Oportunidades vem e vão! E você?

Dinheirama e o Meio Ambiente!Segundo o poeta Vinicius de Morais, mais importante do que ser feliz é viver. Nossa vida é composta de momentos de bonança e outros de maiores dificuldades. Muitas vezes a escassez de oportunidades traz à tona problemas pessoais e financeiros. É no bolso, aliás, que quase todos os problemas começam e terminam. Assim, exercitar o papel do dinheiro[bb] e saber o que podemos esperar dele se tornam atitudes cada vez mais necessárias.

Entre neste artigo Publicado por Ricardo Pereira em 22.02.2008 na seção Finanças Pessoais do site http://www.dinheirama.com

Não passei no vestibular, e agora?

Saiba como aprender com os erros de uma reprovação no vestibular

Publicado em 30/01/2006 – 00:01

Fonte: http://ww1.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=9880

A vida é mesmo engraçada: muitos desafios, alguns tombos ou vitórias. Caminhos que devem ser percorridos para a conquista da satisfação pessoal e profissional. Por isso você, jovem, deve encará-los de cabeça erguida e levantar-se a cada tropeção. Quem já passou pela dura fase de prestar o tão temido vestibular e ingressar no Ensino Superior sabe o que isto significa. Para muitos, este pode ser o primeiro grande obstáculo da vida. Após longos períodos de dedicação aos estudos, muitas vezes exclusiva, o resultado da reprovação no vestibular é sempre seguida de uma grade decepção.

Neste momento, geralmente a emoção fala mais alto do que a razão. No entanto, se você está passando por uma situação similar a esta, deve levar em consideração alguns aspectos. Ingressar em uma universidade pública ou numa grande instituição particular, as mais almejadas pelos jovens, não é uma tarefa nada fácil. Os vestibulares, em sua maioria, são altamente competitivos e excludentes. Para se ter uma idéia, o vestibular da USP (Universidade de São Paulo), um dos concursos mais concorridos do país, recebe anualmente mais de 170 mil candidatos e disponibiliza apenas 8.000 vagas. É importante, porém, destacar que isso não é algo impossível.

Lógico que a dedicação aos estudos é um elemento primordial para a conquista de um resultado positivo, mas não é único. A tensão, a ansiedade e o medo, segundo especialistas, podem ser grandes vilãos desta história. “A capacidade do candidato, muitas vezes, não está relacionada com o resultado do vestibular. Esta reprovação está vinculada, principalmente, ao sistema pedagógico e social do Brasil, já que não foram criadas vagas suficientes para atender à demanda do país”, assegura a professora de Psicologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e coordenadora do LIOP (Laboratório de Informação e Orientação Profissional), Dulce Penna.

A professora destaca ainda que embora o vestibular funcione como um funil, nem sempre os aprovados serão os melhores profissionais. “Neste aspecto, concordo plenamente com a filosofia do escritor Rubem Alves. O mais racional e justo seria fazer um sorteio com todos os alunos aptos a ingressarem em uma universidade”, afirma.

Apreendendo com os erros

Ainda não inventaram uma máquina capaz de voltar no tempo para que erros passados sejam reparados. Mas nem tudo está perdido. Novos vestibulares de inverno e de verão se aproximam e existem alguns meses pela frente para que você se prepare para uma nova batalha de exames. Portanto, vá com calma. É preciso estar atento para não cometer os mesmos erros do último concurso.

O primeiro passo é analisar os motivos pelos quais o candidato não conseguiu cehgar ao resultado esperado. “Ok, você já sabe que não passou, e se isso aconteceu, é porque cometeu algumas falhas. Verificar as matérias onde os erros foram mais freqüentes é primordial para que eles não se repitam em uma próxima oportunidade”, alerta o coordenador do cursinho Anglo Ernesto Birner. “Caso o candidato encontre dificuldades neste processo, é importante que procure a orientação de professores ou especialistas. Os resultados desta etapa se refletirão nos próximos passos.”

