As 10 profissões que mais sobram vagas no Brasil

 

avatarUm estudo da consultoria Manpower Group revelou que o Brasil é o segundo País com maior dificuldade em preencher vagas nas empresas. Quase 70% dos empresários enfrentam esse problema – o dobro da média global de 35%. Confira abaixo quais são os cargos com maior dificuldade para se preencher no Brasil:
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  1. Técnicos

 

  1. Operadores de Produção

 

  1. Contadores e Profissionais de Finanças

 

  1. Trabalhadores de Ofício Manual

 

  1. Operários

 

  1. Engenheiros

 

  1. Motoristas

 

  1. Secretárias, Assistente Administrativo e Aux. de Escritório

 

  1. Representantes de Vendas

 

  1. Mecânicos

Por que o momento é bom para procurar o headhunter

Candidatos têm maior poder de barganha com a consultorias de recrutamento, alerta Sergio Sabino, diretor para a Amércia Latina do PageGroup

Homem estendendo a mão

Para fidelizar profissionais, consultorias de recrutamento dão mais importância para o tratamento dado aos candidatos.

São Paulo – Pesquisa realizada pela consultoria Fellipelli com mais de 2,6 mil profissionais indica que mais de 40% pretendem mudar de emprego ainda este ano motivados pela busca de salários mais altos, plano de carreira, flexibilidade de horário e chefes melhores.

E, de acordo com Sérgio Sabino, diretor para a América Latina do PageGroup, o momento é mesmo excelente para os candidatos a oportunidades profissionais, tendo em vista as recentes mudanças na maneira de se recrutar no Brasil. “O mercado de recrutamento está mais dinâmico comercialmente, a quantidade de empresas que oferecem este tipo de serviço cresceu”, diz.

Com mais opções de empresas, a fidelidade dos departamentos de Recursos Humanos às consultorias de recrutamento caiu. A tendência agora, explica Sabino, é as consultorias ganharem a confiança dos profissionais e não mais tanto das empresas contratantes.

Ou seja, o olhar dos headhunters está voltado para os candidatos. Confira quais as vantagens desta mudança de ponto de vista de quem está de olho do mercado para mudar de emprego:

1 Mais opções para enviar currículo

Se antes os executivos em busca de uma nova oportunidade profissional recorriam às poucas consultorias de recrutamento existentes, atualmente, as opções saltam aos olhos dos profissionais. “Antigamente eram duas empresas, hoje ele tem 12 opções de empresas para mandar currículo”, diz Sabino.

Embora muitas vagas possam não ser exclusivas das consultorias, quanto mais consultorias de recrutamento, mais chances de encontrar a oportunidade que mais se encaixa ao seu perfil.

2 Bons profissionais são “disputados”

O mercado de recrutamento sorri para os executivos mais talentosos. Na tentativa de fidelizar profissionais, empresas tem dado mais importância para o tratamento dado aos candidatos.

“Se o candidato confia mais em mim, vou conhecer a intenção dele em se movimentar antes do que outras consultorias, entrevistar ele primeiro e sair na frente na hora apresentar ele ao mercado”, diz Sabino.

3 A relação está mais customizada

A relação headhunter-candidato mudou. Aquela figura do headhunter “todo poderoso”, no pedestal, que olha para o candidato como se estivesse fazendo um favor a ele está com os dias contados. A falta de feedback sobre a aprovação ou não também tende a acabar ou, pelo menos, tornar-se muito mais rara do que é hoje.

“A gente trabalha para reduzir o nível de frustração, tentando comunicar melhor e treinando os consultores”, diz Sabino explicando que, se a empresas contratantes não apostam em contratos de exclusividade com as consultorias, o candidato agora é encarado como cliente.

Com, isso os profissionais têm mais poder de barganha e não precisam se sujeitar a tantas exigências, como era comum antigamente. “Eles pode ditar os rumos dos processos de seleção, podem opinar mais”, diz Sabino.

Profissional com nível superior ganha 219% a mais

Segundo os números, o salário médio de alguém que fez faculdade foi de 4135,06 reais, enquanto os trabalhadores sem nível superior ganharam 1294,70 reais

Executiva de gravata

Pesquisa informou que, entre 2010 e 2011, o aumento de mulheres empregadas foi superior ao dos homens, 5,7% contra 4,7%

São Paulo – Uma pesquisa divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira comprovou a disparidade dos salários entre profissionais com ensino superior para aqueles que não têm um diploma universitário.

