Campus da UFSC no Médio Vale terá sede em Blumenau

 

Foi aprovada nesta terça-feira, 13 de agosto, a Resolução nº 19 do Conselho Universitário (CUn), que estabelece a criação do campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na cidade de Blumenau.  Nesta quarta-feira, dia 14, acontece reunião da Câmara de Graduação da UFSC para discussão dos projetos pedagógicos dos cinco cursos que serão oferecidos no novo campus a partir de 2014.

“A ideia é que possamos ter extensões desse campus  em outras cidades próximas, incluindo Indaial e Ascurra. Essa será uma discussão que teremos em um futuro próximo”, destaca a reitora Roselane Neckel. Rogério Souza, pró-reitor adjunto de Graduação e presidente da comissão responsável pela elaboração dos projetos dos novos cursos, acredita que a implantação do campus será muito importante para toda a região do Médio Vale do Itajaí, oferecendo vagas gratuitas de ensino superior em áreas fundamentais. “Por enquanto são cinco cursos, mas queremos ampliar a oferta, atendendo, inclusive, à área de Ciências Humanas”, destaca o professor.

As cinco graduações que devem ser oferecidas são Engenharia Têxtil, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Materiais e as Licenciaturas em Química e Matemática. “Essas propostas estão baseadas em um eixo prioritário que integra desenvolvimento regional, inovação, educação e interação social”, explica.

Para formular os projetos, foram usadas informações de estudos preliminares sobre as demandas e o perfil socioeconômico e cultural da região. Formada por 17 pessoas, a comissão também tem a função de acompanhar e preparar os concursos para os docentes que irão atuar no novo campus. A previsão é que as primeiras 51 vagas para professores efetivos sejam preenchidas no final do segundo semestre de 2013 – assim como as 20 vagas para servidores técnico-administrativos em Educação – e que as aulas comecem em março de 2014. Serão oferecidas 500 vagas para ingresso nos cinco cursos.

O local exato de instalação da UFSC em Blumenau ainda não foi definido. O diretor-geral do novo campus, Juan Flores, informa que a Administração Central da Universidade tem se esforçado para encontrar o melhor imóvel, considerando prognósticos de compra ou doação de terrenos e o futuro crescimento do campus. Juan, que trabalhou em Blumenau durante seis meses após os desastres naturais de 2008, recebeu a missão de mapear as áreas de risco para evitar eventuais problemas futuros.

Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitoria
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Profissional com nível superior ganha 219% a mais

Segundo os números, o salário médio de alguém que fez faculdade foi de 4135,06 reais, enquanto os trabalhadores sem nível superior ganharam 1294,70 reais

Executiva de gravata

Pesquisa informou que, entre 2010 e 2011, o aumento de mulheres empregadas foi superior ao dos homens, 5,7% contra 4,7%

São Paulo – Uma pesquisa divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira comprovou a disparidade dos salários entre profissionais com ensino superior para aqueles que não têm um diploma universitário.

Com base nos valores de 2011, o instituto afirmou que os assalariados com nível superior ganham, em média, 219,4% a mais em relação aos que não contam com formação.

Segundo os números, o salário médio de alguém que fez faculdade foi de 4135,06 reais, enquanto os trabalhadores sem nível superior ganharam 1294,70 reais.

O IBGE também afirmou que o número de trabalhadores diplomados em 2011 foi superior a 2010, mas a porcentagem ainda é pequena: apenas 17,1% da população assalariada brasileira conta com algum tipo de formação universitária.

Outro dado relevante da pesquisa diz respeito à participação feminina no mercado de trabalho. A pesquisa informou que, entre 2010 e 2011, o aumento de mulheres empregadas foi superior ao dos homens, 5,7% contra 4,7%. Mesmo assim, eles ainda são maioria nos postos de trabalho, com 57,7% das vagas ocupadas. Os homens também continuam a ganhar mais: em média, os salários masculinos são 25,7% maior que o das mulheres.

Em 2011, as três cidades que ofereciam os melhores salários foram Brasília (6,3 salários mínimos), Florianópolis (4,8) e São Paulo (4,6).

 

Inscrição para o ENEM 2013

Divulgado o período de inscrições para o ENEM 2013

Fonte: MEC On-line

Nesta quinta-feira, 9 de maio, foi divulgado o Edital do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2013, informando que as inscrições começam às 10h, horário de Brasília, da próxima segunda-feira, 13 de maio, e seguem até às 23h59, horário de Brasília, do dia 27 do mesmo mês. A taxa de inscrição é de R$ 35,00 e deve ser paga apenas no Banco do Brasil pelo Guia de Recolhimento da União (GRU) até o dia 29 de maio de 2013.

Os candidatos que estejam concluindo o ensino médio em instituições públicas de ensino podem solicitar a isenção da taxa, assim como os candidatos que se autodeclararem de baixa renda, comprovando renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo.