Detectadas as causas da reprovação, o negócio é organizar os planos de estudo. “É preciso entender que o vestibular não aprova especialistas em assuntos específicos, mas aqueles que têm domínio de conteúdos nas mais diversas áreas do conhecimento”, afirma o coordenador do cursinho da Poli Rubens Faria. Por isso, o ideal é que o estudante dedique parte de seu tempo aos assuntos que sente maior dificuldade, mas, sobretudo, que não se esqueça de reciclar os conhecimentos nas demais disciplinas. Isso evita que elas se transformem em futuras ciladas.

No entanto, os especialistas alertam que o problema, muitas vezes, não está relacionado à ausência de empenho e, sim, à falta de orientação de estudos. “Nestes casos, aumentar a carga de estudo não é solução. É importante que o aluno procure um auxílio. Desta forma ele conseguirá trabalhar com o tempo de maneira mais eficiente e, conseqüentemente, obter resultados mais expressivos”, assegura Birner. “Além disso, é preciso quebrar a rotina do estudo com a prática de exercícios. Este mecanismo vai tornar suas horas de estudos mais produtivas”.

Assim, seu sonho pode estar bem próximo de se tornar realidade. Desistir talvez seja a alternativa mais fácil, mas será que vale a pena? Existem outros caminhos que podem ser percorridos sem que se desvie dos objetivos. “Mas, para isso, seus objetivos precisam estar bem definidos. Assim, terá a possibilidade de traçar outras caminhadas que te levarão para o mesmo destino. Neste processo, a flexibilidade é primordial”, alerta a psicóloga Dulce. “Pode ser um processo difícil, mas não é impossível. No entanto, a auto-estima é uma ferramenta importantíssima para esta conquista”, garante.

Uma grande luta pela frente

Não passei no vestibular, e agora? Foi esta a pergunta que a estudante Ana Paula Malfa, 17 anos, fez a si mesma quando recebeu a notícia de que não tinha sido aprovada na primeira fase da USP. A falta de estrutura para enfrentar este processo foi o principal motivo da sua reprovação. Por isso, a candidata já se matriculou em um cursinho preparatório para empenhar-se em seu objetivo: cursar no ano de 2007 a graduação em Letras na instituição. “Receber a notícia negativa do vestibular é muito difícil. No entanto, esta experiência serviu para impulsionar, ainda mais, o meu desejo de ingressar em uma universidade pública”, assegura.

Parece que o ano vai ser exaustivo, mas, para a estudante, valerá a pena. Manter uma rotina de estudos durante todo o ano fará com que Ana Paula chegue ao vestibular muito mais segura de suas condições. Além disso, a estudante também terá uma outra carta na manga: pretende candidatar-se ao ProUni (Programa Universidade para Todos), o que pode resultar em uma bolsa de estudos para uma instituição particular de ensino. “Desta forma, os meus horizontes poderão se expandir. O programa me dará mais chances de ingressar na universidade”, conta. “A dedicação será fundamental nesta fase da minha vida. Será preciso correr atrás, não basta ficar só na fé”.

Conquista recheada de persistência

Foram mais de cinco tentativas, mas o sonho de ingressar no Ensino Superior não foi abandonado com os resultados negativos do vestibular. A cada não, crescia o desejo de provar a si mesma de que era capaz. Hoje, a estudante Mirian Gruenwaldt, 21 anos, comemora sua vitória: passou para a segunda fase da USP e para garantir sua vaga no primeiro semestre letivo de 2006 já se matriculou no curso de Letras do UNIBERO (Centro Universitário Ibero-Americano).

A princípio, o trabalho não permitia que Mirian se dedicasse integralmente aos estudos, tornando o seu caminho ainda mais difícil. No entanto, foram muitas noites gastas até que a estudante alcançasse seu desejo. A cada tentativa, o empenho se tornava ainda maior. “Desistir nunca passou pela minha cabeça. Lutei muito, e depois de seis tentativas consegui conquistar o tão esperado sonho de ingressar na graduação”, ressalta Mirian. “O que mais contribuiu para que isso acontecesse foi a minha persistência e auto-estima. Sempre soube que era capaz, bastava um pouco mais de dedicação. Como valeu a pena passar por tudo isso!”, conclui.

