Ranking: as 10 companhias mais inovadoras do mundo e do Brasil

A grande novidade foi o inusitado sétimo lugar concedido ao movimento Occupy

O ranking de inovação da revista norte-americana Fast Company divulgado nesta quinta-feira (16) não traz grandes surpresas, pelo menos nos três primeiros lugares. A Apple lidera, o Facebook aparece na segunda posição e o Google vem logo atrás. A grande novidade da lista está na sétima posição, concedida ao movimento Ocupe, que começou em Wall Street e se espalhou pelo mundo, juntamente com os rebeles da Primavera Árabe e os Indignados da Europa.

“Disruptivo. Democrático. Transparente. Know-how tecnológico. Design inteligente. Local e global. Valores definidos. O Occupy é espiritualmente semelhante às empresas inovadoras que elogiamos nesta lista”, diz o texto da Fast Company que justifica a inclusão do movimento no ranking.

Entre as empresas brasileiras, a mais bem colocada no ranking mundial foi a Bug Agentes Biológicos (33ª), que utiliza vespas no controle de pragas que atacam plantações dois dos principais produtos agrícolas do país, soja e cana-de-açúcar. A Boo-box (45ª), apostou nas mídias sociais como plataforma de publicidade e hoje domina parte significante do mercado online nacional.

Além da lista geral, que apresenta 50 empresas do mundo todo, a Fast Company elencou companhias por temas e por mercados específicos, que neste ano privilegiou os mercados emergentes, com rankings exclusivos de Brasil, Índia e China.

Veja abaixo as 10 empresas eleitas como mais inovadoras do mundo e do Brasil:

Veja o ranking completo.

Os segredos dos MBAs vencedores 2011-2012

29 de janeiro de 2012, às 18h02min

Escolas brasileiras têm se destacado em rankings internacionais, mostrando que o país pode, sim, figurar entre os que oferecem educação executiva de qualidade

Por Simão Mairins e Eber Freitas , http://www.administradores.com.br

Até meados dos anos 90, a educação voltada para executivos era um privilégio dos países ditos desenvolvidos. Os MBAs e outros cursos de pós-graduação na área só poderiam ser considerados como diferenciais na carreira quando eram feitos fora do país. Todavia, a evolução dos sistemas educacionais em países da Ásia e da América Latina, seu desenvolvimento econômico nas últimas décadas e a crise que se abate sobre os Estados Unidos e a Europa estão contribuindo para a reconfiguração do panorama clássico. Harvard ainda é Harvard. Mas a bola agora também passa pelos pés de países como o Brasil, e as nossas escolas ao poucos estão ganhando notoriedade no mundo.

No ano passado, diversas instituições nacionais se destacaram em renomadas listas internacionais. O ranking dos 100 melhores MBAs Executivos do mundo realizado pela revista britânica Financial Times elencou duas escolas brasileiras: o programa OneMBA – formado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e instituições de outros países – na 26ª colocação, e a Fundação Instituto de Administração (FIA), que figurou em 57º, subindo nove posições em relação ao ano passado. Além disso, a Fundação Dom Cabral (FDC) aparece em 9º no ranking de Educação Executiva da mesma publicação, seguida pela FIA em 26º e o Insper-Ibemec, em 42º.

Já a Business School São Paulo (BSP) e, novamente, a FGV figuram respectivamente em 2º e 3º lugares no ranking QS Informe Global 200 Business Schools. E no ranking de MBAs da America Economia, Eaesp/FGV (4º), FEA/FIA (11º), Coppead/UFRJ (14º), Ebape/FGV (23º) e BSP (29º) aparecem entre as melhores da América Latina.

Veja abaixo as escolas brasileiras que se destacaram em rankings internacionais:

MBAs
(ilustração: Thiago Castor/Administradores.com.br)

Para o diretor de Desenvolvimento da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, tais resultados apontam “para um novo jogo de global players da Educação Executiva que redireciona o eixo norte tradicional para um eixo onde escolas de países emergentes podem e devem apresentar ensino de boa qualidade”. Outro fator que tem influenciado o desenvolvimento da educação executiva no Brasil, segundo Resende, deve-se ao papel exercido por companhias brasileiras no mundo, sobretudo nos setores de mineração, aeronáutica, petróleo e gás e agronegócios.

Um dos elementos que contribuem para o bom posicionamento da FDC no ranking, segundo Resende, é a possibilidade do próprio aluno customizar, junto à escola, sua própria grade curricular de acordo com suas necessidades, tendência que vem se consolidando em várias escolas do segmento. “Não é uma educação feita de pacotes prontos, mas sim de soluções construídas com os alunos”, enfatiza. A FDC também figura em 3º lugar no ranking aberto de educação em negócios da FT.

De acordo com o professor José Mauro, um dos diretores da Business School São Paulo (BSP), o bom posicionamento de escolas de negócios brasileiras nos rankings internacionais dá um status maior à educação executiva do país diante dos olhos de quem está lá fora. “À medida em que a BSP e outras instituições de qualidade brasileiras aparecem nesses rankings, fica claro que a importância do Brasil não é em torno só de um mercado consumidor grande, mas de outros mercados, como o da educação executiva. Eu diria que é importante sim que mais e mais escolas brasileiras de qualidade comecem a se destacar nesses rankings internacionais”, afirma.

Para as instituições de ensino, aparecer em um ranking de prestígio internacional é, evidentemente, estar em uma vitrine altamente valorizada. “Quando ela aprece ranqueada de forma imparcial em um veículo confiável, as pessoas consideram aquela escola”, afirma o professor José Mauro. Mas mais que isso, o professor encara como um reconhecimento ao trabalho desenvolvido. “Os rankings de maneira geral são o reflexo do que a gente faz. A gente fica muito contente em saber que o nosso trabalho está se refletindo lá fora, em ver que o nosso trabalho está dando resultado”, comenta.

