Universitário, entenda o mercado de trabalho

Segundo especialista, é preciso estar atento às competências exigidas pelas empresas.


Por Rômulo Martins

Universitário, entenda o mercado de trabalho Na semana passada, você acompanhou como um estudante deve escolher a profissão. Agora, o Empregos.com.br ajuda você a identificar os atalhos para se dar bem no mercado de trabalho. Gostar do que faz é um grande passo para ter sucesso profissional, mas não é tudo. Lettícia de Paula Diaz Rey, 23, é estudante do 4º ano de Arquitetura e Urbanismo na USP. Antes de prestar vestibular, pensou em cursar Artes, mas ficou com receio de não conseguir sobreviver apenas de arte. “Percebia que pessoas da área acabavam na sala de aula. Não era o que queria para mim. Escolhi um curso que também está ligado à criatividade.”

Segundo a psicóloga Maria da Conceição Uvaldo, coordenadora de serviços de orientação profissional da USP, entender a lógica do mercado de trabalho é fundamental na carreira, mas há que se tomar cuidado com informações enviesadas. Ela destaca, por exemplo, que a falta de profissionais de nível técnico no país não deve ser motivo de o jovem desistir dos cursos de graduação. “É preciso ponderar que apenas 17% da população brasileira têm nível superior.”

Maria da Conceição esteve na 5ª edição da Feira das Profissões da USP, que ocorreu no Centro de Práticas Esportivas da universidade durante os dias 4 e 6, em São Paulo. A orientadora profissional destaca que ainda que haja uma grande concentração de profissionais de nível superior em algumas regiões, faltam em outras. “É preciso avaliar em qual região você se encontra.”

No ABC Paulista (que compreende as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, na grande São Paulo), região onde estão localizadas grandes indústrias, por exemplo, quem faz curso técnico tem emprego garantido. “E a maior parte deles ganha bem”, aponta Maria da Conceição. “Mas o jovem não deve deixar de fazer graduação apenas por esse viés de mercado”, reforça.

Estágio
Para a orientadora profissional da USP, o jovem universitário não deve se basear apenas no que o professor diz em sala de aula sobre o mercado de trabalho. “É importante conhecer profissionais da área, participar de congressos e palestras que fujam do círculo acadêmico”.

Ela afirma que deixar de fazer estágio durante a faculdade nem sempre é um problema. “Um aluno de Engenharia que estuda em período integral não terá tempo de estagiar e, muitas vezes, a própria faculdade vai lhe proporcionar experiências práticas importantes.”

Universitário, entenda o mercado de trabalho É o caso de Lettícia de Paula, que estuda Arquitetura e Urbanismo em período integral. Apesar da impossibilidade de estagiar, ela participa de projetos práticos desde o primeiro ano de faculdade. “Inclusive ganhei prêmios nos concursos dos quais participei dentro da universidade em parceria com empresas privadas.”

Por outro lado, em determinadas áreas fechar-se ao universo acadêmico é insuficiente. “Um estudante de Jornalismo de meio período, por exemplo, tem de correr atrás da experiência de estágio, pois faz parte da sua formação acadêmica”, diz Maria da Conceição.

Humildade e comunicação
Segundo a psicóloga, a grande reclamação em relação ao estagiário ou jovem recém-formado é a falta de humildade. “Em geral o jovem chega ao mercado de trabalho muito arrogante. Acha que sabe tudo, que os mais velhos nada sabem e são acomodados”. Para ela, essa postura só prejudica. “Seja humilde e tente aprender com as pessoas que estão no mercado há mais tempo. Tenha paciência, inclusive, com os erros desses profissionais. Isso pode ajudar você a alavancar a carreira.”

A orientadora diz ainda que grande parte dos jovens é carente da competência da comunicação, uma das mais valorizadas pelas empresas. “O jovem não consegue expressar o que sabe e o que pensa; tem dificuldade de formular perguntas. Esse é um dos fatores que mais reprovam nos processos de seleção.”

Atualização constante
A inovação tecnológica e as mudanças socioeconômicas alteram significativamente o mercado de trabalho. Algumas carreiras deixam de existir, outras passam por grandes transformações. Maria da Conceição destaca que é preciso estar antenado ao movimento do mercado.

“É fundamental ler sobre sua área e manter contato com profissionais do ramo para antever as mudanças”, diz a especialista. Ela ressalta que a Internet e as redes sociais vêm para facilitar a pesquisa e o acesso a informações, além de estreitar relações. “As redes sociais são embrionárias, no entanto, já fazem parte da vida profissional.”

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O desafio de morar sem os pais

Por: Rafaela Bortolin, especial para a Gazeta do Povo

Conciliar panelas e vassouras com apostilas e revisões. Pode parecer estranho, mas esse é o grande desafio dos (muitos) jovens que se mudam para Curitiba nessa época do ano especialmente para terminar o ensino médio ou fazer cursinho. Em busca de mais chances para se preparar melhor para as exigências do vestibular, especialmente o da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o dia a dia destes estudantes é tentar equilibrar os estudos, as tarefas domésticas e as contas a pagar.