Com base nos valores de 2011, o instituto afirmou que os assalariados com nível superior ganham, em média, 219,4% a mais em relação aos que não contam com formação.

Segundo os números, o salário médio de alguém que fez faculdade foi de 4135,06 reais, enquanto os trabalhadores sem nível superior ganharam 1294,70 reais.

O IBGE também afirmou que o número de trabalhadores diplomados em 2011 foi superior a 2010, mas a porcentagem ainda é pequena: apenas 17,1% da população assalariada brasileira conta com algum tipo de formação universitária.

Outro dado relevante da pesquisa diz respeito à participação feminina no mercado de trabalho. A pesquisa informou que, entre 2010 e 2011, o aumento de mulheres empregadas foi superior ao dos homens, 5,7% contra 4,7%. Mesmo assim, eles ainda são maioria nos postos de trabalho, com 57,7% das vagas ocupadas. Os homens também continuam a ganhar mais: em média, os salários masculinos são 25,7% maior que o das mulheres.

Em 2011, as três cidades que ofereciam os melhores salários foram Brasília (6,3 salários mínimos), Florianópolis (4,8) e São Paulo (4,6).

 

As regras para elaborar um bom currículo para executivos

Complexidade dos cargos no alto escalão exige currículos focados em resultados e que mostrem, nas entrelinhas, o quanto bom líder o executivo é

Getty Images

executivos

São Paulo – É preciso muita envergadura profissional para pleitear (e conquistar) uma oportunidade profissional em um cargo de nível executivo. E isso deve ser exibido em cada linha do currículo de quem se candidata a este tipo de vaga.

Por conta disso, de acordo com Ricardo Amatto, diretor da Fesa, o currículo feito sob medida para atender a um cargo do alto escalão das empresas possui algumas peculiaridades quando comparado com outros modelos do tipo. Veja quais são elas:

Hierarquia

Mais do que as qualidades técnicas, é a capacidade de liderar pessoas, tomar decisões rápidas e negociar, entre outras habilidades comportamentais, que fazem a diferença na rotina corporativa de um gestor. Tais competências, contudo, só podem ser provadas por meio das vivencias que você teve ao longo da carreira. Por isso, por melhor que seja sua formação educacional, comece pelo tópico de experiência profissional.

Prove sua experiência

De acordo com Amatto, é essencial mostrar qual é o “tamanho da cadeira” que você ocupa atualmente. Como? No item descrição do cargo, liste o número de pessoas que estão sob sua batuta e a quem você se reporta. “Isso dá uma boa noção sobre a sua situação dentro da estrutura organizacional”. Saliente também o perfil da equipe que você lidera ou liderou.

Exiba as conquistas e experiências relevantes

Os resultados que você entrega servem como termômetro para avaliar suas estratégias de gestão. Por isso, não deixe de mencioná-los no currículo – logo abaixo da descrição de cada cargo. Descreva também seu envolvimento em fatos estratégicos da companhia – como um processo de fusão e aquisição, entre outros.

Liste o que você faz fora do expediente

Elencar, no currículo, hobbies, atividades como dar aulas em cursos diversos e interesses ainda não faz parte da cultura brasileira e nem é uma postura obrigatória. Mas, de acordo com o especialista, isso pode ajudar o recrutador (que lê o currículo) a traçar melhor seu perfil.

Tenha uma cover letter

“Para o alto escalão, posições de diretoria, uma carta de apresentação é bem vista”, afirma Amatto. É lá que você poderá aprofundar algumas questões não pertinentes ao currículo e esboçar melhor seu perfil tendo em vista as habilidades comportamentais. “É algo que pode acrescentar valor ao processo”, diz.

Duas páginas é o ideal

Por mais extensa que seja a sua experiência, elabore um currículo de no máximo (no máximo mesmo) três páginas. O ideal, de fato, são duas, explica o especialista. “A ideia é o executivo despertar a atenção de quem vai receber o material”, diz o diretor da Fesa.