O caminho das instituições do Brasil em busca da excelência, entretanto, ainda é longo. No ranking da América Economia, por exemplo, somente cinco brasileiras estão listadas, num universo de mais de quarenta, índice baixo, se levarmos em conta que o país é a maior economia da região.

Para José Mauro, isso se justifica pelo fato de a educação executiva brasileira ainda ser relativamente nova. “A primeira escola de Administração do Brasil é da década de 50. É uma educação executiva que tem 60 anos de idade. Parece muito, mas Harvard, nos EUA, por exemplo, foi fundada há quase 400 anos. O Brasil é mais jovem em educação executiva do que a Europa e a América do Norte. Os países mais desenvolvidos têm uma tradição de negócios que o Brasil não tem”, explica.

Num exercício de autocrítica, o diretor da BSP aponta alguns pontos chaves em que as instituições brasileiras ainda precisam melhorar. O principal deles, segundo o professor, é o que se refere à internacionalização dos seus alunos, algo que – em sua avaliação – enfrenta barreiras na legislação atual. “Se você olhar as escolas de EUA e Europa, você vai encontrar muitos estudantes de outros países estudando lá. No Brasil, isso acontece menos. Isso vai aumentar agora. Mas existe um problema na legislação brasileira. Para um aluno fazer uma pós-graduação no Brasil, ele precisa revalidar o próprio diploma no Brasil, e isso é um trâmite demorado, não é simples. Antes não tinha tanta procura pelo país. Agora que há, é preciso mudar a legislação para atender a isso”, defende.
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Os Melhores MBAs do Brasil em 2010

O ranking VOCÊ S/A – Os Melhores MBAs do Brasil 2010 mostra que investir em educação ainda é um diferencial para a carreira e tem impacto positivo no salário

Murio Ohl (undefined) 10/11/2010

Veja o ranking COMPLETO dos melhores cursos de 2010. Clique aqui

Qual é o impacto de um curso de pósgraduação na carreira de um profissional? O senso comum do mercado sugere que nos últimos anos o certificado de educação executiva perdeu peso no currículo. Isso se deve, em parte, porque houve uma grande popularização da pós-graduação lato sensu no Brasil (na qual se incluem os MBAs e as especializações) – estima-se que existam cerca de 8 000 cursos desse tipo no país. Como muita gente tem o certificado, ele deixa de ser um diferencial.

Ok, sob esse ponto de vista, o peso no currículo hoje é menor, especialmente se o curso foi feito numa instituição pouco renomada. Mas os efeitos do aprendizado que esses programas proporcionam na carreira e na remuneração ainda são nítidos.

O ranking VOCÊ S/A – Os Melhores MBAs do Brasil 2010 ouviu 7 459 profissionais que concluíram cursos de gestão de negócios nos últimos três anos. A pesquisa, realizada pela VOCÊ S/A e pela área de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Editora Abril, revela que 48 % deles foram promovidos durante ou logo após o término do programa. Entre eles, 83% consideram que o crescimento na carreira está diretamente relacionado ao estudo. O impacto na remuneração é ainda mais nítido — 62% dos profissionais tiveram aumento nos anos que se seguiram à pós-graduação. O crescimento na remuneração de quem faz um MBA ou uma especialização também é significativo.

COMO É FEITA A PESQUISA
Para fazer parte do ranking, as escolas se inscrevem gratuitamente e coordenadores, professores e alunos formados nos últimos três anos preenchem questionários online, em que o corpo docente, as instalações e o conteúdo das aulas são avaliados, gerando uma nota para cada público. As escolas recebem também uma pontuação de acordo com a avaliação de executivos de recursos humanos que respondem espontaneamente à pesquisa. A nota final é composta da seguinte forma: alunos respondem por 40% dela. Professores, coordenadores e executivos de RH têm um peso de 20% cada. A pontuação final define a posição do curso no ranking. Os programas que não alcançarem amostra mínima de respostas de alunos são desclassificados, ainda que sejam bem avaliados. Este ano, foram criadas duas classificações — Qualificação de Alunos e Qualificação Acadêmica — com o objetivo de fornecer novos indicadores ao leitor.

Metade dos ex-alunos reporta um acréscimo de mais de 20% em seu salário, sendo que, para 14%, o crescimento na renda foi superior a 50%. Ou seja, se na letra fria do currículo o MBA está em baixa, na prática cotidiana da carreira seus efeitos ainda são bastante interessantes para os profissionais. O ranking VOCÊ S/A – Os Melhores MBAs do Brasil 2010 teve um número recorde de cursos inscritos, 208, de 58 instituições de ensino diferentes. Foram classificados para a lista final, que você confere nas próximas páginas, 144 cursos de 50 escolas de negócios de 10 estados mais o Distrito Federal. A pesquisa mostra que, com a economia em crescimento, as pessoas voltaram a investir na sua formação.

O número de profissionais que pagam o curso do próprio bolso aumentou de 57%, no levantamento do ano passado, para 64%, no deste ano. Com a perspectiva de que a procura por gente qualificada só vai aumentar nos próximos anos no país, o momento é propício para investir numa pós-graduação. Segundo levantamento da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Brasil, as pessoas com idade entre 23 e 64 anos têm em média 7,7 anos de estudo, um índice mais baixo do que o de países como México (8,8 anos), Coreia do Sul (12) e Estados Unidos (13,3). A questão, portanto, é escolher o curso mais adequado em termos de aprendizado e desenvolvimento na carreira. A partir de agora, você acompanha uma orientação para entender o ranking e ao mesmo tempo refletir sobre sua escolha.