Persistir no sonho (mesmo que leve tempo)

Reprovações no vestibular podem desanimar, mas motivação é fundamental

Publicado em 06/02/2006 – 00:01
Por Bárbara Paludeti

Fonte: http://ww1.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=9948

Ser “doutor” é o sonho de muita gente, mas são poucos os que conseguem chegar lá. Antes de estudar seis anos seguidos, fazer residência e, enfim, formar-se médico, a primeira tarefa – com certeza uma das mais complicadas – é passar no vestibular. Persistência. Essa é a palavra de ordem para aqueles que não desistem do sonho, mesmo que para isso precisem enfrentar anos e anos de cursinho pré-universitário.

Carlos Eduardo Carrasco, 22 anos, está prestando vestibular para Medicina há cinco anos. Aqui entre nós, é difícil imaginar como alguém resiste tanto tempo, não? Para os mais desanimados, Carrasco diz que sua insistência é fruto da vocação que acredita ter. “Minha mãe conta que quero ser médico desde criança. Já fiz também vários testes vocacionais e todos apontaram para a Medicina”, afirma.

Carlos Eduardo Carrasco,
22 anos, há cinco tenta entrar
na faculdade de medicina

Persistência também é a marca de Luiz Fernando Magri Dias Galdino, 25 anos. Ele que, durante seis (!) anos consecutivos, prestou diversos vestibulares para Medicina, não cogita desistir do sonho, pois está firme em sua escolha. Nestes casos, a Medicina não é uma simples coincidência de cursos. É claro que não é o único curso em que há reprovação. Não dá pra negar, no entanto, que esse é o caso mais comum.

Se você também está nessa situação, deve tomar cuidado para que a frustração não o faça desistir. Fique atento, pois essa é a tendência natural. A cada que vez um aluno reprova no vestibular, vai acumulando decepções.

“O mais importante é que os jovens consigam lidar com a frustração. Agora, como fazer isso depende da carga emocional de cada um e do quanto de forças restam para uma nova tentativa”, explica o psicólogo e professor do Departamento de Psicologia Escolar e Desenvolvimento da UnB (Universidade de Brasília), Áderson Luiz Costa Junior.

Consciência e decisão

Galdino é definitivo: nunca pensou em prestar vestibular para outro curso. “Tenho plena certeza da minha escolha. Sei que, além de me satisfazer profissionalmente, a Medicina tem uma importante função de contribuição social”, afirma. Já Carrasco conta que, nos primeiros anos, chegou a prestar Biologia e Jornalismo – mas também não passou. “É um pouco difícil dizer que seguiria alguma outra carreira. Mas acredito que posso ser tão feliz quanto em outras profissões que gosto”, ressalta.

Aí cabe uma outra observação: nem sempre desistir de um curso pela dificuldade do vestibular vale a pena. Costa Junior alerta que trocar sua opção profissional por algo mais fácil pode não funcionar como compensação. “O jovem que toma essa decisão tem que estar convicto de que escolheu uma carreira alternativa tão adequada e importante quanto aquela primeira da qual desistiu”, afirma.

Para quem está procurando dicas de motivação, seguem algumas indicações, dadas pelo professor da UnB:

1. A primeira motivação vem do próprio estudante, é a vontade de ser profissional da área X ou Y. Esse desejo gera a motivação, o empenho e, por consequência, o resultado;
2. Uma boa rede familiar de apoio é muito importante. A família e os amigos devem ajudar, dando forças e facilitando a vida do indivíduo para que ele faça um novo ano de cursinho;
3. o equilíbrio emocional para enfrentar situações de tensão é fundamental. É preciso aumentar o potencial psicológico para enfrentar a nova experiência;
4. vale a pena descobrir quais são seus pontos fracos para dar mais atenção a eles durante a preparação.

