Como parar de enrolar e começar a estudar em 7 passos

Você é daqueles que ficam deixando tudo para depois e acabam sempre acumulando um monte de coisa para estudar? Conversamos com especialistas para reunir dicas práticas para ajudar a vencer esse hábito

Ana Prado | 25/04/2012 13h 33

É ano de vestibular e há um monte de coisa para estudar e livros para ler. Você ia começar a maratona de estudos em janeiro, mas todos os seus amigos ainda estavam de férias e você achou que merecia relaxar um pouco também. Justo. Mas, em fevereiro, ainda estava em ritmo de férias e achou que teria tempo suficiente para estudar ao longo do ano. Resultado: adiou tudo mais um pouquinho. Então chegou o mês de março. Mas aí seu irmão veio com um videogame novo e você foi incapaz de focar nos estudos enquanto não zerasse os jogos que ele comprou. E agora já estamos quase em maio e já tem matéria acumulada para estudar.

Identificou-se com essa história? Se a resposta for sim, saiba que você não é o único. E que essa enrolação toda tem até um nome (bem feio, por sinal): procrastinação. A palavra, do latim, significa basicamente deixar de lado ou postergar para outro dia. “Esse problema não acomete só os estudantes; os adultos também fazem isso”, explica o professor Alberto Francisco do Nascimento, coordenador do Anglo Vestibulares. “Quando vamos viajar, por exemplo, mesmo que tenhamos comprado as passagens há meses, acabamos sempre fazendo a mala na última hora”, completa.

A procrastinação é algo tão comum entre os estudantes, que muitas universidades americanas mantêm páginas em seus sites oficiais com conselhos de como vencê-la. Depois de consultar estudos e especialistas no assunto, reunimos aqui algumas dicas para ajudar você a parar de enrolação.

1. Saiba o que quer.
Quando você realmente quer algo, se sente mais motivo a lutar por isso. Se não está muito certo, fica mais difícil. É o que acontece, por exemplo, caso o seu pai queira que você se empenhe para passar em Medicina, enquanto sua preferência é pelo Jornalismo. Assim, resolva essa questão o quanto antes e descubra o que realmente quer fazer.

2. Organize-se. Mas respeite o seu tempo para a diversão também
É preciso ter tempo para tudo, incluindo dormir o suficiente, comer e se divertir um pouco. Você não precisa (nem pode!) riscar essas coisas do seu planejamento. “O que não pode é reservar mais tempo para o lazer do que para o estudo”, diz o professor Alberto. A melhor maneira de organizar isso é ter um bom planejamento. “Se não tiver isso, a pessoa acaba passando quatro horas no Facebook e deixa só meia hora para estudar”, completa. Assim, monte um cronograma com as tarefas que precisam ser feitas, mas inclua nele um espaço para um cineminha e coisas assim.

– Aprenda a organizar seus estudos

3.Seja realista quanto ao tempo que você levará para cada tarefa
“Os procrastinadores tendem a ser ‘heroicos’ em relação ao tempo: eles estimam que levarão duas horas para completar uma tarefa para a qual a maioria das pessoas levaria quatro”, diz a página sobre procrastinação do site da Universidade da Carolina do Norte. Antes de fazer seu planejamento, descubra quanto tempo você realmente leva para fazer as coisas ao traçar planos – mas leve sempre em consideração imprevistos e interrupções. Em uma tarde de perfeita concentração e disposição, pode ser que você leve apenas uma hora para resolver todos os exercícios de gramática que tem para aquele dia. Mas se o mais comum é que esteja sempre meio cansado quando senta para resolvê-los, precisa ser realista e considerar que precisará de mais tempo. Estabelecer alvos difíceis de cumprir só irá desanimá-lo.

4. Comece!
Para o especialista em procrastinação Timothy A. Pychyl, deixar tudo para depois pode virar mania – e, para vencê-la, é necessário estabelecer um novo hábito: começar as coisas já. Trocar o “depois eu faço” pelo “vamos resolver isso logo” é um primeiro passo fundamental para vencer a enrolação. Sem contar que, quanto mais a gente enrola, mais complicadas as tarefas parecem ser. Se você matar os exercícios de logaritmo logo depois da aula, terá grandes chances de descobrir que a matéria não é tão impossível quanto parece (até porque a explicação do professor ainda estará mais fresca em sua cabeça).

5. Livre-se das distrações
Quando for estudar, desligue a TV e o celular. Se o videogame é uma grande tentação, esconda-o até colocar suas tarefas em dia. Dependendo do seu nível de procrastinação, pode ser necessário tomar atitudes mais radicais. Se o Facebook se tornou um vício, por exemplo, instale algum programa que controle o acesso a redes sociais no seu navegador ou desinstale o aplicativo do seu smartphone. O importante é detectar o que atrapalha você e se livrar disso.

