Por que o momento é bom para procurar o headhunter

Candidatos têm maior poder de barganha com a consultorias de recrutamento, alerta Sergio Sabino, diretor para a Amércia Latina do PageGroup

Homem estendendo a mão

Para fidelizar profissionais, consultorias de recrutamento dão mais importância para o tratamento dado aos candidatos.

São Paulo – Pesquisa realizada pela consultoria Fellipelli com mais de 2,6 mil profissionais indica que mais de 40% pretendem mudar de emprego ainda este ano motivados pela busca de salários mais altos, plano de carreira, flexibilidade de horário e chefes melhores.

E, de acordo com Sérgio Sabino, diretor para a América Latina do PageGroup, o momento é mesmo excelente para os candidatos a oportunidades profissionais, tendo em vista as recentes mudanças na maneira de se recrutar no Brasil. “O mercado de recrutamento está mais dinâmico comercialmente, a quantidade de empresas que oferecem este tipo de serviço cresceu”, diz.

Com mais opções de empresas, a fidelidade dos departamentos de Recursos Humanos às consultorias de recrutamento caiu. A tendência agora, explica Sabino, é as consultorias ganharem a confiança dos profissionais e não mais tanto das empresas contratantes.

Ou seja, o olhar dos headhunters está voltado para os candidatos. Confira quais as vantagens desta mudança de ponto de vista de quem está de olho do mercado para mudar de emprego:

1 Mais opções para enviar currículo

Se antes os executivos em busca de uma nova oportunidade profissional recorriam às poucas consultorias de recrutamento existentes, atualmente, as opções saltam aos olhos dos profissionais. “Antigamente eram duas empresas, hoje ele tem 12 opções de empresas para mandar currículo”, diz Sabino.

Embora muitas vagas possam não ser exclusivas das consultorias, quanto mais consultorias de recrutamento, mais chances de encontrar a oportunidade que mais se encaixa ao seu perfil.

2 Bons profissionais são “disputados”

O mercado de recrutamento sorri para os executivos mais talentosos. Na tentativa de fidelizar profissionais, empresas tem dado mais importância para o tratamento dado aos candidatos.

“Se o candidato confia mais em mim, vou conhecer a intenção dele em se movimentar antes do que outras consultorias, entrevistar ele primeiro e sair na frente na hora apresentar ele ao mercado”, diz Sabino.

3 A relação está mais customizada

A relação headhunter-candidato mudou. Aquela figura do headhunter “todo poderoso”, no pedestal, que olha para o candidato como se estivesse fazendo um favor a ele está com os dias contados. A falta de feedback sobre a aprovação ou não também tende a acabar ou, pelo menos, tornar-se muito mais rara do que é hoje.

“A gente trabalha para reduzir o nível de frustração, tentando comunicar melhor e treinando os consultores”, diz Sabino explicando que, se a empresas contratantes não apostam em contratos de exclusividade com as consultorias, o candidato agora é encarado como cliente.

Com, isso os profissionais têm mais poder de barganha e não precisam se sujeitar a tantas exigências, como era comum antigamente. “Eles pode ditar os rumos dos processos de seleção, podem opinar mais”, diz Sabino.

Profissional com nível superior ganha 219% a mais

Segundo os números, o salário médio de alguém que fez faculdade foi de 4135,06 reais, enquanto os trabalhadores sem nível superior ganharam 1294,70 reais

Executiva de gravata

Pesquisa informou que, entre 2010 e 2011, o aumento de mulheres empregadas foi superior ao dos homens, 5,7% contra 4,7%

São Paulo – Uma pesquisa divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira comprovou a disparidade dos salários entre profissionais com ensino superior para aqueles que não têm um diploma universitário.

Com base nos valores de 2011, o instituto afirmou que os assalariados com nível superior ganham, em média, 219,4% a mais em relação aos que não contam com formação.

Segundo os números, o salário médio de alguém que fez faculdade foi de 4135,06 reais, enquanto os trabalhadores sem nível superior ganharam 1294,70 reais.

O IBGE também afirmou que o número de trabalhadores diplomados em 2011 foi superior a 2010, mas a porcentagem ainda é pequena: apenas 17,1% da população assalariada brasileira conta com algum tipo de formação universitária.

Outro dado relevante da pesquisa diz respeito à participação feminina no mercado de trabalho. A pesquisa informou que, entre 2010 e 2011, o aumento de mulheres empregadas foi superior ao dos homens, 5,7% contra 4,7%. Mesmo assim, eles ainda são maioria nos postos de trabalho, com 57,7% das vagas ocupadas. Os homens também continuam a ganhar mais: em média, os salários masculinos são 25,7% maior que o das mulheres.

Em 2011, as três cidades que ofereciam os melhores salários foram Brasília (6,3 salários mínimos), Florianópolis (4,8) e São Paulo (4,6).

 

Os 10 países que mais vão contratar em 2013

 

avatarUma pesquisa da consultoria CareerBuilder com mais de 6 mil gerentes de RH, listou os países dentre as dez maiores economias do mundo, que mais vão contratar força de trabalho em 2013. Confira os dez mais:

  1. Brasil: 71% das empresas entrevistadas vão contratar
  2. Índia: 67%
  3. China: 52%
  4. Rússia: 48%
  5. Reino Unido: 30%
  6. Alemanha: 29%
  7. Estados Unidos: 26%
  8. França: 24%
  9. Japão: 22%
  10. Itália: 19%

Fonte: CareerBuilder

Conheça as dez profissões em alta no mercado de trabalho

Amanda Previdelli | 03/05/2012

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou um relatório detalhando como a expectativa de contratação para os próximos anos permanecerá aquecida no país. A pesquisa, que ouviu 402 empresas brasileiras, buscou fazer um levantamento dos setores que mais vão demandar profissionais nos próximos anos.

Engenheiro do ano dá dicas sobre a carreira de Engenharia Civil

De acordo com o estudo, a área de engenharia, junto com o segmento comercial, devem ser as que mais vão mostrar crescimento e vão se manter aquecidas nos próximos anos. Além disso, as empresas buscam uma mão de obra melhor qualificada. Mais da metade delas, por exemplo, já considera indispensável que o candidato possua ensino superior completo. Quase 70% ainda afirmam que algum tipo de pós-graduação também é interessante para quem quer concorrer a uma boa vaga de emprego.

Confira a lista das dez profissões em alta:

  1. Engenheiro de petróleo
  2. Engenheiro de mobilidade
  3. Engenheiro ambiental e sanitário
  4. Médico do Trabalho
  5. Gerente de Recursos Humanos
  6. Controller (contabilidade)
  7. Advogado de contratos
  8. Gerente comercial/vendas
  9. Biotecnologistas
  10. Técnico em Sistemas de Informação

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