Cansaço

E o cansaço? Será que não atrapalha? Carrasco confessa que, muitas vezes, sente o peso e revela que já pensou em desistir. “É inevitável, você estuda sempre as mesmas coisas. Às vezes dificulta um pouco, fico cansado. Você estuda, estuda, chega na hora e não vê resultado. Passa pela cabeça desistir, mas, lá no fundo, o sonho te faz continuar”, diz Carrasco.

Diante de tantas dificuldades, não é fácil definir se esses dois “bravos” devem ser tachados de persistentes, ou apenas teimosos. Para Costa Junior, eles são, ao mesmo tempo, persistentes, obstinados e teimosos, já que não o limite entre essas definições é quase imperceptível. “Enquanto a pessoa tiver um objetivo para alcançar, uma possibilidade de enfrentar a dificuldade, tem que tentar. Mas sempre tomando cuidado para que o estresse e a frustração não ultrapassem a motivação porque isso pode trazer prejuízo até para a saúde do sujeito.”

E os resultados?

Quanto à expectativa com relação aos resultados, Carrasco diz que, hoje, é mais realista e pé no chão. “Fico na minha. Se você subir muitos degraus, maior é o tombo. Quando você fica esperando muito, muito, muito, chega na hora e quebra a cara. Foi o que aconteceu comigo nos primeiros anos”, reconhece. O estudante ainda espera o resultado de um último vestibular que sai no próximo dia 10 de fevereiro. “Estou esperando. Se não der, estou matriculado para outro ano de cursinho, vou para o sexto”, conclui Carrasco.

Começar de novo

Ser reprovado no vestibular não é o fim de tudo. Motive-se!

Atualizado em 22/06/2007 – 02:00
Por Renato Marques

Ok, você estudou, estudou, estudou e mesmo assim não conseguiu passar no vestibular. Mas não se deixe desanimar. Mais do que simples força de expressão, isso acontece com muita gente, e não faltarão a você oportunidades para retomar o caminho dos estudos. O importante é que você esteja consciente do que aconteceu, em que pontos falhou e o que deve ser feito para corrigir suas deficiências. Portanto, não deixe a decepção tomar conta de você. Levante a cabeça e retome seus estudos.

“A primeira coisa que o estudante tem que saber é que o vestibular não é uma prova de colégio. Na prova da escola ele tem de passar de ano e isso está inteiramente em suas mãos. O vestibular é uma competição, ele tem que ser melhor do que o outro”, explica o professor do Anglo Vestibulares, Ernesto Birner. “Quando estava no colegial, o aluno tinha certeza de que poderia passar de ano se fizesse isso ou aquilo. O que acontece atualmente é que ele já não sabe lidar com a incerteza do vestibular. E essa incerteza, às vezes, acaba o machucando.”

Quando saiu da sala em que fazia a prova do vestibular da UnB (Universidade de Brasília), há dois anos, Marcos Vinicius de Souza já sabia que algo tinha saído errado. A dificuldade encontrada na prova fez com que o estudante não se animasse muito com a possibilidade de ingressar na instituição para cursar medicina. Ao conferir a lista de aprovados, nenhuma surpresa: foi reprovado. “Na época eu fiquei triste, mas tive mais força para estudar. Isso porque sabia que ainda não dominava muitas matérias. Saí da prova com a certeza de que não tinha ido bem”, conta.

Se você se encaixa na mesma situação, prepare-se. Na prática, o ideal é recomeçar os estudos, mas com consciência do que é preciso ser feito. Não adianta querer “abraçar o mundo”. “Se o candidato não passou no vestibular, existe um motivo. Se em doze questões de biologia, acertou onze, não é essa a razão. Mas se em Física ele acertou apenas três, então descobriu o problema”, afirma Birner. “É preciso ter humildade para continuar estudando Biologia e ainda reforçar Física, mesmo que para isso precise pedir ajuda.”

