Funcionário endividado: sua empresa pode pagar essa conta

O colaborador com problemas financeiros tem a produtividade reduzida e pode chegar a ações extremas, como pedir para ser demitido

Por Roseli Garcia*
Divulgação

Existem diversos fatores que influenciam no modo como os colaboradores se sentem, mas vou citar particularmente um fator: o endividamento.

Quando o colaborador está com dificuldades financeiras, seu humor muda, seu semblante demonstra preocupação, sua alegria fica sufocada pela ansiedade em resolver seus problemas. Vêm as dores de estômago, insônia, estresse e irritabilidade. Quem já passou alguma crise financeira sabe bem o que isso significa.

Os problemas relacionados à falta de dinheiro podem levar o colaborador a faltar no trabalho, ficar desatento durante o expediente, ter sua produtividade reduzida, gerar aumento de acidentes e até motivar pedidos de demissão.

Não raro, é possível observar nas empresas algumas movimentações, tais como ver os colaboradores “vendendo” seu vale-refeição sob taxas extravagantes para gerar um dinheiro extra ao orçamento ou quando aguardam a cesta básica, ávidos por ter à sua mesa alguma novidade além do arroz e feijão de cada dia. Há casos mais graves, como quando o colaborador recebe seu contra-cheque zerado, em função dos descontos de empréstimos consignados e de outras dívidas contraídas para desconto em folha. Há também os casos extremos, como quando o colaborador, embora desempenhe sua função muito bem, pede para ser demitido, na expectativa de receber o fundo de garantia para saldar suas dívidas.

Esse cenário pode parecer exagerado, mas a realidade é que essas ocorrências são mais comuns do que parecem.

O comportamento de endividamento das pessoas tem sido motivo de preocupação há tempos. Embora dados de diferentes fontes sejam divergentes quanto aos índices aferidos, isto é, a evolução dos números de famílias ou pessoas endividadas seja diferente conforme a fonte, todos eles mostram que, nos últimos anos, as pessoas estão mais endividadas.

E são as pessoas que tocam os projetos de sua empresa, colocam em execução sua estratégia e realizam a interação com o seu cliente, seja para vender seus produtos, seja para atender suas demandas de relacionamento. Envergonhadas e constrangidas, elas dificilmente terão a iniciativa de informar que estão sem condições de realizar uma determinada tarefa ou atividade, devido às suas dificuldades financeiras.

É por isso que a demanda de gerir o público interno da empresa é um item de suma importância. Além de toda a preocupação com a valorização da relação do funcionário com a empresa, por meio da oferta de benefícios e de uma gestão competente e inspiradora, é necessário ir além. A empresa moderna deve se preocupar em implantar ações consistentes para minimizar o nível de endividamento dos funcionários, tais como realizar atividades de orientação sobre orçamento familiar, estabelecer políticas de prevenção contra o endividamento, orientar sobre o uso adequado do cartão de crédito, entre outras ações.

Ao melhorar a condição econômica da família e do funcionário, haverá uma integração melhor daquela família com a empresa. O esforço conjunto da empresa e do funcionário para retomar a saúde financeira do profissional promove o fortalecimento dos laços, resultando em benefícios para ambos.

Além disso, a saída de um bom funcionário representa despesas indenizatórias, perda da memória e do conhecimento tácito da organização, além da necessidade de investimento em treinamento do substituto. Pode custar mais caro do que a realização de ações voltadas para o planejamento orçamentário e educação financeira.

Para programar as ações, vale realizar cursos, palestras, seminários e treinamentos, distribuição de folhetos, cartilhas, planilhas, exibição de filmes, dentre outras ações.
A Associação Comercial de São Paulo, por meio do Movimento de Apoio ao Consumidor-MAC, distribui gratuitamente a cartilha com a orientação de como limpar o nome e realizar o orçamento doméstico. Realiza também o treinamento Gente que Economiza, para a formação de multiplicadores que, após participarem do treinamento na ACSP, levam o material e podem reproduzir os ensinamentos adquiridos aos seus colegas na empresa.

Seja um parceiro de seu funcionário e perceba como a saúde financeira dos colaboradores pode significar lucro a médio e longo prazo.

*Roseli Garcia é Superintendente de Produtos e Serviços da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

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FGV Online lança dez novos cursos gratuitos a distância

Por: Fundação Getulio Vargas – Portal Agrosoft

O FGV Online está lançando dez novos cursos gratuitos no Open Course Ware Consortium (OCWC), a maior rede de educação compartilhada da internet. A FGV é a primeira instituição de ensino brasileira a ser membro do consórcio e a única a emitir certificados aos participantes que concluem a programação.

O FGV Online participa da OCWC desde julho de 2008, com quatro cursos: Ciência e Tecnologia, Diversidade nas Organizações, Ética Empresarial e Recursos Humanos. Agora, mais dez cursos gratuitos estão sendo lançados na Rede, entre eles, dois destinados a professores do ensino médio e um sobre a nova reforma ortográfica.

O OCWC é o maior movimento de educação compartilhada da Web e o seu principal objetivo é a promoção da livre difusão de materiais educacionais e formas de pensamento, seguindo o mesmo conceito dos softwares de código aberto. “O projeto do OCWC está em sintonia com a filosofia do FGV Online. A educação a distância vem promovendo uma grande democratização do conhecimento”, ressaltou o diretor executivo do FGV Online, Stavros Xanthopoylos.