– Confira 13 dicas para se concentrar na hora dos estudos

6. Encare seus estudos como uma profissão
Você está se preparando para entrar em uma faculdade com o objetivo de virar um bom profissional, certo? Isso quer dizer que, quando arrumar um emprego na área dos seus sonhos, você pretende se dedicar ao máximo e ser responsável. “Assim como acontecerá em sua vida profissional, é necessário que você, como estudante, cumpra horários, se organize, faça cronogramas de trabalho e siga os planos com seriedade”, explica o professor Alberto. Acredite: no trabalho, você não terá a opção de esperar até ter vontade de fazer as coisas. Por que não começar a adquirir para si essa responsabilidade agora mesmo?

7. Aprenda a gostar de estudar
Às vezes, precisamos nos acostumar com certos alimentos que nos fazem bem, como alguns legumes e vegetais. Com o tempo, a gente acaba até gostando. O mesmo pode acontecer com os estudos – ou com as matérias em que você tem mais dificuldade. Esforce-se para aprender a gostar delas. Quando começamos uma tarefa com pensamentos como “que droga, vou ter que estudar essa matéria horrorosa!”, a coisa já começa mal e sua mente não vai ajudar tanto quando ajudaria em algo prazeroso – como o videogame.

 

Bolsa para Cursos de Língua e Cultura Espanholas 2012-2013

VIII Edital de Bolsas 2012/2013

A Universidade de La Rioja, comprometida com o trabalho de difusão do conhecimento e da Língua Espanhola, oferece o programa de Cursos de Língua e Cultura Espanholas 2012-2013, dirigido para estudantes e para graduados de Universidades Brasileiras ou com residência permanente na República Federativa do Brasil, que desejam aprender espanhol ou aperfeiçoar seus conhecimentos nesta língua.

Diante disto, conscientes da importância do Espanhol no Brasil, assim como de que a aprendizagem de um idioma é um elemento capaz de contribuir para a integração e para a coesão com os países iberoamericanos, a Universidade de La Rioja, com o apoio e patrocinado pelo Banco Santander, oferece 7 (sete) bolsas para a realização de um curso trimestral de Cursos de Língua e de Cultura Espanhola para o próximo ano acadêmico 2012-2013, gestionadas pela Fundação da Universidade de La Rioja.

Bolsas serão distribuídas para graduação-sanduíche nos EUA e na Europa

Ciência sem Fronteiras
Sexta-feira, 03 de fevereiro de 2012 – 17:01
O programa Ciência sem Fronteiras recebeu 36.172 inscrições de candidatos que desejam estudar em instituições de ensino superior dos Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Alemanha ou França. A seleção de estudantes é para cursos de graduação-sanduíche que começam no segundo semestre deste ano. Eles concorrem a cerca de 10 mil bolsas.

Os dados são da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia do Ministério da Educação que coordena as chamadas públicas do programa, em conjunto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O governo federal lançou cinco editais em dezembro de 2011 e as inscrições foram encerradas em 31 de janeiro. Entre os países objeto dessas chamadas públicas, os mais procurados pelos estudantes brasileiros foram os Estados Unidos, com 9.440 inscrições, e Reino Unido, com 4.928 concorrentes.

De acordo com o diretor de relações internacionais da Capes, Márcio de Castro Silva Filho, os selecionados vão ingressar nos cursos em setembro. Neste momento, explica, a Coordenação analisa as fichas de inscrição para verificar se os candidatos prestaram todas as informações solicitadas. Assim que concluir esse trabalho, a Capes envia as relações de estudantes para cada instituição de ensino superior brasileira que participou das chamadas públicas de dezembro do ano passado.

Márcio de Castro informa que será responsabilidade do comitê do programa Ciência sem Fronteiras da instituição, seja pública ou privada, conferir as informações prestadas no cadastro e verificar itens, como o histórico escolar, se o estudante está dentro do período do curso exigido e, em especial, se tem proficiência no idioma do país onde pretende estudar. As inscrições homologadas na instituição serão devolvidas à Capes e ao CNPq.

Na sequência, a Capes e o CNPq encaminham a relação de candidatos selecionados para as agências internacionais em cada país. Serão as agências internacionais que vão definir em que instituição cada bolsista vai estudar.

Viagem – Os candidatos que ganharem bolsas de estudos do governo brasileiro para estudar na França, Itália, Alemanha, Estados Unidos ou Reino Unido seguem para os países em três momentos. Segundo o coordenador de relações internacionais da Capes, os estudantes com domínio intermediário da língua do país de destino, embarcam em junho ou julho para curso intensivo no idioma. Na Alemanha, por exemplo, o curso preparatório será de três meses (embarque em junho), e na França, dois meses (embarque em julho). As aulas de reforço no idioma também serão custeadas pelo Brasil.

Já aqueles candidatos com atestado de proficiência no idioma viajam no início de setembro, que é quando começam as aulas nos países do hemisfério norte.

Oportunidade – Como o programa Ciência sem Fronteiras tem duração de quatro anos, com seleções até 2014, Marcio de Castro recomenda aos brasileiros que estudem idiomas e que se esforcem para aproveitar as oportunidades que serão oferecidas nos próximos editais. Ter uma experiência no exterior durante a graduação, diz o diretor, tem impacto favorável na vida pessoal e profissional. “Não percam essa oportunidade”, recomenda.

A previsão da Capes é lançar novos editais ainda neste semestre para Portugal, Bélgica, Espanha, Coréia e Canadá.

