2013 às 7:00

Um estudo recentemente publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou dez técnicas comuns de aprendizagem para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.

O resultado do paper (íntegra aqui) traz algumas surpresas para o estudante.

Técnicas bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como as de utilidade mais baixa.

Três práticas foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.

E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.

É a ciência desaprovando boa parte do meu método de estudo, muito baseado em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais. Por outro lado, foi confirmada a impressão que eu tinha de que a realização de exercícios em doses cavalares era extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.

Lembre-se de que o ranking reflete os resultados do estudo, porém cada pessoa tem o seu estilo de estudo e nada está escrito em pedra. Dito isto, falemos agora sobre as dez técnicas, das piores para as melhores.

Grifar (utilidade: baixa)

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Tão fácil quanto ineficiente.

Prepara-se para dar um descanso ao seu grifador amarelo. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço.

Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.

Releitura (utilidade: baixa)

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Deixa eu ler pela quinta vez…

Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura (massive rereading) podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.

Mnemônicos (utilidade: baixa)

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Remember, remember, SoCiDiVaPlu.

Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização (diz-se de técnica, exercício etc.); fácil de ser lembrado; de fácil memorização.

Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).

O estudo da Psychological Science in the Public Interest mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar.

Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.

Visualização (utilidade: baixa)

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Exemplo de mapa mental.

Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva.

Surpreendentemente (ao menos para mim), a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação.

Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho a conexão de ideias e conceitos.

De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica efetiva para provas que exijam conhecimentos inferidos de textos.

Resumos (utilidade: baixa)

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Vou resumir para você.

Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem.

O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas.

Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. O paper diz que a técnica pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.

Interrogação elaborativa (utilidade: moderada)

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Por que é que a vida é assim?

A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros.

O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.

Seguindo o exemplo que demos pouco antes, em vez de decorar um mnemônico como SoCiDiVaPlu, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa.

Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.

Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

Auto-explicação (utilidade: moderada)

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Entendeu, Eu Mesma?

A auto-explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo.

O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

Estudo intercalado (utilidade: moderada)

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Vou alternar as matérias, na ordem dessa pequena pilha.

O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias em posts anteriores.

A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória.

Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas).

O principal benefício da intercalação, como já havíamos observado, é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

Teste prático (utilidade: alta)

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Simular é o melhor caminho.

Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.

No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão que encontrar pela frente.

Como já recomendamos anteriormente, a maneira mais fácil de realizar testes é utilizando sistemas específicos para isso, como o site Questões de Concursos.

Prática distribuída (utilidade: alta)

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Vou rever o conteúdo a cada 15 dias.

A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só (a.k.a. na véspera da prova).

Pesquisas mostram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, vocÊ deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.

A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.

Essa é exatamente a teoria de Tony Schwartz aplicada em técnicas de timebox como a Pomodoro Technique.

Quais as suas técnicas de estudo?

Se você está estudando algo, seja para concursos ou não, deixe suas opiniões sobre a pesquisa na caixa de comentários.

Quais dessas técnicas você utiliza? Você concorda com os resultados? Que outras técnicas de estudo você recomendaria?

Fonte: Big Think

70 filmes para você estudar história

Guilherme Dearo | 27/10/2011

Que tal estudar todo o conteúdo de história geral jogado no sofá, comendo uma pipoquinha? Sim, é possível! Depois de tantas apostilas e livros, vale a pena parar para descansar e se divertir um pouco. E nada melhor do que um bom filme. Confira nossa lista de 70 filmes que vão lhe ajudar a repassar história para as provas!

Pré-história
A Guerra do Fogo
– 10.000 a.C.
– O Elo Perdido

Grécia Antiga e helenística
300
– Alexandre
– Tróia

Império Romano
– Asterix
– Gladiador
– Calígula
– Átila, o Huno
– Augustus
– Spartacus

Idade Média/Feudalismo
– O Nome da Rosa
– O Incrível Exército de Brancaleone
– Cruzada
– Coração Valente
– Joana D’Arc
– O Sétimo Selo

Grandes Navegações
– 1492 – A Conquista do Paraíso
– Cristóvão Colombo – A Aventura do Descobrimento

Absolutismo
– O Homem da Máscara de Ferro
– Cromwell

 

Reforma Protestante
– Lutero

Renascimento
– Dom Quixote
– Agonia e Êxtase
– Shakespeare Apaixonado
– Giordano Bruno

Revolução Francesa
– Danton
– Maria Antonieta
– A Queda da Bastilha

 

Revolução Industrial
– Tempos Modernos
– Germinal

Rússia pré-revolução e Revolução Russa
– Rasputin
– O Encouraçado Potenkim
– Reds

Segunda Guerra Mundial e nazismo
– O Grande Ditador
– A Vida É Bela
– Pearl Harbor
– A Queda
– A Última Bomba Atômica
– Cartas de Iwo Jima
– O Resgate do Soldado Ryan
– Arquitetura da Destruição
– Europa, Europa

 