As provas estão previstas para serem realizadas nos dias 26 e 27 de outubro, às 13h, horário de Brasília. Sendo no primeiro dia as provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias e no segundo dia as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias e a prova de Redação.

Segundo o ministro da Educação Aloizio Mercadante, as redações serão avaliadas com mais rigor neste ano, para que provas com deboches e erros graves de ortografia sejam descontados adequadamente.

ENEM

Pela nota obtida no ENEM é possível ingressar no ensino superior em instituições públicas pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU), em instituições privadas com bolsas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) ou com financiamentos concedidos pelo governo pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). É possível ainda conseguir o certificado de ensino médio, desde que tenha mais de 18 anos e alcance nota igual ou superior a 450 pontos nas quatro áreas do conhecimento e 500 na prova de redação.

Terminei a pós-graduação: A resposta de José

Por Luiz Gustavo Bonatto Rufino*

Ao publicarmos o texto “Terminei a pós-graduação, e agora José?” muitas pessoas, embora tenham se identificado, solicitaram algumas respostas, dado o caráter de problematização do manuscrito. Vamos apresentar algumas, embora seja reconhecido a dificuldade em implementá-las.

1) Plano de aposentadoria: assunto pertinente sobretudo àqueles que não trabalham ao realizarem suas pós-graduações e ficam grandes períodos de tempo estudando. Isso deve ser uma escolha individual, mas é preciso haver maior divulgação das possibilidades de contribuição, seja como individual ou facultativo, até mesmo para garantia dos direitos legais. É importante haver algum tipo de relação entre bolsas e aposentadoria.

2) Relações de projetos de pesquisa com a constituição profissional: Reclamação muito comum é afirmar que o que pesquisamos não usaremos em nossa prática profissional. Não se trata de advogar em prol ou contra a ciência básica ou aplicada, mas é preciso que os projetos possam transpor os muros da universidade. Projetos com parcerias, relacionados com ações extensionistas podem contribuir, desde que haja valorização de outros espaços sociais para além da universidade.

3) Valorização profissional de mestres e doutores: Assunto muito debatido, mas fundamental: se o Brasil quer maior qualificação acadêmica, é preciso que mestres e doutores atuem na docência, ensino e extensão em universidades públicas e particulares. Uma das formas é aumentar obrigatoriamente o quadro de mestres e doutores no Ensino Superior, valorizando a presença dos pós-graduados com ganhos condizentes com suas formações. No entanto, em última instância, título não garante competência e nem deve ser visto como “reserva de mercado” e sim como “investimento profissional”.

4) Desmistificar o sentido de “ser professor”: O pós-graduado que se assume professor deve refletir sobre o sentido dessa profissão. Precisamos desmistificar alguns “tipos” de docentes corriqueiramente encontrados nas universidades: a) O professor que só pesquisa e não liga para a graduação; b) o professor que abre mão da pesquisa ao passar em um concurso como se tivesse assegurado uma estabilidade infinita; c) o professor que “transfere” suas aulas quase que completamente para alguns orientandos; d) o professor que acha que pós-graduação é um vínculo escravocrata com o orientando; entre outros tipos existentes…

5) Pós-Graduação e formação “indecente” de docentes: de modo geral não formamos professores nos cursos de pós-graduação, o que gera um paradoxo, pois normalmente os profissionais formados concorrerão à concursos de professor. É comum encontrarmos doutores que não sabem dar aulas, apenas palestras. Não conseguem elaborar um plano de ensino, quiçá um plano de aula! O estágio docência, por sua vez, não é capaz de suprir essa defasagem. Formamos indecentemente docentes para o Ensino Superior.

Essas, entre outras características devem se constituir como políticas públicas de pós-graduação. Alguém poderia inquirir: “Mas e o Ciências sem Fronteira, já não é uma política pública?” É claro que é (talvez a maior desse tipo no mundo), no entanto, não precisamos ir muito longe para pensar o que vai acontecer ao termos um monte de mestres e doutores formados até 2015 nas áreas prioritárias que endossam as filas de desempregados.

Por isso, precisamos pensar em políticas públicas de fomento à pós-graduação antes, durante e após sua vigência, para que Josés, Marias, e todos os pós-graduandos possam encontrar qualificação que seja efetivamente revertida em atuação profissional necessária ao futuro – e presente – de nosso país!

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*Luiz Gustavo Bonatto Rufino é mestre em Desenvolvimento Humano e Tecnologias pela UNESP Rio Claro, graduado em Educação Física pela mesma instituição e membro do Laboratório de Estudos e Trabalhos Pedagógicos em Educação Física. É autor do livro: “A pedagogia das lutas: caminhos e possibilidades”.

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