Passo a passo

É claro que não existem fórmulas mágicas pra passar no vestibular. O segredo está em estudar até o ponto certo: nem mais, para não estressar, nem menos, para não passar sufoco na prova. O difícil, no entanto, é encontrar este ponto de equilíbrio. A saída, portanto, é manter uma rotina de estudos que permita manter a saúde e a vida social, sem deixar os estudos de lado. Em geral, professores recomendam entre três a quatro horas diárias de dedicação. Veja abaixo uma cartilha básica da retomada da preparação para o vestibular:

1º passo – Dedique-se às matérias em que tem mais dificuldade: imagine que você está há três dias sem comer. Aí, alguém surge à sua frente com um belo prato de comida. Metade do prato contém uma macarronada e a outra metade, jiló. A condição para receber o prato é que você terá que comer tudo que é oferecido. O que você come primeiro? É com essa analogia que o professor Birner explica aos estudantes como organizar o tempo para os estudos.

“Ele deve comer o Jiló primeiro e deixar o melhor para o final. Agora transporte isso para os estudos. O aluno teve aulas de Matemática, Português, História e Física” diz. “Matemática e Física são aulas pesadas em que ele tem dificuldade. Português e História são fáceis para ele. Quando começar a estudar, tem que ser pelas Exatas. Se ele começar pelas boas, quando chegar no final, cansado, não vai reforçar o que precisa direito, não vai aproveitar nada. Vai virar um ´tarefeiro`”, alerta.

Este foi o caminho traçado por Souza. Reprovado na UnB, mudou sua estratégia. Ao invés de tentar devorar todo o conteúdo, partiu para as que havia tido um desempenho inferior, sem deixar de lado as demais. “Eu ingressei em um cursinho e tentei estudar todas as matérias, dando igual importância. Mas também não consegui passar no vestibular seguinte”, lamenta. “Fui mudando a estratégia aos poucos. Comecei a privilegiar as que eu tinha dificuldade. Dei uma atenção especial a elas, mas continuei pegando pesado em todas.”

2º passo – Concentre-se, de verdade, nos estudos: você já deve ter ouvido recomendações sobre procurar um lugar calmo para estudar sem interrupções. Pois comece a levar isso a sério. Estudar com barulho, gritaria e afins não funciona, pois tira a atenção do texto. “Estudar para o vestibular é mais complicado do que para o colégio. Se o candidato está em casa, o telefone toca e ele pensa: ´será que é para mim?`. Aí pronto, já não está estudando”, diz Birner. “Estudar significa que, durante um período determinado, se a casa pegar fogo, o aluno não vai perceber. Não é só preencher as quatro horas, é estar focado.”

3º passo – Procure manter alguma atividade física: dedicar-se aos estudos e se manter focado neles não significa deixar sua vida de lado. Ao mesmo tempo em que se concentra na sua meta, é preciso manter uma atividade física, manter a cabeça e o corpo relaxados. “Como qualquer rotina, a dos estudos começa a cansar em um determinado momento. Para manter a vontade de estudar, o estudante deve, pelo menos duas vezes por semana, reservar tempo para o lazer, fazer uma atividade esportiva. Sem remorsos”, diz Birner. “É preciso manter uma atividade física. É importante quebrar a rotina. Isso também ajuda muito”.

Souza dá mais uma dica para os estudantes que vão prestar vestibular. Para o estudante, vale a pena descansar um pouco antes de recomeçar os estudos. Para arejar a cabeça, desestressar do que passou e começar a nova fase com ânimo renovado. “O candidato tem que descansar primeiro para depois poder recomeçar. Reconhecer os limites, para não ultrapassá-los. E, se possível, fazer alguma atividade física para relaxar”, aconselha.

4º passo – Revise a prova em que você não passou: todos os passos anteriores ficam enfraquecidos se este não for bem compreendido. Para criar a sua própria rotina de estudos, o estudante precisa saber onde está errando. Então, um bom começo é rever o exame em que foi reprovado. “Se o estudante é focado, faz ginástica, presta atenção na aula, mas não faz o diagnóstico, está errado. Porque assim ele perde a auto-estima”, alerta Birner.

