O IPO do Facebook em números

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Image via CrunchBase

14 de fevereiro de 2012, às 19h16min

Entenda por que a operação – uma das mais aguardadas por investidores de todo o mundo – promete ser a maior já vista entre as empresas de tecnologia e internet

Recentemente, a rede social Facebook decidiu dar um passo estratégico em seus negócios e apresentou os documentos para sua oferta inicial de ações na bolsa (IPO, na sigla em inglês) junto à Comissão de Valores e Câmbio dos Estados Unidos – órgão regulador, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários no Brasil.

A operação, uma das mais aguardadas por investidores e acionistas de todo o mundo, promete ser a maior já vista entre as empresas de tecnologia e internet, com uma expectativa de arrecadação inicial da ordem de US$ 5 bilhões. O IPO do Google, por exemplo, realizado em agosto de 2004, rendeu 1,6 bilhões à companhia.

As ações ainda não foram disponibilidades para compra e venda, mas o Facebook teve que revelar muitas informações que antes eram mantidas a sete chaves, como o número de usuários e suas atividades na rede.

Separamos no infográfico abaixo algumas das informações mais importantes sobre o IPO do Facebook.

IPO Facebook
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Facebook prepara estreia de US$5 bilhões na bolsa de valores

  • Por Brian Barrett

Como esperado, o Facebook vai entrar na bolsa de valores, provavelmente no segundo trimestre, e quer arrecadar US$5 bilhões. Com isso, várias informações sobre a Rede Social agora são públicos: 845 milhões de usuários, 100 bilhões de amizades e muita grana indo direto para Zuckerberg. Mercado de ações, diga olá para a ação FB.

Dos 845 milhões de usuários, 483 milhões usam o serviço todo dia, um nível impressionante de atividade (especialmente comparado com os muitos usuários inativos de outras redes sociais, como o Twitter). A empresa teve receita de 3,7 bilhões ano passado, o que é apenas um décimo do que o Google ganhou no mesmo período. Mas por que comparar ao Google? Porque o Facebook ganha a maior parte do dinheiro (85%) com propagandas – assim como o Google.

É impressionante que o Facebook ganhe tanto dinheiro com pequenas propagandas na barra lateral, mas não só disso vive a rede social: 12% da receita veio da Zynga, que faz os joguinhos mais famosos como Farmville e Mafia Wars. Depender tanto de uma só fonte de receita pode intimidar potenciais investidores – principalmente se jogos do Facebook forem uma moda passageira.

E este não é o único obstáculo à frente. Em todo prospecto de oferta pública de ações, a empresa é obrigada a apontar quais as suas potenciais fraquezas – os chamados fatores de risco. E o Facebook tem várias, principalmente na área móvel:

Nós atualmente não geramos de forma direta nenhuma receita significativa do uso de produtos móveis do Facebook, e nossa capacidade em fazê-lo com sucesso não foi provada.

Ou seja, não há forma elegante de fornecer propagandas quando se checa o feed de notícias através de um app para Facebook ou em um navegador móvel. Isso significa que é bastante difícil para o Facebook ganhar dinheiro desta forma. E no celular você não tem acesso aos joguinhos da Zynga…

O Facebook, no geral, parece ser uma plataforma que – apesar de sua proeminência e onipresença global – ainda não se transformou completamente em um negócio. Até o momento, eles não precisaram fazer isso: a empresa teve um bilhão de dólares em lucro no ano passado, quase o dobro de 2010. Para uma empresa privada, isso é ótimo.

Mas uma companhia aberta – ou seja, listada na bolsa de valores – tem muitos acionistas a agradar, grandes investidores exigindo que o Facebook se livre de sua dependência com a Zynga, e que os apps para iOS e Android rendam dinheiro. Como isto vai afetar a experiência, privacidade e segurança dos usuários? É esperar para ver.

E claro, como a oferta de ações está praticamente restrita a grandes investidores, você não poderia entrar no IPO nem ganhar rios de dinheiro. Mesmo assim, vai ser divertido assistir. [SEC]