Filmes para estudar

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História

Pré-História
Homens das Cavernas (BBC, 2003. Discovery Channel) Dir. John Lynch
A guerra do fogo (EUA, 1981) Dir. Jean-Jacques Annaud
Grécia Antiga
A Odisséia ( Odyssey, The. TUR, 1997). Dir. Andrei Konchalovski
Tróia (Troy, EUA, 2004) Dir. Wolfgang Petersen
Império Romano
Spartacus (EUA, 1960) Dir. Stanley Kubrick
A Queda do Império Romano (Fall of the Roman Emperi, The, EUA, 1964) Dir. Anthony Mann.
Gladiador (Gladiator, The, EUA, 2000) Dir. Ridley Scott
Quo Vadis (ITA, 1986). Dir. Franco Rossi
Júlio César (EUA, 1953). Dir. Joseph L. Manckiewicz
Attila (FRA/ITA, 1955) Dir. Pietro Francisci
Idade Média
O Sopro do Diabo (Aliento del Diablo, El, ESP, FRA, BEL, 1994) Dir. Paco Lucio
A Floresta dos Desesperados (Clearing, The, RUS, EUA, 1992) Dir. Vladimir Alenikov
O Incrível Exército Brancaleone (Armata Brancaleone, II, ITA, 1965) Dir. Mario Monicelli
Jabberwocky (ING, 1977). Dir. Terry Gillian
Coração Valente (Brave Heart, EUA/ING, 1996). Dir. Mel Gibson
Rei Arthur (King Arthur, EUA, 2004) . Dir. Antoine Fuqua
Igreja
Nome da Rosa (Name of the Rose, The, ITA/ALE/FRA, 1986). Dir. Jean-Jacques Annaud
Em Nome de Deus (Stealing Heaven, ING/IUG, 1988). Dir. Clive Donner
Giordano Bruno (ITA, 1973). Dir. Giuliano Montaldo
A Obra em Negro (Deuvre au Noir, FRA, 1987) Dir. André Delvaux
Renascimento
Agonia e Êxtase (Agony and the Ecstasy, The, EUA, 1965). Dir. Carol Reed
Moça Com Brinco de Pérola (Girl Wite a Pearl Earring, ING, 2004). Dir. Peter Webber
Reconquista Espanhola
El Cid (EUA, 1961) Dir. Anthony Mann
1492 – A Conquista do Paraíso (1492: Conquest of Paradise, EUA, 1992) Dir. Ridley Scott
Conquista da América
1492 – A Conquista do Paraíso (Já citado)
Como era Gostoso o meu Francês (BRA, 1972). Dir. Nélson Pereira dos Santos
Aguirre, A Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes, ALE, 1972). Dir. Werner Herzog
A Missão (Mission, The, ING, 1986). Dir. Roland Joffé
Conflitos Católicos x Protestantes
A Rainha Margot (La Reine Margot, ALE/FRA/ITA, 1994). Dir. Patrice Chéreau
Ana dos Mil Dias (Anne of the Thousand Days, EUA, 1969). Dir. Charles Jarrot
Homem Que Não Vendeu Sua Alma (A Man for All Seasons, ING, 1966). Dir. Fred Zinnemann
Lady Jane (ING, 1985). Dir. Trevor Nunn
Lutero (Luther, ALE/ EUA, 2003) Dir. Eric Till
Absolutismo
Homem da Máscara de Ferro (Man in the Iron Mask, The, EUA, 1998).Dir. Rondall Wallace
Rei Pasmado e a Rainha Nua (Rey Pasmado, El, ESP/FRA/POR, 1991)Dir. Imanol Uribe
Elizabeth (EUA, 1998). Dir. Shekhar Kapur
Joana D´Arc de Luc Besson (The Messenge The Story of Joan of Arc, EUA, 1999). Dir. Luc Besson
Brasil Colônia
Casa Grande Senzala (BRA, 1974). Dir. Geraldo Sarno
Xica da Silva (BRA, 1976). Dir. Cacá Diegues
Ganga Zumba (BRA, 1964). Dir. Cacá Diegues
Manino de Engenho (BRA, 1965) Dir. Walter Lima Jr
Carlota Joaquina – A Princesa do Brasil (BRA, 1995). Dir. Carla Camurati
A expansão da fronteira e o índio norte-americano
Dança com Lobos (Dance with Wolves, EUA, 1990) Dir. Kevin Costner
Gerônimo, uma Lenda Americana (Geronimo, na American Legend, EUA, 1993). Dir. Walter Hill
Revolução Inglesa
Cromwell (ING, 1970). Dir. Ken Hughes
Outro Lado da Nobreza (Restoration, EUA, 1996). Dir. Michel Hoffmann
Decadência do Antigo Regime
Ligações Perigosas (Dangerous Liaisons, EUA, 1988). Dir. Stefhen Fears
Caindo no Ridículo (Ridicule, FRA, 1996). Dir. Patrice Leconte
As Loucuras do Rei George (Madness of of King George, The, ING, 1995).Dir. Nicholas Hytner
Independência da América
Independência ou Morte (BRA, 1972). Dir. Oswaldo Massaini
Queimada (ITA, 1970). Dir. Gillo Pontecorvo
Revolução (Revolution, EUA, 1985) Dir. Hugh Hodson
Patriota (Patriot, The, EUA, 2000) Dir. Mel Gibson
Revolução Francesa
A Noite de Varennes (Nuit de Varennes, La, ITA, FRA, 1981). Dir. Ettore Scola
Danton, O Processo da Revolução (Danton, FRA, 1982). Dir. Andrzei Wadja
Período Napoleônico
Os Deulistas (Deullists, The, ING, 1977). Dir. Ridlley Scott
Coronel Chabert (Coronel Chabert, Le, FRA, 1994). Dir. Yves Angelo
Guerra e Paz (War and Peace, EUA/ITA, 1956). Dir. King Vidor
Waterloo (ITA/RUS, 1970). Dir. Serguei Bondarchuk
Revolução Industrial
Germinal (FRA/BEL/ITA, 1993). Dir. Claude Berri
Tempos Modernos (Modern Times, EUA, 1936). Dir. Charles Chaplin
Ver-te-ei No Inferno (Molly Maguires, The, EUA, 1970) Dir. Mertin Ritt
Movimento operário e doutrinas sociais
Os Companheiros (Compagni, II, ITA, 1963). Dir. Mario Monicelli
A Nós a Liberdade (A Nous la Liberté, FRA, 1931). Dir. René Clair