Guerra Fria
– Dr. Fantástico
– Os 13 Dias que Abalaram o Mundo
– Boa Noite e Boa Sorte
– Intriga Internacional
– Topázio
– O Dia Seguinte

Guerra do Vietnã
– Platoon
– Apocalipse Now
– Corações e Mentes

 

Luta dos direitos civis dos negros
– Mississipi em Chamas
– Malcolm X

América Latina das décadas de 1950 e 1960
– Diários de Motocicleta
– Chove Sobre Santiago
– O Segredo de Seus Olhos

África no século 20
– O Último Rei da Escócia
– Diamante de Sangue
– Hotel Ruanda
– O Jardineiro Fiel

 

Crise do socialismo, fim da União Soviética
Adeus, Lênin

Conflito entre Israel e Palestina
Lemon Tree
– Paradise Now
– Promessas de um Novo Mundo

Terrorismo, guerras dos anos 2000
Guerra ao Terror
– Restrepo
– Caminho para Guantánamo
– Fahrenheit 9/11

 

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“Ser o primeiro é possível”

João Paulo Rocha Almeida foi o 1º lugar em medicina na USP há dois anos e ainda lida com a “fama” da conquista
João Paulo fez intercâmbio nos Estados Unidos e na Espanha, mas teve tempo para visitar Paris
por Cláudia Fusco

Na faculdade, os amigos de João Paulo Rocha Almeida o chamam de Zero Um. O apelido não tem nada a ver com o filme Tropa de Elite. Na verdade, João Paulo recebeu a alcunha por ter sido o primeiro colocado em medicina na Fuvest.

“Até hoje isso é motivo de comemoração na família”, conta o estudante, que participou do ciclo de debates da IV Feira Guia do Estudante, em agosto. João Paulo enfatiza que ir bem no vestibular não é algo distante e inatingível. “É engraçado como fazemos disso uma coisa mística, né? A gente acha que só quem é predestinado e sempre mostrou os melhores resultados vai passar em primeiro. Mas só quando acontece perto é que a gente descobre que é alcançável, é possível”, diz.

Apesar da frase animadora, João sempre foi esforçado. Durante os tempos de escola, caprichava nos trabalhos e tirava boas notas, embora tivesse ótimo relacionamento com os amigos e não se identificasse com “o grupo dos nerds – se é que isso ainda existe”, nas palavras dele. Seu esforço foi recompensado: assim que terminou o Ensino Médio, passou no vestibular de Nutrição.

GUIA DE PROFISSÕES: Nutrição

“Na época, eu até gostava de medicina, mas não queria me esforçar tanto para passar… acho que era uma questão de maturidade”, confessa o estudante. Insatisfeito com o curso, João Paulo optou por um intercâmbio durante a faculdade. “Fiquei seis meses nos Estados Unidos e outros cinco na Espanha. Viajei bastante, aprendi muito, valeu demais a pena”.

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DEDICAÇÃO TOTAL
De volta ao Brasil, o primeiro colocado fez novas escolhas: desistiu da Nutrição e dedicou-se ao vestibular de Medicina, aos 22 anos. Abdicou do MSN Messenger, deletou o Orkut e até se separou da namorada para se dedicar ao cursinho.

“Meus amigos entendiam, davam a maior força. Só as amigas é que não gostavam muito”, riu o futuro médico. “Eu preferia não ficar junto de ninguém porque toma tempo e distrai muito, sua cabeça fica em outro lugar”. A preocupação com o vestibular era tanta que o estudante procurou apoio em uma única fonte: a comida.

“Eu engordei 18 quilos durante a época do vestibular”, disse João Paulo. Sua rotina era pouco saudável: além da jornada de oito horas no cursinho – “às vezes mais, às vezes menos” –, João retomava os estudos durante a noite, só descansando à tarde. Hoje em dia, diz que não está arrependido da correria. “Faria tudo de novo. Valeu totalmente a pena. Ainda mais a pena do que eu pensava.”

E depois de passar na faculdade, João Paulo, o que mudou no jeito de estudar? “Eu levo a faculdade a sério, é claro, tiro boas notas. Mas não deixo de curtir, viajar, ir pra balada, fazer esporte, curtir um filme em casa, sou uma pessoa agitada. O assunto da faculdade é infinito, você pode direcionar para onde quiser, mas o cursinho tem uma série programada de estudos que te deixa maluco depois de um ou dois anos”. Entendido, Zero Um!

Via: http://guiadoestudante.abril.uol.com.br/vestibular/noticias/ser-primeiro-possivel-495824.shtml

Processo de Ocupação de Vagas Remanescentes – UFPR

PROVAR – Processo de Ocupação de Vagas Remanescentes é uma seleção anualmente da UFPR para preencher as vagas remanescentes a partir do 2º ano em seus cursos. O PROVAR atende os alunos da própria UFPR – com troca de turno e habilitação; alunos de outras instituições; e ex-alunos da UFPR que queiram voltar para seus cursos ou mesmo aqueles profissionais que queiram fazer outro curso de graduação. Mais informações no www.provar.ufpr.br