Birner, experiente em assuntos de vestibular, dá uma receita para a revisão. Funciona assim: pegue um papel e divida ele em quatro colunas. Ao lado da primeira, coloque a numeração das questões do vestibular. No topo de cada uma escreva as seguintes expressões: “NÃO SEI“, “NÃO CAIU A FICHA“, “DISTRAÇÃO” e “TEMPO“.

“Vamos supor que cai na prova de biologia a pergunta “O que é um deuterostômio”? Ele deve classificá-la na coluna ´Não sei` se nunca tiver ouvido falar no termo. Mas se o candidato lembra que ouviu isso, lembra de ter visto na aula, mas não sedimentou e confundiu com protostômio e errou, não é que ele não sabia. Então, marca que ´Não caiu a ficha`”, explica Birner. “Em ´Distração` entram os erros do tipo ´1X1=11`. Ou quando a questão pede para assinalar a alternativa INCORRETA e ele marca a correta. Ele sabe o assunto, mas não prestou atenção. Em ´Tempo` entram aquelas em que nem o enunciado foi lido, porque o tempo foi mal dividido.”

Depois, é só fazer as contas! “Vamos supor que não tenha faltado tempo. Ele errou 50 e no diagnóstico percebe que foram 35 ´Não sei`, cinco ´Não caiu a ficha` e dez ´Distração`. Isso significa que ele está muito mal”, alerta o professor. “No entanto, se tem cinco ´Não sei`, 35 ´Não caiu a ficha` e dez ´Distração`, a situação não é ruim. É mais perigoso errar por distração do que errar as 35 por não ter entendido. Tudo que ele erra em uma prova, não esquece mais”.

5º passo – Pensar positivamente nunca é demais: depois de um ano inteiro estudando, na hora da prova é com você. Vá confiante de que fez tudo que podia. Lembre-se: quem entra em um jogo preparado para não perder, dificilmente ganha. “Imagine um jogo de futebol entre o líder do campeonato e o lanterna. A expectativa do jogador do último colocado é jogar na defesa e, na melhor das hipóteses, empatar”, diz Birner. “O atleta do líder já pensa que tem tudo para ganhar. No vestibular acontece o mesmo. Se o candidato pensar no vestibular como o jogador do lanterna, ele não entra.”

“Isso se chama auto-estima. O aluno tem que saber que está estudando, está focado, não mata aulas, estuda quatro horas por dia, faz ginástica, está aprendendo com os exercícios e que quem for entrar vai ter que ganhar dele. Normalmente, o estudante pensa como jogador do lanterna do campeonato”, lamenta Birner. “É preciso estar consciente. Reconhecer os limites e não pensar que é só porque você está estudando horas e horas que terá um bom aproveitamento. É um conjunto de ações”, complementa Souza.

 

História de sucesso

Para finalizar, vamos retornar à história de Marcos Vinicius Souza. O estudante, mesmo tentando se preparar para a prova, não passou na primeira vez. Nem na segunda. Nem na terceira. Em nenhuma delas, porém, pensou em desistir. Pelo contrário, foi adequando sua estratégia de estudos para melhorar seu desempenho. “Depois de três semestres que tentei e não consegui, mudei definitivamente minha estratégia. Passei a fazer mais exercícios, li mais e parei de ficar lendo as mesmas coisas. Comecei a ler outros livros e revistas de atualidades, com mais ênfase para os exercícios”, lembra Souza.

O resultado não podia ser melhor. Literalmente. Além de conseguir aprovação no vestibular da UFG (Universidade Federal de Goiás), Souza foi o PRIMEIRO COLOCADO na prova da UnB, onde tanto queria estudar. Portanto, fica o exemplo. “A prova não é um veredicto, é fonte de aprendizado. É muito importante, insisto, que o candidato saiba utilizar o exame como tal para aprender com seus próprios erros. Vestibular não decide se o candidato é ou não um gênio”, finaliza Birner.