Facebook prepara estreia de US$5 bilhões na bolsa de valores

  • Por Brian Barrett

Como esperado, o Facebook vai entrar na bolsa de valores, provavelmente no segundo trimestre, e quer arrecadar US$5 bilhões. Com isso, várias informações sobre a Rede Social agora são públicos: 845 milhões de usuários, 100 bilhões de amizades e muita grana indo direto para Zuckerberg. Mercado de ações, diga olá para a ação FB.

Dos 845 milhões de usuários, 483 milhões usam o serviço todo dia, um nível impressionante de atividade (especialmente comparado com os muitos usuários inativos de outras redes sociais, como o Twitter). A empresa teve receita de 3,7 bilhões ano passado, o que é apenas um décimo do que o Google ganhou no mesmo período. Mas por que comparar ao Google? Porque o Facebook ganha a maior parte do dinheiro (85%) com propagandas – assim como o Google.

É impressionante que o Facebook ganhe tanto dinheiro com pequenas propagandas na barra lateral, mas não só disso vive a rede social: 12% da receita veio da Zynga, que faz os joguinhos mais famosos como Farmville e Mafia Wars. Depender tanto de uma só fonte de receita pode intimidar potenciais investidores – principalmente se jogos do Facebook forem uma moda passageira.

E este não é o único obstáculo à frente. Em todo prospecto de oferta pública de ações, a empresa é obrigada a apontar quais as suas potenciais fraquezas – os chamados fatores de risco. E o Facebook tem várias, principalmente na área móvel:

Nós atualmente não geramos de forma direta nenhuma receita significativa do uso de produtos móveis do Facebook, e nossa capacidade em fazê-lo com sucesso não foi provada.

Ou seja, não há forma elegante de fornecer propagandas quando se checa o feed de notícias através de um app para Facebook ou em um navegador móvel. Isso significa que é bastante difícil para o Facebook ganhar dinheiro desta forma. E no celular você não tem acesso aos joguinhos da Zynga…

O Facebook, no geral, parece ser uma plataforma que – apesar de sua proeminência e onipresença global – ainda não se transformou completamente em um negócio. Até o momento, eles não precisaram fazer isso: a empresa teve um bilhão de dólares em lucro no ano passado, quase o dobro de 2010. Para uma empresa privada, isso é ótimo.

Mas uma companhia aberta – ou seja, listada na bolsa de valores – tem muitos acionistas a agradar, grandes investidores exigindo que o Facebook se livre de sua dependência com a Zynga, e que os apps para iOS e Android rendam dinheiro. Como isto vai afetar a experiência, privacidade e segurança dos usuários? É esperar para ver.

E claro, como a oferta de ações está praticamente restrita a grandes investidores, você não poderia entrar no IPO nem ganhar rios de dinheiro. Mesmo assim, vai ser divertido assistir. [SEC]

A importância dos treinamentos para a carreira de profissionais e sucesso de empresas

Especialista explica a explosão de cursos a distância e a relevância de capacitar funcionários para as empresas

Por Fábio Bandeira de Mello, http://www.administradores.com.br

Não é difícil observarmos grandes empresas convocando seus funcionários para treinamentos. No mundo corporativo, essa prática é cada vez mais comum. Empresas optam por investir na capacitação de seus colaboradores para melhorar a excelência de suas atividades dentro da organização ou diante de seu público.

Existe uma infinidade de cursos para ajudar um profisional. Quando falamos em cursos, os mais procurados são para Capacitação (Informação, Desenvolvimento, Treinamento, Marketing, Vendas, Logística, etc), Comunicação Externa (Corporativa, Institucional) e Interno (RH).

Ricardo Franco, Diretor de Relacionamento e TI da Take5
Ricardo Franco, Diretor de Relacionamento e TI da Take 5

Diante desse panorama, o www.administradores.com.br entrevistou Ricardo Franco, diretor de Relacionamento e TI da Take5, empresa especializada em comunicação corporativa que oferece ferramentas com base no conceito multimídia para o mercado. Franco falou sobre a explosão de cursos à distância e a importância dos treinamentos para as empresas e para os funcionários. Confira:

1 – Investir em treinamentos para seus funcionarios está se tornando uma prática cada vez mais adotada pelas empresas. Estamos na “era do investimento profissional”?

Reciclar e capacitar equipes é fundamental. Realmente estamos em uma era onde profissionais são cada vez mais competitivos. O ritmo acelerado aliado às necessidades cada vez maiores de profissionais ágeis exige o investimento em treinamentos. Porém, o grande diferencial esta na pulverização. Empresas que possuem filiais, representantes, distribuidores e canais de venda espalhados pelo Brasil hoje não só podem como devem investir nessa capacitação maior para que a mensagem de uma organização seja uniforme.

O mercado já conta com ferramentas que permitem o treinamento pela internet para facilitar e contribuir com maior conhecimento não apenas de uma equipe interna, mas de todos os colaboradores, internos ou externos, de uma organização.

2 – Além da importância da reciclagem do conhecimento profissional, os treinamentos aumentam a autoestima e motivam o funcionário?


Sempre. Treinar significa investir em profissionais com um propósito único: fazer com que todas as partes cresçam. A nossa empresa Take 5, por exemplo, atende ao mercado com o sistema E-Training, uma plataforma que permite acesso a um portal customizado para empresa que investe em capacitação de equipes e a demanda pela solução tem sido cada vez maior.

3 – Por que algumas empresas investem em treinamentos dos colaboradores e outras preferem dispensar funcionários e contratar novos em seus lugares? Qual é a melhor solução?


Aqui novamente a capacitação esta ligada não apenas a vontade da empresa em fazer com que seu colaborador seja eficiente, mas a buscar esse incentivo interno vindo do próprio funcionário. Se ele recebe treinamentos, mas não está disposto a aprender e a aplicar o conhecimento que adquire, é hora de mudar, verificar se o posto que ocupa realmente tem relação com seu perfil etc, e isso só se descobre com o tempo.

4 – Na última década notamos uma “explosão” de cursos e treinamentos online. O que você destacaria como fatores impulsionadores desse processo?


A aprendizagem online complementa a aprendizagem presencial, principalmente por conta do alcance geográfico, o que possibilita maior abrangência do conteúdo por todas as partes envolvidas com determinada empresa. Alem disso, fatores como a falta de tempo também justificam um investimento em plataformas que tornam o processo mais ágil na transmissão de conhecimento e, nesse sentido, poder disseminar conteúdo em real time, que pode ser acessado de qualquer lugar pelo treinando com um login e senha, traz benefícios significativos.

Você treina uma equipe inteira, ao invés, por exemplo, de passar em diversas cidades no formato presencial. Tudo fica disponível, em real time ou on demand, por conta do acesso ao conteúdo pela internet. No quesito conteúdo, o processo é ainda mais favorável, pois, pelo formato ser online, o treinamento pode ser atualizado de maneira instantânea e simultânea.