Matewan, A Luta Final (Matewqn, EUA, 1927). Dir. John Sayles
Germinal (Já citado)
Guerra Civil Americana
Tempo de Glória (Glory, EUA, 1989). Dir. Edward Zwick
General ( General, The, EUA, 1927). Dir. Bustner Keaton
Dança com Lobos (Já citado)
Imperialismo
Indochina (Indochine, EUA, 1992). Dir. Régis Wargnier
A Guerra do Ópio (Yapian Zhanzheng, CHI, 1997). Dir. Xie Jin
A Sombra e a Escuridão (Ghost and Darkness, The, EUA, 1996) Dir. Stephen Hopkins
Zulu (ING, 1964). Dir. Cy Endfield
55 Dias em Pequim (55 Days at Paking, EUA/ESP, 1962). Dir. Nicholas Ray
As Montanhas da Lua (Montains of the Moon, EUA, 1990). Dir. Bob Rafelson
Carga da Brigada Ligeira (Charge of the Lighth Brigade, Eua, 1936). Dir. Michael Curtis
Último Samurai (Last Samurai, The, EUA, 2004). Dir. Edward Zwick
Movimentos Messiânicos no Brasil
Canudos (BRA, 1996). Dir. Sérgio Rezende
A Guerra dos Pelados (BRA, 1970). Dir. Sylvio Back
A Paixão de Jacobina (BRA, 2002). Dir. Fábio Barreto
Primeira Guerra Mundial
Morte na Bosnia (Death of Scoolboy, O.S.T., 1990). Dir. Reuben Patzan
Nada de Novo no Front (All Quiet on The Western Front, EUA, 1930) Dir. Lewis Milestone
Galipoli (Austrália, 1981). Dir. Peter Weir
Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, ING, 1962). Dir. David Lian
Lendas da Paixão (Legends of the Fall, EUA, 1994). Dir. Edward Zwick
Glória Feita de Sangue (Phats of Glory, EUA, 1957) Dir. Stanley Kubrick
A Grande Ilusão (La Grand Ilsion, FRA, 1937). Dir. Jean Renoir
Ases do Espaço (Aces High, ING, 1977). Dir. Jack Gold
Revolução Russa
Agonia Rasputin (agony, URSS, 1975). Dir. Elen Klimov
Outubro (Okitiabr, URSS, 1928). Dir. Seguei Eisestein
Reds (EUA, 1981). Dir. Warren Beatty
Encouraçado Potenkin (Bronemosets Potenkim, URSS, 1925). Dir. Serguei Eisestein
Assassinato do Czar (Tsareubijtsa, ING/RUS, 1940). Dir. Karen Shakhanazorov
Crise de 1929
Homens e Ratos (Of Mice and Men, EUA, 1989) Dir. Gary Sinise
Caminho Áspero (Tobaco Road, EUA, 1941). Dir. John Ford
As Vinhas da Ira (Greaps of Wrath, EUA, 1940). Dir. Jonh Ford
Segunda Guerra Mundial
A Cruz de Ferro (Cross of Iron, ITA/ALE/EUA, 1977). Dir. San Peckinpah
Stalingrado (ALE, 1992). Dir. Joseph Vilsmaier
Tempo de Guerra (Don`t Cry Nanking, CHI, 1996). Dir. Wu Ziniu
O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, EUA, 1998).Dir.Steven Spielberg
Além da Linha Vermelha (Thin Red Line, The, EUA, 1988). Dir. Terence Malick
A Lista de Schindler (Schinder`s List, EUA, 1994). Dir. Steven Spielberg
A Vida e Bela (Vita é Bella, La, ITA, 1998). Dir. Roberto Benini
O Grande Ditador (Great Ditactor, The, EUA, 1940). Dir. Charles Chaplin
Sunshine – O Despertar de um Século (Sunshine, ING, 1999) Dir. István Szabó
A Língua das Mariposas (La Lengua das Mariposas, ESP, 1999) Dir. José Luis Cuerda
Descolonização da África
A Batalha de Argel (Bataglia di Algeri, La, ITA/ALG, 1965).dir. Grillo Pontocorvo
A Patrulha da Esperança (Lost Command, EUA, 1966). Dir. Mark Robson
RAS- Regimento de Artilharia Especial (R.A.S., FRA, 1978). Dir. Yves Boisset
Guerra Fria
Doutor Fantástico (Dr. Strangelove or how I Learned to Stop the Worrying and Love the Bomn, ING, 1964). Dir. Stanley Kubrick
O Último Imperador (The Last Emperor, EUA, 1987) Dir. Bernardo Bertolucci
Matinê Uma Sessão Muito Louca (Matinee, EUA, 1993). Dir. Joe Dante
Treze Dias que Abalaram o Mundo (EUA, 2000). Dir. Roger Donaldson
Adeus Lênin! (Good Bye Lenini, ALE, 2004). Dir. Wolfgang Becker
Guerra do Vietnã
Nascido Para Matar (Full Metal Jacket, EUA, 1987). Dir. Stanley Kubrick
Platoon (EUA, 1986). Dir. Oliver Stone
Pecados de Guerra (Casualities of War, EUA, 1989). Dir. Brian de Palma
Ditadura militar no Brasil
Desafio (BRA, 1965). Dir. Paulo César Seraceni
Pra Frente Brasil (BRA, 1983). Dir. Roberto Farias
Lamarca (BRA, 1994) Dir. Sérgio Rezende
Que é Isso Companheiro? (BRA, 1997). Dir. Bruno Barreto
Ação Entre Amigos (BRA, 1998) . Dir. Beto Brant
Bom Burguês (BRA, 1979). Dir. Oswaldo Caldeira
Eles Não Usam Black Tie (BRA, 1981). Dir. León Hirzman
Ditaduras na América Latina e Europa
Fonte: a lista de filmes de história foi feita com indicações do professor Jairo Brum Júnior
A História Oficial (La Historia Oficial, ARG, 1985). Dir. Luis Puenzo
A Morte e a Donzela (Death and The Maiden, EUA/FRA, 1994). Dir. Roman Polanski
Missing, O Desaparecido (Missing, EUA, 1982).Dir. Constantin Costa-Gavras
Z (FRA, 1969). Dir. Constantin Costa Gravas
Estado de Sítio (État de Siége, FRA, 1973). Dir. Constantin Costa-Gavras
Capitães de Abril (POR/FRA/ITA/ESP, 2000). Dir. Maria de Medeiros
Visões (Visiones, ARG, 2003)