Intercâmbio – O Ciência sem Fronteiras, lançado em 26 de julho de 2011, é um programa do governo federal destinado a consolidar, expandir e a promover a internacionalização da ciência e da tecnologia, da inovação e da competitividade brasileiras por meio do intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação e da mobilidade internacional. Está prevista a concessão de até 75 mil bolsas em quatro anos, de 2011 a 2014.

Ionice Lorenzoni

Conheça o programa Ciência sem Fronteiras.

Palavras-chave: educação superior, graduação-sanduíche, bolsas, Ciência sem Fronteiras, Capes

Universitário, entenda o mercado de trabalho

Segundo especialista, é preciso estar atento às competências exigidas pelas empresas.


Por Rômulo Martins

Universitário, entenda o mercado de trabalho Na semana passada, você acompanhou como um estudante deve escolher a profissão. Agora, o Empregos.com.br ajuda você a identificar os atalhos para se dar bem no mercado de trabalho. Gostar do que faz é um grande passo para ter sucesso profissional, mas não é tudo. Lettícia de Paula Diaz Rey, 23, é estudante do 4º ano de Arquitetura e Urbanismo na USP. Antes de prestar vestibular, pensou em cursar Artes, mas ficou com receio de não conseguir sobreviver apenas de arte. “Percebia que pessoas da área acabavam na sala de aula. Não era o que queria para mim. Escolhi um curso que também está ligado à criatividade.”

Segundo a psicóloga Maria da Conceição Uvaldo, coordenadora de serviços de orientação profissional da USP, entender a lógica do mercado de trabalho é fundamental na carreira, mas há que se tomar cuidado com informações enviesadas. Ela destaca, por exemplo, que a falta de profissionais de nível técnico no país não deve ser motivo de o jovem desistir dos cursos de graduação. “É preciso ponderar que apenas 17% da população brasileira têm nível superior.”

Maria da Conceição esteve na 5ª edição da Feira das Profissões da USP, que ocorreu no Centro de Práticas Esportivas da universidade durante os dias 4 e 6, em São Paulo. A orientadora profissional destaca que ainda que haja uma grande concentração de profissionais de nível superior em algumas regiões, faltam em outras. “É preciso avaliar em qual região você se encontra.”

No ABC Paulista (que compreende as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, na grande São Paulo), região onde estão localizadas grandes indústrias, por exemplo, quem faz curso técnico tem emprego garantido. “E a maior parte deles ganha bem”, aponta Maria da Conceição. “Mas o jovem não deve deixar de fazer graduação apenas por esse viés de mercado”, reforça.

Estágio
Para a orientadora profissional da USP, o jovem universitário não deve se basear apenas no que o professor diz em sala de aula sobre o mercado de trabalho. “É importante conhecer profissionais da área, participar de congressos e palestras que fujam do círculo acadêmico”.

Ela afirma que deixar de fazer estágio durante a faculdade nem sempre é um problema. “Um aluno de Engenharia que estuda em período integral não terá tempo de estagiar e, muitas vezes, a própria faculdade vai lhe proporcionar experiências práticas importantes.”

Universitário, entenda o mercado de trabalho É o caso de Lettícia de Paula, que estuda Arquitetura e Urbanismo em período integral. Apesar da impossibilidade de estagiar, ela participa de projetos práticos desde o primeiro ano de faculdade. “Inclusive ganhei prêmios nos concursos dos quais participei dentro da universidade em parceria com empresas privadas.”

Por outro lado, em determinadas áreas fechar-se ao universo acadêmico é insuficiente. “Um estudante de Jornalismo de meio período, por exemplo, tem de correr atrás da experiência de estágio, pois faz parte da sua formação acadêmica”, diz Maria da Conceição.

Humildade e comunicação
Segundo a psicóloga, a grande reclamação em relação ao estagiário ou jovem recém-formado é a falta de humildade. “Em geral o jovem chega ao mercado de trabalho muito arrogante. Acha que sabe tudo, que os mais velhos nada sabem e são acomodados”. Para ela, essa postura só prejudica. “Seja humilde e tente aprender com as pessoas que estão no mercado há mais tempo. Tenha paciência, inclusive, com os erros desses profissionais. Isso pode ajudar você a alavancar a carreira.”

A orientadora diz ainda que grande parte dos jovens é carente da competência da comunicação, uma das mais valorizadas pelas empresas. “O jovem não consegue expressar o que sabe e o que pensa; tem dificuldade de formular perguntas. Esse é um dos fatores que mais reprovam nos processos de seleção.”

Atualização constante
A inovação tecnológica e as mudanças socioeconômicas alteram significativamente o mercado de trabalho. Algumas carreiras deixam de existir, outras passam por grandes transformações. Maria da Conceição destaca que é preciso estar antenado ao movimento do mercado.

“É fundamental ler sobre sua área e manter contato com profissionais do ramo para antever as mudanças”, diz a especialista. Ela ressalta que a Internet e as redes sociais vêm para facilitar a pesquisa e o acesso a informações, além de estreitar relações. “As redes sociais são embrionárias, no entanto, já fazem parte da vida profissional.”

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