Mais de 100 instituições de ensino de renome internacional são membros do consórcio que já atraiu usuários de 215 países

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de todos os continentes. Entre os integrantes do OCWC estão o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT); a Escola de Direito de Harvard; a Universidade de Yale; a própria Universidade da Califórnia de Irvine; entre outras.

CONFIRA A LISTA DOS CURSOS

Tópicos temáticos introdutórios na área de Gestão Empresarial:

Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
História da Questão Ambiental

Gestão de Marketing
Produto, Marca, Novos Produtos e Serviços

Gestão da Tecnologia da Informação
TI nas Organizações: Estratégia e Conceitos

Estratégia de Empresas
Introdução à Administração Estratégica

Técnicas de Gerência de Projetos
Gerenciamento do Escopo do Projeto

Tópicos temáticos introdutórios na área de Metodologia:

Metodologia de Pesquisa
Conhecimento, saber e ciência

Metodologia do Ensino Superior
Universidade e Sociedade

Cursos para professores do Ensino Médio:

Filosofia
Sociologia

Novas Regras Ortográficas da Língua Portuguesa:

Quiz: Jogo das Novas Regras Ortográficas
Reconhecendo Texto e Contexto

Para mais informações e inscrições, acesse: http://www.fgv.br/fgvonline.

Jovem enfrentará novo mercado no futuro

Por: Marina Dias – Revista Veja

Ao chegar ao mercado de trabalho, dentro de dez anos aproximadamente, os adolescentes que atualmente estão nas escolas encontrarão um ambiente substancialmente diferente. A oferta de emprego deverá ser menor do que a atual, e será fundamental investir no empreendedorismo.

A avaliação é de Luiz Carlos Cabrera, consultor de empresas e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). “É hora de se preparar para o novo mercado de trabalho”, alerta. “Será cada vez mais preciso administrar a própria vida”. Na entrevista a seguir, ele explica como as escolas devem orientar seus alunos para a futura vida profissional e qual o papel da família nesse processo.

Vale a pena preparar adolescentes e até crianças para o mercado de trabalho?
Sim, com certeza. Em primeiro lugar, porém, é preciso esclarecer o que essas crianças e adolescentes vão enfrentar no mercado de trabalho daqui a dez anos. Será um mundo totalmente diferente, em que a oferta de emprego diminuirá à medida em que a população aumenta. Por outro lado, haverá diversas formas de trabalho, com exigências de autonomia e empreendedorismo muito grandes. Por isso, é extremamente útil conversar e esclarecer dúvidas sobre esse novo cenário desde cedo.

Quais serão as novas opções de trabalho daqui a dez anos?
O jovem poderá trabalhar como pequeno empresário, prestador de serviço, autônomo, interino, entre outras opções. Esse tipo de trabalho vai obrigá-lo a aprender desde cedo a organizar sua vida financeira, já que ele não terá um emprego que garanta salário constante, férias e fundo de garantia. Agora é hora de se preparar para o novo mercado de trabalho e saber administrar a própria vida.

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O que os estudantes precisam aprender na escola para que estejam preparados para esse novo mercado?
Essencialmente, três coisas. Primeiro, conhecimento das disciplinas previstas na educação básica, como português, matemática, história etc. Em segundo, conhecimento de mundo, que vai lhes conferir base para que possam identificar oportunidades de trabalho. Por fim, é necessário desenvolver competências pessoais e criar e fortalecer uma rede de relações – responsável, em geral, por indicações profissionais.

A partir de que idade as crianças devem começar a ser preparadas para o futuro profissional?
Aos 14 anos. Nesse momento, é importante discutir sobre o mundo do trabalho e do emprego, com debates e explicações que esclareçam as dúvidas e preparem os jovens para que sejam capazes de gerir a própria vida, inclusive financeira, formando um espírito mais empreendedor e autônomo.

Como isso deve ser feito?
É essencial que a escola coloque os estudantes em contato com pequenos e médios empreendimentos. Não adianta só chamar pessoas de grandes empresas para dar palestras, pois é necessário despertar a curiosidade dos jovens em construir sua própria carreira. Atuação autônoma, empreendedorismo, construção de pequenas empresas de prestação de serviço, legislação e dificuldades burocráticas são alguns dos conceitos que devem ser discutidos desde cedo na escola.

Qual é a responsabilidade dos pais nesse processo?
Os pais devem cuidar do desenvolvimento de dois pontos importantes na vida de seus filhos: competências pessoais, com estímulo a atividades extracurriculares, como música, teatro e esportes, e o estímulo à construção e manutenção das redes sociais.

Como aprender a tomar decisões, trabalhar em equipe ou exercer liderança, competências cada vez mais exigidas pelo mercado?
Atividades esportivas e simulações de ambientes empresariais podem ser ações práticas para o desenvolvimento de competências fundamentais. A preocupação não pode estar apenas em preparar o jovem para prestar vestibular, mas, sim, conferir a ele uma visão de mundo mais ampla, em que ele saiba trabalhar em grupo, ter espírito empreendedor, liderança e autonomia.