Literatura

UFRGS 2010
Filmes baseados em obras indicadas na lista de leituras obrigatórias:
Lucíola, o Anjo Pecador (Brasil, 1975) Dir. Alfredo Sternheim
Memórias Póstumas (Brasil, 2001) Dir. André Klotzel
O Primo Basílio (Brasil, 2007) Dir. Daniel Filho

FONTE: http://www.clicrbs.com.br/especial/br/vestibular/conteudo,0,3837,Filmes.html

Poder Além da Vida (Emoção)

Poder Além da Vida
Um jovem ginasta sonha em participar das Olimpíadas, até que uma séria lesão faz com que conheça um estrangeiro misterioso. Com Nick Nolte e Amy Smart.

seta3.gif (99 bytes) Ficha Técnica
Título Original: Peaceful Warrior
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2006
Site Oficial: www.thepeacefulwarriormovie.com

seta3.gif (99 bytes) Sinopse
Dan Millman (Scott Mechlowicz) é um talentoso ginasta adolescente que sonha em participar das Olimpíadas. Ele tem tudo o que um garoto da sua idade pode querer: troféus, amigos, motocicletas e namoradas. Certo dia seu mundo vira de pernas para o ar, quando conhece um misterioso estrangeiro chamado Socrates (Nick Nolte). Depois de sofrer uma séria lesão, Dan conta com a ajuda de Socrates e de uma jovem chamada Joy (Amy Smart). Ele descobrirá que ainda tem muito a aprender e que terá de deixar várias coisas para trás a fim de que possa se tornar um guerreiro pacífico e assim encontrar seu destino.

seta3.gif (99 bytes) Imagens
– Clique nas imagens para vê-las ampliadas em uma nova janela.




Discurso de Steve Jobs na Universidade de Stanford


Muito inteligente foi o discurso do Steve Jobs (fundador da Apple, Mac e Pixar), em 2005, na universidade de Stanford. Coloco aqui no blog as duas partes (com legendas em português).

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Você tem que encontrar o que você ama

Veja a íntegra do discurso de Steve Jobs, o criador da Apple, para os formandos de Stanford

Por Steve Jobs, o criador da Apple, na Stanford

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei?
Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.
E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.
Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.
Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas – que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo”. Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.

Steve Jobs em Stanford