Contando os dias para se mudar para Curitiba, Guilherme Marafon, de 18 anos, diz que realmente se sente ansioso, mas muito confiante com essa nova etapa de sua vida. Morador de Para­­naguá, o estudante vai dividir um apartamento com um amigo e fazer cursinho em busca de uma vaga em Medicina na Federal. “Quando surgiu a ideia de morar na capital, fiquei preocupado de não conseguir me sair bem, mas logo vi que só tenho a ganhar com essa oportunidade”, explica.

Quanto à rotina de conciliar estudos e tarefas domésticas, Marafon garante que isso não o assusta. “Já tenho o costume de ajudar minha mãe em casa, então tenho noção do que fazer”, explica. Para dar uma forcinha na faxina, a mãe do estudante deve visitá-lo de vez em quando e planeja visitar a família em Paranaguá todos os fins de semana. “Assim, mato as saudades e ainda levo uma mala com minhas roupas sujas para serem lavadas e trazê-las limpas para Curitiba.”

Vida nova

Segundo Ivo Carraro, psicólogo e coordenador de atendimento ao aluno da sede Batel do Curso Positivo, casos como o de Gui­­lherme são bastante comuns. “Recebemos muitos estudantes nessa situação, vindos de outras cidades. Para eles o ano de vestibular é ainda mais intenso. Não se trata só de estudar bastante, mas de, muitas vezes, morar longe da família e dos amigos, abrir mão de certas ‘mordomias’ e começar uma nova vida com apenas 16 ou 17 anos”, comenta.
Carraro explica que, em situações como essas, é nítido o amadurecimento – muitas vezes forçado – dos jovens. “Nas primeiras semanas, notamos que eles sentem saudades, ficam mais ansiosos e, especialmente os que moram sozinhos, reclamam da solidão e de não ter com quem dividir o cotidiano. Mas logo eles se acostumam, fazem novos amigos, focam no vestibular e todos esses problemas se tornam secundários”, comenta o psicólogo.

Para Deivid Pereira, de 23 anos, que mora em Curitiba desde o fim de 2007 para fazer cursinho, o resultado mais positivo de viver sem família é justamente essa possibilidade de amadurecimento. “É uma rotina árdua, mas muito prazerosa, porque me leva a ser mais adulto e dar valor ao que realmente importa na vida”, comenta o estudante que nasceu em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Autonomia

É necessário ter muita atenção para que a ansiedade nessa nova fase não seja prejudicial para o vestibulando. “Sem os pais para cobrar, muitos podem ficar acomodados e não estudar ou, no outro extremo, estudar demais por não ter quem faça um controle”, diz o psicólogo Tonio Luna. Por isso, o me­­lhor é se planejar e tentar aproveitar essa fase da melhor forma possível.

Inicialmente, essa rotina de se dividir entre os livros e as panelas pode até ser mais puxada, mas tem um final feliz. “Sem os pais, os jovens passam a ter que se virar, então ganham muita autonomia e determinação. Além disso, sair de casa com essa idade e ainda se superar para vencer o desafio do vestibular é a maior de todas as vitórias”, explica Luna.

Cinco dicas para se sair bem nessa nova fase:

Organização sempre

Monte um cronograma de horários e tente segui-lo à risca. Para isso, escreva sua rotina e a deixe visível em vários cômodos da casa, assim você a vê com frequência e não se esquece dos compromissos (principalmente das contas!).

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Não se desespere!

Essa é a regra número 1. Em muitos casos, a adaptação é difícil e é comum que o aluno tenha uma queda de rendimento nessa transição já que, em geral, a escola antiga era bem menos puxada que o novo colégio ou cursinho. Por isso, é importante não se desesperar e manter o foco nos estudos.

Não se cobre tanto

Em relação às tarefas domésticas, não precisa se cobrar demais. Provavelmente você não terá tempo para deixar sua casa “brilhando” todos os dias, então tente fazer o seu melhor para manter o apartamento limpo e organizado.

Saudades, sim!

Sentir saudades é normal, principalmente nas primeiras semanas, e pode ser bom para você descobrir o quanto ama as pessoas que ficaram na sua cidade. Não perca tempo se lamentando por essas ausências e procure fazer novos amigos. Isso com certeza ajuda a amenizar essa falta.

Procure a sua turma

Ao chegar na nova cidade, você não precisa se sentir “um peixe fora d’água”. Curitiba, por exemplo, tem um grande número de pessoas vindas de outras cidades, então é muito fácil encontrar outros estudantes que também estão longe da família. Também é possível fazer amizade com os curitibanos.

Fontes: Tonio Luna, psicólogo. Ivo Carraro, psicólogo e coordenador de atendimento ao aluno da sede Batel do Curso Positivo.